Palavra x ação

Durante a disputa pelo Palácio Iguaçu, nas eleições de 2002, uma bandeira foi levantada e até hoje é alvo de discussões: concessão das rodovias paranaenses para empresas particulares (o pedágio). Quando assumiu o governo do Estado, Roberto Requião disse que incentivaria a construção de estradas secundárias.
Hoje, infelizmente, observamos que isto não ocorreu. E ao contrário do que foi mencionado em campanha, o preço do pedágio ao invés de baixar subiu. Enquanto o governo não consegue reverter o aumento, as concessionárias contabilizam os lucros, pois estamos em final de férias, reinício das aulas e, se não bastasse, é época do escoamento da safra.
Como consequência de uma reação em cadeia podemos esperar o aumento dos preços nos fretes, que por sua vez deixará tudo mais caro. Mas resta uma esperança: o governo tem até o fim do ano para recorrer do reajuste. Caso isso não ocorra, está previsto para dezembro o novo reajuste contratual.
JOSÉ ANTÔNIO R. DA COSTA (estudante) - Nova Esperança



Barriga de aluguel

Fiquei surpreso ao ler a opinião do leitor José Athayde de Paula sobre o artigo ''Até onde você se sacrificaria por amor?'', do estudante Marco Aurélio Fornazieri. A carta, publicada na última terça-feira, ataca gratuitamente a pessoa e as crenças do sr. Fornazieri e, além disso, possui algumas inconsistências. Primeiro, o sr. de Paula discute o direito à vida de embriões. Ora, o referido leitor deve saber que, uma vez fecundado o óvulo, surge uma célula peculiar que contém todas as informações e capacidades para formar um homem completo, o que de fato acontece. Gostaria de saber, portanto, a partir de que estágio do desenvolvimento o sr. de Paula considera uma vida humana? Por último, vale à pena ressaltar que o espermatozóide é uma célula haplóide, incapaz de gerar um ser humano sozinha e que nenhuma religião ou constituição o considera uma vida humana.
MATHEUS RIBEIRO LOVATO (estudante) - Londrina



Barriga de aluguel 2

Causou-me estranheza não o artigo do sr. Marco Aurélio Fornazieri, estudante de Medicina, publicado no último dia 30 na Folha, mas a carta do sr. Athayde de Paula, auto-entitulado escritor. Enquanto o texto do estudante demonstra coragem moral, apresentando argumentos racionais, logo metafísicos (leia-se ''pertinentes à essência das coisas'', para ajudar nosso colega escritor), a carta do seu crítico prende-se a um sutil ataque pessoal que, sem atingir o destinatário - pela grande diferença de nível no plano intelectual -, parece apenas praticar apologia do desvio sexual e do aborto/homicídio, condutas que, mesmo estando na moda, não deixam de ser imorais e criminosas (arts. 124-126 do Código Penal).
JÚLIO CESAR LEMOS (advogado) - Londrina



Ortodontia

Em função de carta publicada na Folha de Londrina, no dia 27 de janeiro, sob o título ''Aparelhos'', enviada pelo sr. Ormar Benedito Gomes de Azevedo, a Sociedade Paranaense de Ortodontia e Ortopedia Facial (SPRO), Regional de Londrina, que congrega somente profissionais especialistas em Ortodontia, sentiu-se na obrigação de respondê-la com o intuito de informar e orientar a população de Londrina e região sobre a especialidade da Ortodontia e Ortopedia Facial, pois entende que a opinião pública a respeito de uma ciência, como é o caso da Ortodontia, não pode ser formada a partir de informações fornecidas por leigos.
Desejamos esclarecer que em nossa cidade e região existem ortodontistas especialistas de reconhecida competência nacional e até internacional e, portanto, capazes de efetuarem tratamentos ortodônticos com sucesso em seus pacientes, dando-lhes uma agradável estética facial e um lindo sorriso, aliados à importante e saudável função normal dos dentes e maxilares. Portanto, fica muito difícil acreditar que todos os profissionais londrinenses consultados pelo sr. Ormar estejam enganados em relação ao diagnóstico e prognóstico do problema ortodôntico apresentado pelo seu filho.
Por outro lado, infelizmente, no nosso meio surgem alguns ''profissionais'' que, ao se comportarem de maneira anti-ética e irresponsável, conduzem tratamentos ortodônticos de baixíssima qualidade por valores irrisórios, quase sempre ocasionando sequelas irreparáveis à saúde bucal da população. Por conveniência, existe certa tendência em se considerar, primeiramente, o valor a ser pago pelo tratamento, relegando-se a qualidade do mesmo a um segundo plano.
Para concluir, informamos que o nosso telefone (43) 3324-8000 encontra-se inteiramente disponível para quem desejar obter informações sobre os profissionais especialistas em Ortodontia de Londrina e região que encontram-se devidamente habilitados a executar tratamento ortodôntico com a qualidade que todos merecem.
CLAUDENIR ROSSATO (presidente da Sociedade Paranaense de Ortodontia/Regional de Londrina)

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