Formatura

Que me perdoem as opiniões contrárias, que, como a minha, devem ser respeitadas, mesmo que não aceitas. O fato é que, há alguns anos, as festas de formatura têm sido mais alegres, espontâneas e bonitas. Memoráveis! Assim ocorreu nos últimos dias do mês de janeiro, em Londrina. A solenidade, pelas peculiaridades do local onde foi realizada (Moringão), não admite as formalidades por alguns defendida, que seriam de fato merecidas caso aquela fosse realizada em ambiente bastante diverso, com menores proporções e quantidade limitada de convidados.
Mas a alegria dos formandos naquela festa pública, no gigante do Moringão, foi contagiante e não pode ser confundida de maneira alguma com desordem. Toda a manifestação, repito, era simplesmente a mais pura forma de alegria. Tenho a certeza de que todos os formandos ali presentes, sem exceção, têm uma linda história acerca de sua trajetória nos bancos universitários. São amizades inesquecíveis. Sem contar a alegria dos pais, irmãos, filhos, avós ao verem seu ente querido recebendo o conquistado diploma. É indescritível...
Como conter essa emoção? Isso é pedir demais e não faz sentido contê-la. Por isso a ocasião merece ser muito comemorada, como o foi. Estou certa de que a maioria das pessoas ali presentes, com intuito de prestigiar e festejar a conquista do almejado diploma, não presenciaram atos de selvageria ou degradação, mas tão-somente a felicidade incontida, transbordante. Foram merecidos, sim, buzinas, cornetas e tambores.
Vale ressaltar que a festa foi respeitada nos momentos que mereciam silêncio e introspecção. No entanto, as únicas pessoas que destoaram, na ocasião, foram aquelas que, por desconhecidos motivos, não conseguiram se contagiar com tanta felicidade.

MARIA FÁTIMA N.G. PIAI (formanda) - Londrina


Discriminação na escola

Fiquei estarrecido ao ouvir um aluno tecer comentários a respeito de um determinado colégio, diga-se de passagem muito conceituado em nossa cidade, sobre a discriminação social, ou seja, a posição social é que determina em qual sala o aluno estudará. Tudo começou quando perguntei a este aluno como teria sido seu primeiro dia de aula. Para minha surpresa, disse que estava um tanto descontente, pois na sua sala tinha alguns repetentes e estava achando que pelo visto as coisas não andariam bem.
Fiquei curioso e pedi para que me explicasse melhor aquela história de que para cada sala existe uma certa escolha de alunos. Pois bem, aí é que a coisa escancarou de vez: a turma A é feita só de ''mauricinhos e dondocas''; a B é aqueles que são mais ou menos, não poderão estar na A e nem na C ou D; os da C são os remediados e os da D nem se fala, a maioria são repetentes, carentes, e pra variar, segundo relatou-me o aluno, que na sala D as coisas vão meio bagunçadas, ninguém tá nem aí, o professor faz de conta que ensina e aluno faz de conta que estuda.
Não sei de quem é a culpa, mas algo tem que ser feito. As autoridades devem o mais rápido possível acabar com este tipo de comportamento nas escolas e cumprir o que está determinado na Carta Magna em seu artigo 5º que todos somos iguais perante a lei e que não haverá distinção de raça, crença e outras coisas mais.

PAULO ALVES DA CRUZ (funcionário público estadual) - Bandeirantes

Agradecimento

Agradeço a jornalista Ana Paula Nascimento ter brindado os leitores da Folha com a publicação do texto ''Sonho de uma noite de verão'' (Folha 2, dia 12/02) de William Shaskespeare. Parabéns!

ANTÔNIO CARLOS DE ANDRADE VIANNA (advogado) - Londrina


Correção

Ao contrário do que foi publicado no rodapé da Folha Gente, na página 3 desta edição, a colunista Ana Clara Garmendia, que se encontra em férias, retorna no início de março. A matéria que a jornalista assina na capa do mesmo caderno

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