Brasil potência
Votei no Luiz Inácio Lula da Silva porque confiava em seu programa de mudanças. Passado um ano, vejo que o plano mudou, muita gente critica o presidente. Não o critico. Ao contrário, percebo que apesar das alterações, naturais, acho que a realidade é diversa do sonho, que Lula está indo bem. Os críticos dizem que faz muitas viagens. Mas isto é necessário. Ele tem sido a voz dos que não a têm. Leva ao mundo uma mensagem diversa, positiva.
O que se vê por aqui também é marcante. Estamos exportando mais, o que significa aumento na produção, o que cria mão-de-obra. Acredito porém que há outros caminhos. Preocupado com questões sociais, Lula, o Governo, e até governos externos não percebem novas vias deste milênio. Dar comida a quem tem fome é importante, mas oferecer emprego, trabalho, dignidade, isto é melhor. Quem ganha esmola não se torna produtivo. Quem pode trabalhar não apenas sente-se melhor, mas ajuda a distribuir as riquezas.
Não precisamos só exportar. Temos, também, que elevar o potencial da nossa população, porque com um povo capaz de consumir estaremos no caminho do que o presidente Lula e todos sonhamos: transformar este país na potência que merece.
RITA DE CÁSSIA FULGêNCIO FELDMAN (dona de casa) - Londrina

Inflação
Os mesmos que gritam pela baixa dos juros, são os mesmos que remarcam os preços e provocam a inflação. Bastou apenas, que o País manifestasse sua intenção de crescimento econômico para que a inflação voltasse a mostrar suas garras. Ressalte-se que nesse episódio, trata-se de uma inflação de demanda e não de custo. A ganança pelo lucro fácil é a pior das causas, e deteriora qualquer economia emergente. É preciso que se tenha juízo, mais amor à pátria, e o pensamento voltado para o futuro de nossa família, filhos, netos, etc.
Na realidade os juros terão sempre que cobrir a inflação, e pelo menos mais 0,5% ao mês, para que estejamos dentro da razoabilidade de país civilizado e emergente. O dólar como uma moeda hegemônica, por si só satisfaz o seu detentor perante o mundo globalizado. Dispensa maiores juros, sem contar que na origem a inflação é quase inexistente.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina

Noite cara
É um absurdo ao que temos que nos submeter nas noites de Londrina. Além da falta de segurança, temos ainda aquelas pessoas que usam o carro como demostração. Ninguém faz nada, apenas algumas blitz esporádicas. Mas o que mais fico indignado é com a cara de pau da maioria dos bares de Londrina. Suponhamos que você e sua namorada vão a um bar. Já é uma dificuldade para estacionar e ainda você é açoitado por ''guardadores'' de carros que impõem o valor que você é obrigado a dar a eles. Se não der, eles riscam o carro inteiro ou então partem para a agressão. Agressão mesmo. Um amigo meu levou uma tijolada há dois anos por não querer pagar o ''guardador''. Ninguém fez nada.
Os preços cobrados nos bares também são absurdos . Só pra entrar no bar, tomar duas cervejas (R$ 5,20), você é obrigado a pagar o couvert (R$ 2,00 cada um) ainda tem que dar os 10% sobre o valor total. Então você gasta no mínimo R$ 10,10 só para entrar e tomar duas cervejas. Um abuso. Ai de você se não quiser pagar alguns ''serviços''. Eles (funcionários de bar) te perguntam: ''Mas você não foi bem atendido?'' e outras perguntas que não levam a nada.
Já estava na hora de os bares tratarem melhor seus clientes. Não enfiarem a faca a todo momento. Hoje dou preferência a bares que não cobram por tantos serviços que oferecem. E além de tudo, sou bem atendido.
Penso que a diferenciação é uma grande arma para atrair e manter seus clientes. Acho que se o bar tem música, ele vai atrair jovens, mas não acho correto querer sempre cobrar por esses serviços. Os 10% também são um absurdo. Só porque alguém te serviu na mesa você deve dar essa gratificação? Fiz cirurgia dos olhos há algum tempo mas não tive que pagar nada ao meu médico pelo fato de a cirurgia ter sido bem-sucedida. Ele não me ''furou os olhos''!
RENATO DI ANGELO LIBERATO (vendedor) - Londrina

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Correção
- Por problemas técnicos, o número de aparelhos da telefonia fixa previstos para Londrina em 2004 foi publicado incorretamente na edição de ontem (página 9, Economia). O número correto é 112 mil telefones.

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