CARTAS
MST e pedágio
É lastimável ler na Folha (dia 12/02) a opinião alienada de quem deveria no mínimo ter uma visão mais aberta e menos sectária de certos assuntos de tão relevante importância, o dr. Walter Costa Barroso, deveria sair do frescor do ar condicionado de seu consultório para poder sentir na pele o que a grande maioria de brasileiros (paranaenses) sofre com o descaso e opulência das concessionárias de pedágios instaladas em nossas estradas. Acusar o MST de ''afrontar os direitos constitucionais'' é mesmo o 'fim da picada', pois quem primeiro ''afrontou'' esses direitos foram as próprias concessionárias e até mesmo nosso 'onisciente' ex-governador.
Não morro de amores pelo MST, nem estou defendendo as atitudes toscas que os mesmos tomaram em outras ocasiões, mas na questão do pedágio, não consigo imaginar qual movimento teria mais peito pra poder encarar as poderosas mandatárias concessionárias. Não me passa pela cabeça também outra forma de ''brecar'' a gula e a avidez por maiores arrecadações vindas dessas empresas.
Imagino que o tão informado dentista londrinense deve ter, guardada dentro de sua estufa autoclave, a fórmula secreta para fazer voltar a satisfação da massa produtora paranaense em rodar pelas estradas federais sem ter seus olhos arrancados da cara a cada 100 Km. Se ele tem essa fórmula, peço que a divulgue, pois será de grande valia até mesmo para o nosso governador, pois parece que o mesmo não a tem e, portanto, deve recorrer sempre aos meios mais insólitos, como esse de ''acionar'' o MST, mas que pelo menos funcionaram. Se o governador não lhe deu a sua devida ''patada'', eu dou, e por favor dr. Walter, poupe-nos dessa falácia, acorde para a realidade do Paraná.
MAURÍCIO ANDREI ROTTA (empresário) - Mamborê
TCGL esclarece
Em atenção à carta do leitor José Otávio Sancho Ereno, publicada na edição de ontem, a Transportes Coletivos Grande Londrina esclarece: 1- A colocação de microônibus em algumas linhas do sistema de transporte foi amplamente pesquisada pela empresa e, em nenhum momento, teve o objetivo de criar qualquer situação de desconforto ou transtorno para os usuários; 2- É sabido que toda adaptação a mudanças pode levar algum tempo. A TCGL está acompanhando todas as linhas e adotando medidas operacionais naquelas em que são constatadas dificuldades; 3- Na avaliação técnica da empresa, o microônibus é o veículo ideal para atender aos bairros cuja demanda não exige um ônibus convencional. O microônibus é um veículo ágil e moderno, que inclusive colabora para reduzir os problemas do trânsito, ocupando menos espaço nas ruas, e de poluição ambiental, por possuir avançado controle de emissão de poluentes; 4- É importante destacar que, nas vias (corredores de tráfego) onde passam outras linhas, o usuário pode dar preferência pela utilização dos ônibus convencionais, deixando os microônibus para uso dos moradores dos bairros atendidos por esses veículos menores. Dessa forma, não haverá lotação nos micros; 5- Assim como a TCGL colocou microônibus nas linhas de baixa demanda de usuários, baseada em pesquisa de fluxo de passageiros, a empresa passou a utilizar ônibus articulados em linhas que transportam um grande número de pessoas, como é o caso da 501 - Vivi Xavier; 6- A ampliação da frota da TCGL, com a aquisição dos novos microônibus colocados em circulação, atende exigência do edital de licitação do sistema de transporte coletivo de Londrina; 7- A TCGL conta com a compreensão e colaboração dos usuários do transporte coletivo e lembra que mantém um serviço de atendimento ao cliente, pelo telefone 0800-4007020, para recebimento de sugestões e opiniões sobre o serviço prestado pela empresa. As opiniões dos usuários são de extrema importância para a TCGL, que só desconsidera manifestações de cunho político e eleitoral.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA TRANSPORTES COLETIVOS GRANDE LONDRINA
Correção
- O crédito da foto que ilustra a reportagem ''Londrina/TIM aposta na subida de produção'' publicada ontem, na página 4, da Folha Esporte é do repórter fotográfico Sérgio Ranalli.





