Morte de Bobbio


Muito oportuno o texto de Arnaldo de Godoy no domingo passado nesta página da Folha, ao descrever a grandiosidade do pensador italiano Norberto Bobbio. Neste mesmo domingo, assisti a chamada do Fantástico: ''amiga de Dianna dirá o que ela achava do príncipe Charles ...''. Que horror! Não deixam a mulher morrer, e o pior, é o grau de importância a futilidade. Fico me perguntando quantos intelectuais e a mídia em geral, a exemplo de Godoy, se desprenderam para relevar a obra deste filósofo, entre tantos outros ilustres que perdemos e lamentavelmente nem nos damos conta. Pobre mundo que se despede de seus visitantes mais queridos, como quem expulsa um cachorro dentro de uma Igreja. Homem visionário, Bobbio não foi apenas mais um pensador, o ''grande professor civil'', como é chamado na Itália, deixou obras raras que são um verdadeiro legado à sociedade, influenciando diferentes partidos políticos com sua forma particular de ver a humanidade. Como simpatizante de ideais possíveis, agradeço a Bobbio por me ensinar a ser de esquerda, que contrariando a muitos, ser esquerda não é perder a esperança.

RICARDO MANOEL DOS SANTOS, Londrina.



Analfabetos,
cotas e bananas


74% dos brasileiros não entendem o que lêem e escrevem e o Presidente amplia o regime de cotas. Ou alfabetizamos logo os 126 milhões que faltam, ou ficaremos internacionalmente conhecidos como uma republiqueta de analfabetos, cotas e bananas.

ASCENSO FURTADO, Rio de Janeiro


Cotas no
vestibular


É profundamente lamentável o sistema de cotas de vagas no vestibular, que contempla a raça negra ou qualquer outra, instituída por oito das 53 universidades federais. O governo editará na próxima semana a medida provisória para legitimar as cotas no País e evitar contestações judiciais. A carteira de uma sala de aula não deve ser pré-determinada pela cor da pele. Vai aqui uma sugestão: existem outras prioridades de cotas, por exemplo, poderia se destinar metade das vagas para o aluno domiciliado em seu Estado, contemplando desta maneira o cidadão que paga os seus impostos. Alguém poderia dirimir uma dúvida? Quantos dos alunos que se formam na UEL permanecem em Londrina e região retornando à sociedade aquilo que recebeu gratuitamente?

PAULO KIYOSHI NISHITANI, professor universitário, Londrina.


Novos economistas


Acontecerá no dia 5 de fevereiro, às 20 horas, no Cascavel Country Clube, a solenidade de colação de grau dos novos economistas formados pela UNIVEL, em Cascavel. Estes novos profissionais de economia, entre os quais me incluo, devem ter em mente a importância da formação do economista como cientista social, de caráter flexível, diversificado e conhecedor das premissas básicas da ciência econômica. Contudo, destaca-se a necessidade de conhecimento na manipulação do aparato quantitativo propiciado pela matemática, estatística e econometria, associadas ao uso responsável da informação, capaz de humanizar as relações do sistema de produção e acumulação de riqueza, devendo sempre refletir e questionar acerca dos corretos modelos econométricos, buscando o seu caráter social, ao tempo em que investiga e analisa as questões científicas de forma realista. O profissional de Economia deve preocupar-se com o estudo de um universo bastante amplo de análise dos processos de produção, distribuição e serviços como um todo, estudando suas especificidades e formas de inter-relação nos âmbitos nacional e internacional, atuando de forma ética e profissional, fazendo o uso correto do aparato teórico e técnico desenvolvido no aprendizado acadêmico. Para nós economistas formandos, o mercado de trabalho é promissor, já que o curso, além de proporcionar uma ampla formação teórica, também desenvolveu a capacidade de investigação, proporcionando uma visão crítica e analítica relativa às três linhas gerais: política, econômica e social. Somos cientes da importância de nosso papel como economista, principalmente na atual conjuntura mundial e que faremos o uso correto das informações, respeitando sempre o homem e o meio ambiente. Aos novos economistas, sucesso no exercício de sua profissão.

PEDRO BATISTA MARTINAZO, formando de Economia, Cascavel.

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