Pellegrini, na Academia e na UEL
  Quem não leu Terra Vermelha, de Domingos Pellegrini, deixa de apreciar um dos melhores romances da Literatura Brasileira, escrito com a intenção de ser épico, segundo o próprio autor. Narra a história de José e Tiana, personagens baseados no avô paterno e na avó materna de Pellegrini, que chegaram a Londrina e aqui se instalaram na época da colonização. A partir daí mostra os acontecimentos mais importantes do surgimento de Londrina. É realmente um romance marcante. Lembro-me de que, há alguns anos, instituí Terra Vermelha como leitura obrigatória na segunda série do Ensino Médio do Colégio Maxi. A princípio, os alunos torceram o nariz, já que o romance tem aproximadamente quinhentas páginas. Depois de algumas semanas de leitura, alguns jovens, deslumbrados, já elogiavam espontaneamente o autor e o romance. Houve até uma aluna que escreveu uma carta a ele, dizendo que a leitura do livro mudou sua vida e sua concepção de literatura.
  Todos os londrinenses e habitantes da região deveriam ler esse romance para conhecer a nossa história. As faculdades e as universidades da região, principalmente a UEL, deveriam exigir dos vestibulandos Terra Vermelha como leitura obrigatória, além dos já tradicionais autores. Assim valorizaríamos a nossa história e enraizaríamos tradições nos jovens, que pouco conhecem da cultura regional.
  Domingos Pellegrini é escritor, no sentido exato da palavra. Aos onze anos fez suas primeiras poesias; aos quatorze, os primeiros contos; aos trinta, o primeiro romance juvenil – A Árvore que Dava Dinheiro, que já vendeu mais de três milhões de exemplares; aos quarenta, o primeiro romance – O Tempo do seo Celso; agora, quinquagenário, tem mais de trinta livros publicados, dois prêmios Jabuti (o maior prêmio da Literatura Brasileira), pelos romances O Homem Vermelho e O Caso da Chácara Chão e o sonho de ganhar o terceiro prêmio Jabuti com um livro de poesias. Desejo-lhe mais do que isso: desejo-lhe uma vaga na Academia Brasileira de Letras.
  Insiro-me no grupo de londrinenses que defendem o ingresso de Domingos Pellegrini na ABL e lanço uma campanha: a inclusão do romance Terra Vermelha como leitura obrigatória para o vestibular da UEL de 2005. Com a palavra, a Copese, Comissão Permanente de Seleção, órgão da UEL que cuida exclusivamente da organização de seu vestibular.
DÍLSON CATARINO, professor em Londrina.

Cidadania
  Estive este mês no Hemocentro de Londrina para doar sangue e pude constatar que nesta época do ano o número de doadores diminui e, portanto a reserva do banco de sangue também. Seria omissão não dizer, mas, infelizmente os acidentes nas estradas aumentam. Passo essa mensagem a todos aqueles que possuem boa saúde e que tenham peso acima de 50 kg. A legislação brasileira garante a todos os trabalhadores que a cada 12 meses de trabalho possa faltar um dia de serviço no caso de doação de sangue voluntário sem prejuízo do salário, conforme artigo 473 º 4º da CLT. Esse ato implica inúmeros valores, principalmente no que tange à prática do exercício da cidadania, a qual todos deveriam exercer.
MARCELO IVANAGA, de Santa Cecília do Pavão

Dona Jolinda linda!
  São 99 anos de vida e exemplo para toda uma sociedade que hoje pode se deliciar com a herança de vida que repercute através de seus descendentes. O exercício de viver da trajetória de Dona Jolinda, através de suas histórias ‘‘Amanhã escreverei a Joaninha’’, contadas por Paulo Briguet, nos remete a entender que o envelhecimento e a sabedoria são parceiros, e que o exercício natural do respeito aos idosos é entendido quando este exemplo de vida nos é oportunizado. Viver muitos anos, o suficiente para ser feliz e possibilitar lembranças e memórias para um grande contigente de pessoas, esta é a grande referência para a condução de uma vida digna. Quase um século de vida e tanto a nos ensinar. Parabéns Dona Jolinda Fenelon de Souza Gouvêa.
MARIA ANGELA SANTINI, assistente social, gerontóloga e Secretária municipal do Idoso em Londrina.

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