CARTAS
Cartórios
Caro governador Requião, sou um comerciante estabelecido em um bairro de Londrina e somos bem atendidos por um cartório distrital com toda a infra-estrutura necesssária. Contamos com um atendimento de primeira qualidade, tanto da parte do pessoal, como nos serviços prestados. O mesmo serviço não nos é oferecido pelos cartórios do centro da cidade, sempre com enormes filas, funcionários que parecem sempre estar com raiva do mundo (na maioria das vezes), sem espaços para estacionamento de veículos, ou seja, deixando muito a desejar.
Também temos que nos deslocar de nossos bairros para o centro da cidade, onde ficam a totalidade dos outros cartórios, perdendo tempo. Estranhei muito o veto dado por vossa senhoria com a ajuda de uma ex-vereadora de nossa cidade, que conhece nossos problemas (ou imagino que conheça), para que esses cartórios distritais fechem as portas, atendendo o interesse de alguns, prejudicando uma grande maioria. Portanto, sr. governador, não seria interessante reavaliar este problema para que mais uma vez a maioria do povo não venha a sofrer por leis feitas por quem não conhece a nossa realidade?
SERAFIM ALBERTO DINIZ (comerciante) - Londrina
Aparelhos
Lendo, a seção cartas da Folha, me deparei com uma dentista reclamando de seus colegas profissionais pelo uso de marketing de forma agressiva. Se a dentista considera estas propagandas agressivas, tente colocar um aparelho em seu filho (a). Aí, você vai ver o que é ser agressivo. Meu filho desde que nasceu vai à Bebê Clínica da UEL, onde sempre foi muito bem tratado. Chega a uma certa idade e já não podemos fazer os tratamentos ali. Fomos procurar outros profissionais, sabíamos que a criança precisaria de aparelhos. Consegui algumas consultas na Associação Odontológica Norte do Paraná em Londrina. Foi pedida a documentação da boca do menino. Os dentistas nos chamaram e veio a nossa preocupação. O caso de meu filho era muito sério e não haveria condições de ser acompanhada por tais profissionais. Solicitaram que eu procurasse outros dentistas para que fizéssemos o aparelho.
Com toda a documentação da criança fui a diversos profissionais, mas fiquei surpreso pois cada um pintava um quadro mais horrível. Só que todos sabiam pedir um salário mínimo pôr mês, e no mínimo um tratamento até os 18 anos, fora os aparelhos. E olha que consultamos profissionais de renome. Resolvi consultar outros dentistas fora de Londrina. Fomos a Bauru e, para minha surpresa, a boca do menino não tem as alterações que nos foi posta por profissionais de Londrina. Foi colocado um aparelho ortopédico fixo e, hoje após um ano, colocaremos o aparelho móvel. Com certeza, o problema será resolvido, bem antes dos 18 anos (a criança tem 7). Em Londrina, os profissionais nos mostravam aparelhos de mil reais acima, sendo que em Bauru, nos custou R$ 250.
OMAR BENEDITO GOMES DE AZEVEDO (representante comercial) - Londrina
São Paulo, terra boa
São Paulo fez domingo com que seus 450 anos de existência fosse comemorado com muita alegria e festejo. Não faltaram artistas, músicos, jornais, rádios ou televisão para divulgar o evento ou dele fazer parte. Inúmeras atrações culturais fizeram da cidade a grande ''celebridade''. Porém, poucos foram os colaboradores que tentaram lembrar e exaltar outros pontos da região. Por que não lembrar da ''terra da garoa'' e com ela os ''imigrantes'' que sempre encontram-se presentes, as enchentes? Visitantes dos lares paulistanos, todo ano aparecem, mas, quase nunca são lembradas pelos governantes da grande metrópole.
Mostrar seu povo acolhedor, sua cultura, sua gente, seus pontos turísticos, sua trajetória para que chegasse onde chegou é algo de suma importância, tanto para São Paulo como para qualquer outra cidade que comemora não apenas um, mas, muitos anos de existência. No entanto, nem todos seus habitantes estão contentes, muitos não participaram dos festejos porque estavam ocupados em atender frequentes visitantes que insistem em chegar nessa época do ano: as enchentes. Seriam elas também, as aniversariantes?
Não é o que parece. As constantes chuvas de verão fizeram da cidade um caos nos últimos anos: alagam ruas, inundam casas, comércio e quem mais sofre com sua chegada são os moradores da cidade. Nestes 450 anos parecem não chegar as providências para resolver tantos transtornos e boa parte da população não conseguiu acompanhar as lindas comemorações e festejos. Foi sim convidada para a festa, ninguém podia faltar, era preciso que todos marcassem presença. Mas, infelizmente, alguns perderam o convite no meio de um caminho alagado e parece que esse problema novamente ficará para mais tarde.
PATRÍCIA MASSULO (professora) - Indianópolis (PR)





