CARTAS
Meio-ingresso
Com satisfação li na edição de segunda-feira da Folha sobre a reunião do Procon com o sindicato das empresas cinematográficas resolvendo o conflito entre estudantes e cinemas para a apresentação da carteirinha de estudante. Inúmeras vezes vi o constrangimento de jovens barrados na porta do cinema e sendo tratados como delinquentes por seguranças brutamontes assessorados por uma gerência aculturada, preocupando-se com detalhes insignificantes como data de validade ou não, deixando o bom-senso de lado. Lamentável que num momento em que o jovem parte para se firmar na vida, tenha que correr o risco de sofrer eventuais complexos de inferioridade sendo humilhado na frente de outras pessoas pelos mesmos seguranças, que caso tivessem que enfrentar algum assaltante ou bandido talvez não demonstrassem a mesma coragem que usam contra adolescentes desarmados. Vale dizer que eu não sou estudante, não tenho carteirinha e pago inteira.
LAURO KLEBER (comerciante) - Londrina
Taxa de juros
Fez-se uma tempestade num copo d'água, referente aos juros de 16,50% que foram mantidos na última reunião do Copom. Na realidade se descontarmos os 20% retidos na fonte do imposto de renda, mais a inflação de 9,30% acumulada no ano, os juros reais estão na casa dos 3,9% ao ano, e não 16,50% como querem determinados segmentos. Afirma o editorialista de Veja - Stephen Kanitz - que o custo da dívida propalada pelo governo em R$ 150 bilhões, na realidade não passa de R$ 50 bilhões. Qual seria a intenção de contabilizar como custo, aquilo que não é custo? Na verdade são equívocos, que alardeados, só servem para aumentar o risco Brasil. Sabemos que isso traz consequências, inibe os investimentos e retarda o crescimento do País.
Poderíamos supor também que maiores gastos com os juros não sobraria dinheiro para se oferecer um serviço público decente e de melhor qualidade. Vale lembrar que muitos servidores públicos, inclusive os professores, não recebem reajustes salariais há mais de 9 anos.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Políticos
Os deputados federais, os senadores e o presidente foram eleitos para nos representar no Congresso Nacional, mas por que não nos representam? Por que tudo que fazem são contra nossa vontade? Somos a favor da reforma do código penal, eles criam empecilhos. Somos a favor da diminuição da idade penal, eles não querem. Queremos menos impostos para promover o emprego e aumentar o consumo, mas eles só querem arrecadar mais. Queremos ver a fisionomia dos marginais exposta nos órgãos de imprensa, mas nossos legisladores tentam esconder. Para que precisamos e por que desperdiçamos tanto dinheiro com tanta gente inútil? Não é à toa que os políticos são a ''classe profissional'' que o povo menos confia conforme mostram os órgãos de pesquisas e estatíticas revelando-os sempre em primeiro lugar na categoria de descrédito. O pior é que isto nunca vai mudar, porque eles não têm vergonha.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê
Cartórios
Sobre a carta do comerciante Serafim Alberto Diniz, publicada na edição de ontem da Folha, informamos que nunca foi objetivo desta parlamentar ''atender interesse de alguns, prejudicando uma grande maioria'', no que se refere ao novo Código de Organização Judiciária, votado pela Assembléia Legislativa. Antes da discussão do projeto, a deputada se reuniu em Londrina com representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil, seção Londrina) para que fossem propostas emendas ao Novo Código originário do Tribunal de Justiça, mas nenhuma emenda foi acatada. Como o projeto de lei já se arrastava há dois anos no Legislativo, sofrendo sucessivas alterações, a aprovação da forma como foi feita pode não ser considerada a ideal, mas foi a reforma possível frente aos interesses difusos que envolvem a questão.
Enfim, com o apoio do Ministério Público, OAB e Associação dos Magistrados, a nova lei é considerada um avanço, embora não seja perfeita. O veto do governador que preocupa o comerciante é no sentido de que pelo volume pequeno de serviços alguns cartórios distritais extrajudiciais (de tabelionato e registro civil) sejam fechados. Apesar da medida, a aprovação do Novo Código determina a estatização dos cartórios judiciais, com o fim de baixar as custas processuais. Sob controle do Estado, a medida vai propiciar maior acesso da população à Justiça e os escrivães e auxiliares destes cartórios terão que ser selecionados em concurso público.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA DEPUTADA ELZA CORREIA (PMDB)
CORREÇÃO
- Paulo Borges, cujo perfil foi publicado na edição do último domingo do Caderno Folha Gente, é diretor da São Paulo Fashion Week há oito anos e está há 16 edições à frente do evento.





