Helena Kolody
A poesia é mais que uma canção. É uma declaração de amor. É uma declamação idílica de versos comovidos. É filosofia helênica. É teologia zen que faz bem. Helena Kolody suplanta a literatura indigitada pelos ruídos urbanos, por gente espremida entre prédios, avenidas de pedras, de antipó macadamizadas e versos customizados. Precisa ser lida em voz alta e executada como uma sinfonia pastoral, por uma orquestra de violinos, cravos, fagotes e doces flautas. Deve ser cantada pelas crianças, pelo timbre dos pastores do campo, pelos camponeses urbanizados.
A poesia de Helena Kolody é de combustão rápida, espontânea, que se faz ouvir em meio ao ruidoso tropel urbano. O Paraná perde a raridade de quem soube escrever com simpatia e humildade amorosa. Perde o princípio de tudo, o ''verbum'', a palavra plantada no jardim da infância que vingou na terra lavrada, frutificando fértil a poesia-escola. Perde a singeleza, o brado forte do verso, o verde-louro da flâmula, a fama forte do céu estrelado. Perde a poesia como pão de primeira necessidade. ''Requiescat in pace'', Helena Kolody. Amém!
JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba

Caso Diniz
Este episódio vem reforçar a convicção de que o ministro José Dirceu é useiro e vezeiro em envolver-se em situações noticiadas como corruptas. Devemos lembrar o caso Santo André quando a mídia o relacionou com o recebimento do produto da corrupção, dinheiro esse que lhe era entregue pelo sr. Gilberto Carvalho, atual assessor do Planalto. Aliás era coisa de milhões. Agora, uma pessoa de seu relacionamento pessoal, subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República, é flagrado confessando recebimento de propina, a qual também foi destinada para o PT e para políticos petistas. Estes fatos só fazem reforçar a certeza da direção dos promotores públicos do Estado de São Paulo. Mas também nos faz lamentar que o ministro Nelson Jobim, presidente do STF, tenha mandado arquivar a representação que o ex-procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, apresentou contra José Dirceu por conta do episódio Santo André.
VALDECIR CARLOS TRINDADE (advogado) - Londrina

Usuário de drogas
Gostaria de agradecer à Folha de Londrina pelo artigo publicado no ''Espaço Aberto'' do último domingo. Importante o jornal abrir um espaço para discutir temas polêmicos numa ótica jurídica, como aconteceu em ''Usuário de drogas, será o fim de um paradigma?'', de autoria do dr. Antônio José Mattos do Amaral. Espero, ainda, que temas como estes sejam enfrentados com coragem e sem hipocrisia, como fez o articulista.
MÁRCIO A. DE ALMEIDA MELLO (estudante) - Londrina

Vitória da união
Hoje é um dia histórico na política londrinense, mais precisamente na Câmara Municipal onde toma posse como vereador o ex-servente de pedreiro Nelson Cardoso. Nelsinho, como é conhecido, é morador do Jardim União da Vitória, um dos primeiros assentamentos da cidade. Trabalhador na construção civil, participou ativamente dos movimentos trabalhistas na efervescente década de 80, juntamente com o sindicato da categoria. Nelsinho foi uma das lideranças fundamentais para ocupação e a urbanização do União da Vitória, e um dos responsáveis por fazer o bairro ser respeitado e resgatar a auto-estima do seu povo, marginalizado até então! Foi candidato a vereador nas últimas eleições, ficando como suplente. Tomando posse hoje em substituição à vereadora Márcia Lopes que foi para Brasília, o povo toma posse na Câmara junto com Nelsinho. O trabalhador londrinense hoje literalmente está com um mandato. Espero que isso seja o começo de uma grande mudança. Que daqui pra frente tenhamos mais e mais operários no Legislativo. Afinal, eles são ou não são maioria? Parabéns Nelson, parabéns trabalhadores e sobretudo parabéns aos moradores do União da Vitória!
ANTÔNIO JOSÉ SANTIAGO (diretor-administrativo do Hospital Zona Norte) - Londrina

Pedágio
Gostaria de destacar aqui a ''competência'' da Justiça quanto à agilidade em julgar os processos que tratam do aumento do pedágio das rodovias paranaenses. Aproveito para sugerir que esta fórmula seja também utilizada para julgar os processos de pessoas menos favorecidas que precisam esperar cinco ou dez anos (quando não morrem) para conseguir um benefício do INSS, receber dívidas, ações trabalhistas, etc. Fico muito curioso para saber o que será que faz com que pelo menos nesta parte a Justiça funcione com tanta rapidez. Só assim não teríamos mais pilhas de processos encalhadas nos Fóruns de todo o País.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

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