Indignação

Fiquei estarrecida ao ler na Folha de ontem a notícia sobre a Lei da Laicidade onde o dessemelhante (muçulmanos, católicos...) perderão o direito de manter parte de sua cultura e, portanto, sua identidade. Essa medida descabida vem de um país (França) que lutou pela liberdade, e tal ação é um antagonismo à ideologia que a simbolizou por séculos. Não consigo aceitar a idéia de que um professor de história venha impor verdades, visto que, ao excluir o direito do questionamento acarretará na realidade o crescimento da ignorância e a prisão do ser. Voltaire (francês) dizia: ''Não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas a defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la''. Sendo assim ser livre é poder dizer e acreditar no que quiser, mesmo que isso não agrade a todos.

JANAÍNA RODRIGUES PITAS (estudante) - Londrina




Outros horizontes

Todas as manhãs, ao pegar a Folha, vejo as notícias da capa e logo passo para a página dois, ansiosa para ver a charge do dia feita por Ivo Akio. É lá que as principais notícias são repassadas com uma percepção incrível, pois o chargista consegue misturar o fato com uma boa pitada de humor. Uma delas que me emocionou muito foi a que fez homenageando José Richa, logo após a sua morte: com um sorriso, a legenda do partido no peito, os pés descalços na terra vermelha e com um exemplar da Folha embaixo do braço, o ex-governador rumava a caminho do céu.
Pois é, no domingo dia 8, deparo com uma charge de agradecimento que me pareceu uma despedida. Não acreditei. Esperei pela segunda, pela terça-feira e vejo que não é mais o nosso mestre que está fazendo a charge. Fico pensando mil coisas: para onde foi o nosso chargista? Será que conquistou novos horizontes?
Ivo, vou sentir muito a falta de suas mensagens nas charges que faz, mas com certeza você já está trilhando outros caminhos, onde deverá continuar colaborando com este grande dom que Deus lhe concedeu. Nós londrinenses nos orgulhamos de você. Parabéns pelo seu trabalho!

ALICE DELAMUTA (professora aposentada) - Londrina

MST e pedágios

Vou correr o risco de ser ironizado ou receber uma ''patada'' do governador Requião, mas mesmo assim vou discordar do nosso líder maior quanto ao posicionamento favorável em relação ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Fiquei estarrecido ao ver as praças de pedágio invadidas e tomadas pelo vandalismo total e desobediência civil explícita, e ainda receber elogios de nosso governador e omissão total quanto à reintegração de posse das áreas ocupadas. Já faz tempo que o MST passou dos limites. Suportar uma orquestração entre o governo do Estado e o movimento é subestimar demais a nossa inteligência.
Ninguém em sã consciência pode desqualificar qualquer movimento social em um Estado democrático pleno. Mas afrontar os direitos constitucionais nos atemoriza de maneira tal que ficamos a imaginar que em um dado momento, se nada for colocado como limite, a moda pode pegar e estaremos literalmente em um estado de anarquia total. Faço estas observações como dever de cidadão que tem família, paga impostos e que votou neste governador que aí está.

WALTER COSTA BARROSO (dentista) - Londrina


MST x ABCR

''É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.'' (Constituição Federal, Art. 5º inciso IV). Nessa ótica, a Associação de Concessionárias de Rodovias (ABCR) tem o direito de publicar nota de repúdio ao MST (Folha de Londrina, 10/02, pág. 7). Mas com toda sinceridade, se foi orquestrada a forma como o MST ocupou as praças de pedágios, como diz a nota, mais orquestrada e abusiva foi a maneira como a juíza Ivanise Corrêa Rodrigues, da 9 Vara Federal, autorizou o aumento dos preços dos pedágios em 15,34%. Isso sim foi um verdadeiro assalto ao bolso de todos nós usuários das rodovias.

ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Jacarezinho

Informática

Na condição de membro da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Assembléia Legislativa, concordo com o pensamento do leitor Yochiharu Outuki, que, na seção de cartas da Folha de ontem, manifestou preocupação em relação às aulas de informática nas escolas, e informo o seguinte: no dia 10 de dezembro do ano passado, projeto de lei 273/03, de minha autoria, foi aprovado nesta Casa de Leis criando a disciplina de Informática na grade curricular das escolas da rede pública estadual. O projeto chegou ao Palácio Iguaçu no dia 20 de janeiro último e aguarda a sanção do governador Roberto Requião.

BARBOSA NETO (deputado estadual) - Curitiba

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