As leis e o povo

O populismo é uma das características marcantes de nossos governantes. A cada novo governo, o ciclo se repete, o assistencialismo impera. Entra governo, sai governo e a política é sempre a mesma: vale-leite, vale-gás, vale água, vale-luz, fome zero.
Seguindo a filosofia assistencialista típica da maioria dos políticos, foi aprovada e sancionada uma lei absurda (lei nº 10.835/2004) que garante uma renda mínima para todos os brasileiros e estrangeiros, residentes no Brasil há pelo menos 5 anos. Essa lei estabelece que, a partir de 2005, o governo irá constituir a renda básica de cidadania, que deverá atender as despesas mínimas de cada pessoa com alimentação, educação e saúde.
O caráter populista e eleitoreiro da referida lei é notório. O próprio governo diz que não sabe de onde virá o recurso para custear esse benefício. Outro aspecto é que a lei ainda depende de regulamentação legal para que possa ser aplicada. Através dessa regulamentação o governo deve definir valores, forma de pagamento, origem dos recursos, forma de cadastramento, etc.
Será que um dia essa regulamentação será feita? Será que um dia esse projeto mirabolante sairá do papel? Ou será que esse é mais uma lei que possui apenas fins eleitoreiros?
O povo não pode, não deve, ser tratado como mendigo. O governo e a maioria de nossos políticos deveriam se preocupar em fazer leis para incentivar o comércio, as indústrias e a agropecuária; deveria se preocupar em criar condições para o surgimento de mais empregos.
A grande verdade é que o povo brasileiro não quer esmolas, os cidadãos de nosso País querem trabalhar por seu sustento, querem ganhar o seu dinheiro com dignidade e não viver da caridade capenga e populista de seus governantes.
Qual a real intenção de tudo isso? Será que nossos políticos têm interesse em manter o povo em estado de miséria e ignorância, por que assim é mais fácil de manipulá-los?
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina


Indignação

No dia 7 de dezembro de 2003 fui ao Cine Catuaí certo de que pagaria meia entrada para assistir ao filme em cartaz. Chegando na bilheteria, como de costume, mostrei meu comprovante de matrícula, pois sou aluno de pós-graduação da UEL. No entanto, não quiseram vender a mim meia-entrada porque deveria apresentar, além do comprovante de matrícula, o cartão do RU (Restaurante Universitário) também. Eu não estava com o cartão do RU e, evidentemente, fiquei indignado. Não concordei com tal condição porque isso nunca havia sido cobrado. Entretanto, alegaram que por determinação da gerência dos cines Catuaí deveriam cobrar juntamente com o comprovante de matrícula, o cartão. Eu pergunto, não deveriam ter nos dado um prazo para que pudéssemos nos adaptar à nova situação? Será que o público não merece um pouco mais de consideração? Será que o lucro que nós damos a eles na compra de uma entrada, de um pacote de pipocas, de uma lata de refrigerante já não é o suficiente? Pensem!
MAURÍLIO ROSA JÚNIOR (estudante) - Londrina
Respeito ao público
É lamentável que tenhamos que passar por diversos constragimentos dentro de uma empresa que parece tão séria: a Multiplex. Gostaria de relatar o que aconteceu comigo numa tarde para acentuar ainda mais a falta de consideração com os clientes deste serviço. Há alguns dias ganhei dois convites de uma rádio para assistir a um filme infantil, o qual só está em exibição neste local. Chegando lá eu e minha amiga, com as nossas crianças fomos informadas que não poderíamos fazer uso deste convite por ordem da administração. Pedimos a gentileza que confirmasse com o escritório central, já que o convite estava com a marca da Warner e seria válido para qualquer lugar que estivesse exibindo desde que de segunda a quinta-feira e o cinema não estivesse lotado. O escritório respondeu que nós poderíamos entrar e assitir ao filme. A funcionária nos disse que fora um erro de comunicação. Moral da história: perdemos 40 minutos do filme e se caso nos conformássemos em não entrar no cinema seríamos mais uma vítima da falta de consideração com os clientes do Multiplex. Gostaria de lembrar a esta empresa que somos seus clientes e que gostaríamos de ser tratadas com o mínimo de dignidade.
ALINE DE ABREU CURUNZI (professora) - Londrina


Agradecimento

Quero agradecer e cumprimentar a jornalista Adriana Savicki pela reportagem ''Lotéricas doam cadeiras de rodas'', publicada pela Folha na última quarta-feira. Com sua reportagem você está divulgando ao apostador que quando ele faz qualquer aposta nas loterias da Caixa, está colaborando com as obras sociais do governo. Nós, lotéricos, temos que só te aplaudir.
JOÃO MIGUEL TURCATTO (coordenador da Campanha Aposta Cidadã) - Londrina

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