Cartas
Salário de professores
Depois de quase dez anos de salários superdefasados, vemos uma notícia de aumento salarial para os prefessores, mas não para os aposentados. Que país é este onde políticos para trabalhar 20 dias nas férias recebem a bonificação de R$ 38 mil e professores vivem a mendigar salarios sem sucesso? O governo passado se elegeu tendo como bandeira a melhoria no sistema educacional como um todo, mas o que vimos, em oito anos, além de escândalos, foi o sucateamento das escolas, as políticas neoliberais sendo implantadas na educação e o professor, como já tive a tristeza de ver muitas vezes, na fila da ação social de uma igreja buscando alimentos para poder complementar a refeição de seus filhos.
Não é preciso ser muito inteligente e nem ter muitos conhecimentos para saber que Alemanha e Japão, por exemplo, só se tornaram grandes nações depois de terem investido maciçamente em educação e no professor.
Com a educação resolveremos o problema da violência e da saúde. Mas aqui, prefere-se gastar com penitenciárias, com o INSS, mas com educação não.
Quer o governo deixar os aposentados de fora do aumento que pretende dar aos professores. É isto que nos espera após anos e anos de trabalho numa escola, muitas vezes sem condições, com salas superlotadas, convivendo com a violência que é fruto da injustiça social da qual também somos vítimas, sofrendo com a frustração das incoerências do sistema, o troféu é uma magérrima aposentadoria congelada.
Investir no professor com sinceridade, na criança, no adolescente, no jovem, ficaria muito mais barato do que combater a violência, construir cadeias, além de que, diminuíram as filas nos postos de saúde e haveria mais indivíduos criativos e empreendedores e geradores de emprego. É muito triste, mas após 500 anos a política brasileira continua a mesma. Assim não há como mudar a cara do Brasil.
CLAUDETE DEBERTOLIS RIBEIRO (professora) - Cambé
Amigos empregados
Bem que avisaram que iam criar novos empregos. Os amigos da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, festejam em grande estilo os 490 anos da cidade. Dona Marta acaba de criar 450 novos empregos sem concurso na Prefeitura de São Paulo. Na parte que nos toca, mais funcionários e novas taxas!
PAOLO MALANCA (pintor) - São Paulo
Conselho esclarece
Face ao ''Alerta à classe odontológica'' subscrito pela cirurgiã-dentista Cintia Barroso Garcia Lopes (CRO/PR 14.433), publicado neste jornal na edição de 18/1, o Conselho Regional de Odontologia do Paraná (CROP) vem tecer os esclarecimentos que se seguem:
O CROP, no pleno cumprimento de seu dever legal de fiscalização (art. 11, Lei 4.324, de 14/4/1964), contrariamente ao alegado por referida profissional, vem atuando incansavelmente no combate à publicidade irregular e insidiosa como aquela que originou a insurgência de referida cirurgiã-dentista, sempre no exclusivo intuito de propugnar pela harmonia da classe (art. 5º, X, do Código de Ética Odontológico - CEO) e obstaculizar a concorrência desleal, aliciamento de pacientes e a mercantilização da profissão (artigos 9º, III e 34, VII , 5º, XI, do CEO).
A afirmação da cirurgiã-dentista de que o Conselho ''nada'' faz em prol da classe odontológica não se coaduna com a realidade, sendo portanto, alegação destituída de qualquer fundamento fático. A Comissão de Ética do Conselho, no ano de 2003, trabalhou incessantemente buscando prevenir e averiguar o cometimento de infrações éticas, tendo instaurado 165 procedimentos éticos sendo que, 96% destes, relacionados a marketing irregular patrocinados em afronta ao disposto nos artigos 32 a 36 do Código de Ética Odontológica (CEO, Res. CFO 42/03).
No caso em específico, a publicidade irregular que deu ensejo à publicação realizada em 18/1, já vem sendo averiguada por este Conselho desde o mês de abril de 2003, quando da constatação da panfletagem aérea, a qual inclusive foi objeto do devido processo ético, que está em avançado estado de julgamento, e que acarretará ao responsável as penalidades cabíveis, podendo inclusive gerar aplicação de multa.
Cumpre esclarecer que, naquela ocasião, tal atividade foi interrompida em virtude da atuação do Conselho, que, aliás, recentemente veio novamente autuar referido profissional pela retomada da distribuição de panfletos, desta feita em via pública, o que poderá gerar nova e mais grave punição, ante à possível constatação da reincidência. No entanto, face à sigilosidade sob a qual tramitam os procedimentos éticos odontológicos, é vedado legalmente a este Conselho pronunciar-se abertamente sobre o andamento daqueles.
No mais, destaque-se que, no presente caso, o CRO-PR ingressou perante a Justiça Federal da Circunscrição Judiciária de Londrina, no final do ano de 2003, com medida judicial buscando a imediata paralisação da distribuição dos panfletos, requerendo a aplicação de multa diária ao responsável para o caso de nova infração.
Por fim, é importante salientar que o Conselho Regional de Odontologia do Paraná, no intuito de propugnar pela harmonia da classe e bom conceito da profissão (art. 5º, I e X, do CEO), continuará a exercer plenamente suas funções - entre elas, a fiscalizatória -, esperando contar sempre com o apoio de toda a classe que representa no combate a atos que venham a denegrir a imagem do profissional da Odontologia.
CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DO PARANÁ - Curitiba





