Os dois lados da dengue

A cidade de Londrina vive nesta última década um grave problema na área da saúde, tanto nos aspectos de atendimento nos hospitais, nos postos de saúde e principalmente, o combate à dengue. A prefeitura de Londrina vem em muitas gestões governamentais em tentativas para o controle da dengue. Atualmente informações pela mídia, pelos agentes de saúde vêm esclarecendo a população, pois somente o governo não basta. A sociedade é essencial no combate à doença. investimento maior em pesquisas como a armadilha para a captura de seus ovos e contratações que já ultrapassam duzentos agentes vem melhorando cada vez mais nesta campanha que cresce a cada ano para a eliminação dos focos do Aedes Aegipty espécie de pernilongo transmissor encontrado em países tropicais e subtropicais. Apesar de tudo feito pelo governo, a negligência da população ainda assusta e atrapalha. Mas a pior irresponsabilidade está dentro do setor de Endemias da Prefeitura. Técnicas de trabalho que particularmente estacionam no trabalho de combate à dengue, como exemplo, a falta de autoridade da Vigilância Sanitária. Todas as irregularidades são passadas para tal órgão, mas a solução deixa a desejar. É impossível que a sociedade tenha respeito aos agentes da dengue se a própria Vigilância e responsáveis não são capazes de resolverem os problemas. Um exemplo maior é no Conjunto Mister Thomaz. Uma mulher tem em seu quintal dezenas de depósitos para a proliferação do transmissor da dengue. Todos na região exigem atitudes. Mas por que respeitar os agentes se a Vigilância não se dá ao respeito e autoridade? Ainda por cima os agentes não ficam mais do que dois anos por razões contratuais. O governo tem que sempre estar contratando, gastando dinheiro e tempo com treinamento constante. Aqueles que pegaram experiência se vão, e entram novos que levarão meses para aprender seu trabalho. Sem informações educacionais e força de vontade da sociedade jamais conseguiremos diminuir os números trágicos de mortes e de milhares de pessoas infectadas todo ano. Quase seis mil pessoas já pegaram dengue no ano passado. Esperamos nós londrinenses que o governo continue a investir, e ao povo cabe colaborar.
PAULO AUGUSTO SEBIN, agente de controle da dengue em Londrina.

Lula ou FHC, tanto faz

A sigla FHC, muito conhecida pelos brasileiros, ficou marcada a ferro quente na pele de todos nós. Afinal, este senhor que esteve presidente e, hoje, goza os prazeres da vida, ''trabalhou'' durante oito anos para nos deixar como herança o caos. Um país estagnado, mais violento, mais endividado, mais corrompido, mais dependente e sem norte. E aí, nós, o povo brasileiro, fomos convencidos de que poderíamos viver sem medo de ser felizes. Embarcamos, os 53 milhões de eleitores, na canoa da felicidade do Lula, com muita vontade de sentirmos o sabor da cidadania. Mas a canoa começou a fazer água, mal saiu do ancoradouro. Infelizmente, a teoria do novo governo, na prática, não está diferindo em absolutamente nada do governo FHC. Aliás, a caixa de Pandora aberta no governo FHC está agora escancarada. Nós continuamos sem medo de ser felizes, embora descrentes de que será sob o comando de Lula e de seus companheiros, se eles persistirem em caminhar nas pegadas de FHC. Parece que nós, os 53 milhões de crentes, devemos procurar a felicidade onde de fato não existe o medo. E este lugar não será no Brasil, se o Lula continuar insistindo nesse caminho que vem seguindo desde o início de seu governo. Para governar, senhores petistas, é preciso de um bocado de humildade (que me parece não existir no dicionário do PT), de uma boa dose de indignação, de muito profissionalismo, negociar sem rendição, esconjurar a vaidade, ouvir, de fato, os gritos e sussurros que vêm das ruas, de uma pitada de juízo e de muito mais ação do que de discurso.
UESLEI TEODORO, professor universitário.

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