Parabenizo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por terem a coragem de ocupar as praças de pedágios aqui no Paraná e assim fazer com que a Justiça suspendesse o aumento dos pedágios. Isso demonstra que a mobilização social é o caminho certo para construírmos uma sociedade justa, solidária e fraterna. Oxalá, se as religiões (católicos, judeus, muçulmanos, evangélicos, etc), formassem os seus fiéis para essa dimensão ética da religião. Aí sim, o povo iria perceber que religião séria busca em primeiro lugar um mundo justo; sem exploração e dominação. Enfim, a religião e fé autêntica não admitem nenhuma forma de injustiça. E não há injustiça maior do que aumentar pedágio, telefone, gás de cozinha, gasolina, etc. Porque quando se aumenta uma dessas coisas, simultaneamente aumenta uma série de outras. Valeu MST! Que este vosso gesto corajoso e sensível sirva de exemplo para todos nós, inclusive para aqueles que professam a fé em Jesus Cristo!
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Jacarezinho


Jemina
Fiquei muito contente ao constatar que o projeto musical ''Voz Versos Vida'' de Jemima Fernandes foi aprovado pelo Promic - aliás um programa que mereceria comentários ovacionais à parte. No caso de Jemima, acompanho sua trajetória como locutora na rádio londrinense desde que era contratada pela extinta Rádio Cruzeiro do Sul. Quando migrou para a Rádio Universidade FM, como fiel admirador, segui os seus passos. E sua voz, bela e sensual, ganhou espaço necessário nessa emissora que sempre foi e será o nicho por excelência do que há de melhor em termos de música popular brasileira. Penso que Jemima irá muito em breve explodir no cenário artístico brasileiro. Além dos atributos vocais, é dona de uma beleza facial de fascinante exotismo - não a conheço pessoalmente, mas vi foto sua ilustrando reportagem que a Folha publicou ano passado. Até seu nome traz o signo do estranho e fascinante, fugindo do lugar-comum. Jemima Fernandes é uma daquelas raras pessoas predestinadas ao sucesso.
JOÃO ATHAYDE DE PAULA (escritor) - Londrina


Educação dos filhos
Que saudade da palmatória, do rabo-de-tatu, do chinelo, da cinta, ou mesmo do simples olhar de reprovação dos pais de outrora. Será que os pais de outrora não amavam seus filhos? Será que os pais de hoje estão certos em não castigar seus filhos? Errado! Devemos saber desde criança o que é certo e o que é errado, o que pode e o que não pode ser feito. Os pais são legalmente responsáveis pelos seus filhos e têm o direito e obrigação de saber onde eles andam, com quem andam e o que fazem.
Antes os jovens eram criados respeitando a todos. Tinham prazer em servir ou trabalhar com eles e por eles. Aos poucos, as coisas foram tomando outro rumo, e outra mentalidade foi surgindo. Hoje, os pais colocam os empregados para fazerem um serviço que seria de obrigação do filho, ou o próprio pai o faz, deixando o filho livre para estudar e ser criança.
Está sendo veiculado no rádio e TV um chamado de que a criança não pode e não deve fazer nenhum serviço doméstico, nem mesmo dar uma mãozinha à sua mãe, não deve varrer a casa, lavar um prato, um copo, seu tênis, nada. Esquecendo-se de que o trabalho valoriza as pessoas, ajuda o jovem a crescer e o prepara a vida. Pequenas obrigações não matam e não tiram pedaço de ninguém e de nenhuma criança, pode crer!
Antes um olhar dos pais punha respeito. Hoje um olhar dos filhos representa medo e ameaças. Os filhos cresciam junto com a família conhecendo as necessidades da casa e faziam o possível para ajudar em casa e no trabalho. Hoje querem viver suas vidas exigindo mil coisas, rejeitando a presença, a orientação e até mesmo o amor dos pais. Reclamam ''independência'', mas não assumem qualquer tipo de responsabilidade.
Não há necessidade de se utilizar os mesmos métodos de outrora para criar os filhos, mas a mesma seriedade e respeito, deixando claro que a palavra ''não'', faz parte do vocabulário e da vida também.
Educar o filho hoje e sempre, é tirar de dentro dele tudo aquilo de bom que ele tem a oferecer; pois aquilo que não ensinamos no lar para os nossos filhos eles irão aprender na vida, às vezes, de uma maneira cruel. O amor, a seriedade, a maturidade e a disposição dos pais vencem, seguramente, a rebeldia dos filhos, desde que seja observado tudo isso na primeira infância.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (aposentado) - Londrina

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