Homenagem a Ivan Dutra
  A despedida do Professor Ivan Dutra se deu como a sua vida. Discretamente, no último domingo partiu deste mundo deixando saudades e uma lista relevante de serviços prestados a Londrina e ao Paraná. Mineiro de Ubá, sempre marcou a sua atuação pela moderação e bom senso. A homenagem singela que expresso não é motivada apenas pela sua brilhante atuação profissional. Formado em Direito e Administração de Empresas, Mestre e Doutor em Marketing pela USP, o professor Ivan dedicou mais de 40 anos ao magistério. Fundador do INBRAPE consolidou a marca do seu Instituto em Londrina e pelo Brasil afora.
  O professor Ivan Dutra dedicou grande parte de sua vida à divulgação dos ideais de solidariedade, justiça, liberdade e caridade. Seus livros, palestras e principalmente, os seus atos, foram voltados a estimular a prática do bem. Educador em seu sentido mais amplo, sempre se dedicou aos jovens, nos bancos escolares e muito especialmente aos jovens da periferia de Londrina.
  Sua influência marcou a história da beneficência social em nossa cidade, sempre conciliando a técnica com a prática. Orientando e fazendo. Ensinando e colocando a mão na massa.
  Sua influência benigna e competente pode ser sentida nos quatro cantos da cidade, em grupos de voluntários que atuam nos Jardins São Jorge, João Turquino, Maracanã, Franciscato, Pacaembu, dos Campos e Leonor. Foi por seis anos presidente da Sociedade Espírita de Promoção Social-SEPS, entidade mantenedora do Albergue Noturno de Londrina e do Lar das Vovozinhas Gilda Marconi. Fundador do Núcleo Espírita Irmã Scheila, antigo departamento da SEPS, idealizou e executou um projeto de atenção a crianças e adolescentes na região Leste de Londrina que atendeu, educou e encaminhou centenas de jovens, que, com o estímulo do professor Ivan e equipe, tiveram uma oportunidade no duro mundo da exclusão social.
  Tive a oportunidade de participar de parte de sua história e aprender muito com esta figura humana admirável. Em seu velório havia tristeza de parentes e amigos, mas muita serenidade, pois a certeza da imortalidade da alma e de que se tratava da partida de um homem de bem confortava a todos. Já com saudade do grande amigo, deixo aqui uma justa homenagem.
ANDRÉ VARGAS (deputado estadual e presidente do PT do Paraná) – Londrina

Estradas e viagens
  Viajar por algumas estradas do Paraná é correr o risco de não chegar ao seu destino. Goioerê, que na década de 70 tinha 100 mil habitantes, era tida como cidade importante, pois em todos os mapas aparecia no quadro de distâncias entre as principais cidades do Estado, mas não tinha estrada asfaltada. Hoje, com 30 mil habitantes, está interligada com todo o Estado por asfalto. Porém, a principal ligação que é a BR-272 até Campo Mourão, construída em 1980, até hoje só foi feito operação tapa-buracos. Por isso, quam viajar por este trecho e não o conhece, tenha cuidado, especialmente nos 27 quilômetros entre Goioerê e Janiópolis, e torça que não esteja chovendo, pois aí a coisa fica pior. Existe dois cursos de água em cada lado de cada pista que parecem riachos, sem contar várias crateras na pista. Outro trecho terrível é a ligação da PR-468, que vai de Goioerê para Mariluz e Umuarama, cuja distância é de 70 quilômetros. Em 37 quilômetros existem muitos buracos, em alguns pontos não tem como dois carros passarem juntos.
  Outro problema que temos é a PR-180, trecho de Nova Aurora, Goioerê e Cruzeiro D’oeste. Esta estrada, apesar de não ter acostamento, é mais conservada. Porém, a passagem de caminhoeiros das regiões Sudoeste e Oeste com destino a Maringá (que querem fugir do pedágio da BR-369) acaba danificando as laterais da pista. Outra questão é a Estrada Boiadeira, de Campo Mourão a Cruzeiro D’oeste e Icaraíma, cuja licitação foi recentemente cancelada. Por isso, dou um conselho ao DER do Paraná e ao Denit de Brasília, que antes de construir novos asfaltos, visitem o Mato Grosso e vejam o exemplo louvável dos agricultores das regiões de Lucas do Rio Verde e Sorriso, onde estão construindo mais de 300 quilômetros de asfalto a preços três vezes mais baixos aos praticados atualmente.
ORIPE CARRIÃO (microempresário) – Goioerê

Férias e animais
  Na época das férias muitas pessoas deixam seus animais fechados sem água e sem comida, e muitos simplesmente os abandonam, como se fossem objetos descartáveis. Existem hotéis que hospedam animais, mas se você não tem condições de pagar um hotel e não tem alguém pra cuidar, ou mesmo não pode levá-lo, não viaje. O animal merece ser tratado com carinho, dignidade e respeito. Maltratar e abandonar animais é crime. Não abandone o seu animal, pois ele jamais faria isto com você!
ELAINE PETRELLI – Curitiba

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