Agradecimento
  Ao iniciarmos o ano de 2004, queremos agradecer a Folha de Londrina por sua ajuda desde a Eco 92. Depois veio a campanha do Grande Comandante Jaquez Custeau, em 1994, e a Folha contribuiu decisivamente para que tivéssemos êxito. A cidade de Londrina foi, sem incluirmos megacidades como Tokio, Bombaim, Daka, NYC, Mexico, a que mais participou em número de assinaturas na campanha de Jacquez Custeau. O objetivo era deixar, na ONU, uma petição garantindo às gerações futuras o direiro à natureza e à vida. Foram 156.200 assinaturas de todos os segmentos da sociedade obtidas em Londrina e região, gracas ao apoio desse conceituado jornal que sempre se junta às grandes causas.
  Na época a emoção foi tão grande do Comandante Custeau que ele queria vir a Londrina agradecer-nos pessoalmente, porém, como já estava com sua saúde debilidata, mandou um representante ao Brasil – Celso Claro de Oliveira, hoje representante da ONG. Queremos dizer que continuamos a nossa longa caminhada e o sonho do comandante Custeau não acabou. Sem alardes e foguetórios, fazemos o trabalho a que ele dedicou sua vida inteira. O mérito e os louros sao divididos com esse importante jornal que acreditou em nós e na Fundação Custeau. Nossas crianças e as gerações futuras agradecem.
JOSE PEDRO NAISSER – presidente Mundial da ONG ‘‘O Despertar da
Consciência’’, Curitiba.

O perigo das ilusões
  Após uma expansão agressiva nos últimos anos, no Brasil, a Parmalat suspendeu o pagamento de fornecedores de leite, em meio a uma crise mundial e a um rombo (assumido) que supera US$ 5 bilhões. Para quem foi surpresa? Para o governo brasileiro, que emprestou à multinacional R$ 25,9 milhões só em outubro passado – via BNDES, alavanca do desenvolvimento e extremamente cuidadoso com as empresas e cooperativas brasileiras? Para os clubes de futebol, que conseguiam com facilidade mais um patrocinador?
  Para os jornalistas que confiaram em balanços discutíveis? Para os produtores, empresas e cooperativas que sucumbiram, alienando seu patrimônio, diante da concorrência, já que a Parmalat tornou-se o segundo maior comprador de leite do país? Para alguns ‘‘especialistas’’ em agronegócio, que descreviam a administração da empresa como um modelo para os pequenos laticínios e cooperativas brasileiras?
  Para todos esses pode ter sido uma desagradável surpresa. Mas para os produtores que permaneceram fiéis às suas cooperativas, apesar de muitas vezes terem seu produto remunerado abaixo da concorrência, 2004 será mais tranquilo. As cooperativas de leite, muitas delas há mais de 50 anos fornecendo o produto à sociedade brasileira, são o sustentáculo para o produtor no interior do país. A razão dessa constância, além da atualização tecnológica, está em nossos valores de equidade, ajuda mútua e honestidade, base dos empreendimentos cooperativos.
  O caso Parmalat, além de desarticular toda cadeia produtiva do leite, nos deixa uma grande lição. É preciso desconfiar de milagres fabricados; nada substitui a seriedade no trabalho e os valores da cooperação, responsáveis por gerar trabalho e renda há dois séculos, em todo o mundo.
EVARISTO CAMARA MACHADO NETTO (presidente da Organização das Cooperativas do Estado de S. Paulo – Ocesp)

Saúde Pública
  Meritória a campanha encetada pelo governo sobre o mosquito da dengue, para proteger a saúde da população de Curitiba. Contudo, há mais de seis meses há um vazamento na calçada da avenida José Gulin, entre as ruas Odete Patuch e Luiz Manoel Agner, formando uma poça de água estagnada, que escorre pela guia até o bueiro da esquina, durante 24 horas por dia. Entrevistando os moradores da vizinhança, apurei que já telefonaram à Sanepar inúmeras vezes sem que ela tomasse quaisquer providências para reparar o vazamento, evitando o risco de contaminação de dengue à população de mais de três mil habitantes do conjunto residencial Solar, no Bacacheri. Já que a Sanepar fez ouvidos moucos, num flagrante desrespeito aos residentes do Solar, é mister que a Secretaria de Estado da Saúde pressione a empresa estatal, insensível aos apelos da população e indiferente à Saúde Pública.
ANTONIO DONATZ RIBEIRO DA SILVA, de Curitiba

Correção
  O nome correto do rapaz assassinado na Vila Marízia (região central de Londrina) durante uma festa de Ano Novo é Edivan da Silva, 23 anos, e não Edivaldo Antônio Cirino da Silva, como a Polícia Civil informou à reportagem da Folha no último dia 2.

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