CARTAS
Assassinato de fiscais
Fiscais do trabalho cumprindo o seu deve, fiscalizando trabalho escravo em fazenda de ''senhores de engenho'' como no passado, foram brutalmente assassinados em Unaí (MG). Infelizmente, os criminosos (matadores) são os pequenos peixes. Sem dúvida, existe por trás de um bárbaro crime como este os mandantes e estes são sempre peso pesado imunidade para aguardar em liberdade os demorados processos. Conhecemos muito bem o trabalho sério executado pelos fiscais (auditores) do trabalho. Muitos e muitos anos os recebi e sempre fomos orientados, demonstrando que a fiscalização do trabalho é um complemento junto a empregados e empregadores. Fiquei perplexo com esta notícia. As nossas autoridades não podem demorar para prender e condenar os matadores e os mandantes.
ANTÔNIO SAMPAIO ANDRADE (aposentado) - Londrina
Caso Parmalat
Baseado nas grandes catástrofes naturais é que o ser humano aprendeu a defender-se das perdas ora ocorridas. No caso específico da Parmalat, este fenômeno foi fabricado com maldade, de caso pensado, premeditado pelos seus dirigentes de maneira maligna prejudicando milhares de produtores de leite, que enquanto ativo fazia a fábrica girar tornando-se a segunda maior empresa do leite no Brasil. Dizia-se ao produtor que ele teria que ter eficiência, readequar-se aos custos da globalização, que teria que modernizar suas instalações, investir em genética de raças leiteiras, enfim tornar-se competitivo. Só não avisaram o produtor que a empresa que chegou como a salvadora do setor é uma multinacional, e esta não tem pátria, não sente o sangue pulsar como brasileiro amante desta terra sagrada onde crescem nossos filhos e descendentes.
É necessário que o governo apoie as empresas nacionais dando suporte necessário para que sobreviva a este mercado especulativo de juros escorchantes. Não é necessário subsídio, e sim uma análise profunda do que é produzir e para que serve o leite na manutenção da vida, incluindo aí os custos e consequências que faria caso não estivesse ao alcance dos menos favorecidos.
Um recado bem claro ao governo: vamos parar de fazer política com problema alheio. O produtor está sofrendo, tem seus créditos presos na concordata da Parmalat. Fazer um pequeno esforço já ajuda, em vez de colocar o produtor com crédito a receber para devedor de seu próprio crédito no Banco do Brasil, mudar o enfoque do crédito de socorro envolvendo os dirigentes e até as próprias instalações da empresa como garantia para liberação de recurso junto ao produtor. Talvez, aí teríamos um pouco mais de justiça nesta complicada conta. Também não esquecer de fiscalizar os preços praticados ao produtor que estão caindo, devido aos especuladores de plantão, empresários estes que não têm escrúpulos e só pensam em seu próprio lucro, distorcendo o mercado de oferta e procura.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Passe livre
Estamos quase na conquista do passe livre e ainda vemos pessoas descompromissados com o movimento. Sabemos que o meio passe, que vigora hoje, é bom, mas está longe de ser ótimo, pois muita gente não tem condições de arcar com o pagamento, mesmo sendo metade do valor. Com a implementação do passe livre, o trabalhador não vai mais ter que pagar essa complementação. Queremos chamar todos os estudantes a aderirem à luta do passe livre, pois a mesma seria uma grande e importantíssima conquista para nós, que teríamos com a aprovação, uma solução para nosso acesso às escolas públicas da cidade.
CRISTENIO RODRIGUES GAZOLLA (estudante) - Londrina
Sinalização deficiente
Na primeira quinzena de janeiro tive o prazer de visitar o litoral paranaense. Decidi conhecer o badalado litoral de Santa Catarina. Passei no Balneário Camboriú e fui até Florianópolis. Além de serem muito visitadas, as praias catarinenses têm ótima estrutura para atender aos visitantes. O que mais me chamou a atenção foi o fato de não haver pedágios nas estradas de Santa Catarina e elas estarem em bom estado de conservação e bem sinalizadas.
Indigna-me, assim como todos os paranaenses, o sistema de tratamento dado aos usuários de rodovias do Paraná. A indicação das cidades localizadas fora do chamado Anel de Integração é quase inexistente. A Estrada da Graciosa de Curitiba ao litoral do Paraná é uma estrada maravilhosa, só que para achar a mesma quando se está em Curitiba é uma missão quase impossível. Em momento algum no contorno sul e na BR-116 existem placas indicando a Estrada da Graciosa.
Outro problema seríssimo é na BR-376 sentido Curitiba/Apucarana. Quando chega se a Apucarana não há placa informando que no trecho entre Apucarana e Arapongas existe uma saída para Astorga. O governador Requião está lutando contra os pedágios e tem a seu lado eu e mais 99,9% dos verdadeiros paranaenses que não aceitam o descaso destas empresas com o povo do Paraná.
DAVID TEIXEIRA DE SOUSA (professor) - Colorado
CORREÇÃO
- Diferente do que sugere a chamada de capa publicada ontem, sobre as fraudes constatadas em diplomas e certificados na Regional de Saúde, os funcionários envolvidos no caso não foram promovidos. O esquema foi descoberto durante o processo de reclassificação e as promoções não chegaram a ser efetuadas.





