Indulto de Natal
  Tenho acompanhado nas últimas semanas na imprensa escrita e falada muitas críticas ao indulto de Natal, devido ao alto índice de condenados que não retornam à prisão vencido o prazo da sua licença. Na maioria das vezes, cometem crimes mais grave do que aqueles pelos quais já estão condenados. É lei, portanto eles têm direito a este privilégio, já que não é por acaso que a justiça é conhecida como ‘‘cega’’. Acho que seria interessante ser esclarecido ao povo quem são as autoridades competentes para decidir, no caso da concessão do indulto, se um criminoso está apto a retornar ao convívio da sociedade ou não, e o que é mais importante, caso alguém seja vítima de um indultado que cometa roubo, assalto, estupro, sequestro ou assassinato, quem deverá ser responsabilizado para que a família possa entrar com pedido de indenização para ressarcimento de prejuízos financeiros e à vida?
SÉRGIO TORETO, escriturário, Goioerê.

Coamo, fazendo história
  A Coamo, cooperativa de Campo Mourão, faz história na agricultura brasileira. No ano de 2000, a natureza nos deu de presente uma super safra de milho, fazendo com que o produto chegasse a condições de preços inaceitáveis aos agricultores brasileiros. A Coamo, mesmo com grandes prejuízos, fez a primeira exportação da história do produto brasileiro, levando o mercado internacional a enxergar o Brasil como potencial exportador do cereal, principalmente por não ser geneticamente modificado. Situação muito parecida aconteceu no ano de 2003 com o trigo, em que o maior consumidor deste produto também é o mercado interno, que sofreu com a manipulação de preços por parte dos moinhos nacionais. A Coamo, junto a grandes cooperativas paranaenses, fez a primeira exportação do cereal da história de nossa agricultura. Com uma administração voltada exclusivamente para seus produtores, a Coamo se mostra uma empresa com aptidão para o comércio exterior, sabendo de sua responsabilidade social e de formação de opinião junto à agricultura do Brasil e do mundo, marcando seu nome na história do agronegócio mundial.
JEFFERSON SADOVSKI, operador de mercado de grãos em Maringá.

Arroubos do presidente
  O presidente da República, nos arroubos dos discursos improvisados, continua tropeçando nas próprias palavras e deixando cada vez mais claro que veio para manter tudo como sempre esteve. Segundo ele, ‘‘não basta a economia crescer. Com os avanços tecnológicos no mundo, muitas vezes uma empresa aumenta sua produtividade, sua rentabilidade e não gera um posto de trabalho’’. Vosselência, uma vez mais, afirmou o que qualquer ser, mais ou menos informado, sabe. Por que, então, durante a campanha eleitoral prometeu criar 10 milhões de empregos? As reformas da previdência e tributária aprovadas são um engodo, pois se fossem bem esclarecidas pela mídia mostrariam que visam simplesmente saciar a fúria arrecadadora do governo. Triste é saber que dinheiro nas mãos do governo não rende dividendos para ninguém, senão para os ‘‘maracutaístas’’ de sempre. Se alguém duvida, basta ver a ‘‘gente boa’’ que hoje apóia os atos do governo no Senado, na Câmara e na decantada iniciativa privada. Assim, senhor presidente, como Vosselência mesmo o disse: ‘‘o ano de 2004 ainda não será o dos meus sonhos’’. Os seus sonhos não nos interessam, mesmo porque eles não coincidem com os sonhos dos analfabetos, dos famintos e, da maioria dos brasileiros que clamam por ações que efetivamente venham ao encontro de um país um pouco mais equânime.
UESLEI TEODORO, professor universitário.

Correção
  Luis Alberto da Silva, gerente de receitas da Sanepar em Arapongas, informa que o programa social da empresa exige renda igual ou inferior a meio salário mínimo ‘‘por pessoa’’ da família, e não por família, como afirmou, na edição de ontem, reportagem da Folha à página 3 do Primeiro Caderno (‘‘Ano será de desafios para Requião’’)

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