MST e pedágio
Os integrantes do MST protestam contra o reajuste do pedágio. Eu também protesto, porque acho a tarifa muita cara. Se fosse mais barata eu não protestaria, pois as estradas pedagiadas estão excelentes. Mas o que realmente me causa espanto é o MST protestar contra o reajuste do pedágio. Ou melhor, não, não me causa espanto. Onde há uma boa (ou má, cada um que decida) causa, lá estão eles sendo os porta-vozes da sociedade. O MST, entidade extremamente politizada, protesta contra a Alca, contra os transgênicos. De vez em quando esquece de protestar em favor da Reforma Agrária e da justiça social, mas tudo bem (!), talvez a sigla esteja mudando para MSP (Movimento dos Sem Pedágio).
O que realmente me irrita no MSP é o fato de eu estar praticamente todos os dias na estrada, pagar pelo pedágio, e o MSP levantar bandeira também em meu favor. Me dá pena dos coitados dos empregados das concessionárias, tão injustiçados socialmente quanto os do MST, mas que têm a dignidade de continuar trabalhando (ou tentando!) enquanto assistem ao circo armado ao seu redor. Que não pensem os integrantes do MSP que isto os diverte, e nem que estão lhes fazendo um favor. O único ''favor'' que podem fazer é deixá-los desempregados. Isto contribuirá muito pela tal ''justiça social'' .
MARCELO DE CARVALHO SANTOS (advogado) - Londrina

Bilhetagem e eleições
O estudante Marcos Vinícius Fraga, em sua carta na edição de ontem da Folha, mostrou desinformação ao abordar o tema do transporte coletivo com o claro objetivo de fazer política. O prefeito Nedson Micheleti em momento algum misturou eleições com direitos e garantias conquistadas pelas várias categorias ao longo da história. A bilhetagem eletrônica sequer ainda foi implantada e, quando o for, aumentará o número de postos de trabalho. A garantia de emprego continua e a bilhetagem não vai eliminar a figura do cobrador. Equivoca-se também ao abordar a questão do meio passe numa discussão de gratuidade. O cartão de gratuidade para o estudante sempre objetivou garantir o acesso do aluno à sua escola e, neste trajeto, poderá ser utilizada quantas vezes for necessário ao longo do dia.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA

Cultura esclarece
Em relação às afirmações do sr. Eduardo Martins, diretor do Londrina Jazz Festival, feitas em carta publicada na edição de ontem da Folha de Londrina, a Secretaria Municipal da Cultura esclarece:
1- O Programa Municipal de Incentivo à Cultura do Município de Londrina (PROMIC) é reconhecido por instituições do calibre da Unesco e do Ministério da Cultura como modelo, por sua capacidade de fomentar a cultura em toda cidade, abrangendo os mais diversos segmentos e regiões. A formulação e implantação do PROMIC se deram de forma democrática, com a participação de representantes de toda a população, tanto nas conferências municipais do setor quanto na atuação do Conselho Municipal da Cultura. Sua gestão é feita com total transparência, baseada em regras claras, que orientam, entre outros, a apresentação e a seleção de projetos.
2- O projeto Londrina Jazz Festival simplesmente não cumpriu duas regras elementares do PROMIC, previstas em edital amplamente divulgado: 1º - não apresentou o nome dos artistas ou grupos - e seus respectivos currículos e cartas de anuência - que iriam realizar os shows que o projeto previa; 2º - não apresentou o plano de desenvolvimento de seus workshops igualmente previstos. Como se vê, duas normas básicas, que estão incorporadas ao cotidiano dos artistas e produtores que participam do PROMIC, cujo descumprimento prejudica a apreciação de um projeto pela comissão de avaliação - a não ser que se queira que as regras valham para alguns e não valham para outros.
3- Reconhecemos a importância de uma iniciativa como o Londrina Jazz Festival, mas tanto a comissão quanto a Secretaria não podem permitir que projetos sejam aprovados em dissonância com os fundamentos legais e éticos do PROMIC. Lamentamos apenas que um problema interno de projeto seja usado para atacar toda uma política pública de cultura, que tantos benefícios está trazendo para a comunidade londrinense.
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA - Londrina

Racha em Londrina
O presidente da Federação Paranaense de Automobilismo (FPA), Rubens Gatti, esclarece que os incidentes ocorridos na madrugada do último sábado (31/1), no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, não tinham a supervisão da entidade por se tratar de um racha noturno, evento que nasceu em Londrina, com o objetivo de evitar que os jovens façam rachas nas ruas da cidade, contando inclusive com a permissão de autoridades da cidade. A FPA esclarece também que quando se trata de competições oficiais de Arrancada, a entidade supervisiona para verificar se todas as normas técnicas e de segurança dos pilotos e público são cumpridas pelos organizadores.
RUBENS GATTI (presidente da Federação Paranaense de Automobilismo) - Cascavel

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