Quem são os velhos? Cada um, com sua cultura e saber, procura chegar a uma resposta coerente. A maioria dos cidadãos traz, em seu bojo, uma definição distinta do que é a velhice. No entanto, as contribuições nas definições das referidas pessoas, definidas pelas experiências do dia-a-dia, nos mostram distorções absurdas e complexas, não levando em conta os aspectos físico, biológico e cultural de cada ser, colocando-os à margem da sociedade.
Prova dessa realidade absurda aconteceu recentemente com o nosso governo. As pessoas começam a perceber que nada mudou, ou melhor, mudou para pior. O governo atual desatou o nó do saco de maldade sobre a cabeça dos idosos. Estão desviando verbas de um orçamento pré-fixado, no governo anterior, dificultando ainda mais a vida dos idosos em tudo. Estão favorecendo multinacionais, como o perdão de US$ 600 bilhões da dívida da empresa que havia comprado a Eletropaulo, com o nosso dinheiro.
A metamorfose esperada do atual governo virou uma tremenda frustração, e, por que não indignação? É a velha história: enquanto nosso presidente dançava com as tribos africanas, os velhinhos dançavam, aqui no Brasil, pelo preço da incompetência dos seus auxiliares. Foi como deixar a alcatéia tomar conta dos indefesos e inocentes velhinhos.
O que deve ser feito é o recadastramento dos que estão no poder, para averiguar se eles têm competência para exercer os cargos que ocupam. O ato cometido pelo senhor Ministro da Previdência foi, com certeza, antidemocrático. Pois, a democracia foi uma das maiores conquistas políticas, para nós humanos. Como sabemos, a referida conquista é o pressuposto básico para qualquer um. Assim sendo, cabe a nós clamar e solicitar que os homens públicos sigam linha retilínea da democracia.
Infelizmente, esse acontecimento será uma cicatriz - marcada com o ferro da arrogância - que marcará, para sempre, o governo do presidente Lula. Deu-se a entender que os velhinhos são os principais culpados pelas fraudes e falcatruas existentes no INSS.
GILBERTO JORDÃO (professor universitário) Maringá

Amizade ou momento virtual?
Está aí, um bom tema para se pensar...
Você deve ter, ao menos, um amigo virtual, e o interessante é como ele chegou até você. Pelo que observo, a globalização permite-nos conhecer o mundo em poucas horas. Coisas antes inimagináveis, hoje, com um simples toque de uma tecla ''enter'', lá estamos nós, turistas, numa terra desconhecida, viajando por mares nunca dantes navegados...
Bem, e também é assim para começarmos algo que chamam ''amizade virtual''. Essa tal de ''amizade virtual'' é boa, pois, nos permite conhecer inúmeras pessoas, em tão pouco tempo...o mesmo tempo que levamos para conhecermos o ''mundo''. E aí eu pergunto: qual o sentimento que une essas pessoas, qual a intensidade desse sentimento?
Uma vez amigo, você coloca o ''nick'' da pessoa em seu e-mail e passa horas e horas conversando com ela, criando assim, acredita-se, um elo, que mais adiante, tornar-se-á uma ''amizade virtual''. Porém, existe mais um pergunta: E os outros? Os que estão ao seu lado, sentados ao seu lado em um banco, na mesma empresa, seus companheiros diários, conhecidos de faculdade. Ah! Esses você não quer conhecer, não é? Você saberia me dizer por quê?
Talvez porque a amizade, tão sabiamente enaltecida por Aristóteles, esteja se tornando algo numérico, onde ter 50 amigos se tornou melhor, ou mais fácil, do que ser um amigo. Você passa grande parte do seu tempo, sozinho, porém, com 50 amigos internautas, que não vêem seu rosto, suas marcas, e estão pouco preocupados com sua essência. Você passa a ser quem você quiser, sem sexo, raça, religião, você é sua própria criação.
Você entra e sai do mundo das pessoas, assim como essas em seu mundo, sem o menor constrangimento, consideração ou emoção. Então, em um dado momento, depois de teclar vários dias com aquela pessoa, você não sabe se é homem ou mulher, é apenas uma pessoa! Quando parece que ela já faz parte do seu mundo ou você pensa fazer parte do dela... novamente, um simples toque de um tecla ''del'' acaba com algo que, sequer, chegou a começar.
E aí? Até onde pode-se dar nome de ''amizade'' às amizades realizadas por meio da Internet? Não seria melhor: momento virtual!
Ter e ser apenas uma letra faz a diferença. Del e enter apenas um teclar traz a diferença. Busque o ser e priorize o enter.
MILTES VALERIA SATO (estudante de Filosofia na Universidade Estadual de Londrina)

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