Mais um ano se foi. Um ano marcado por muitas conquistas, mas também marcado brutalmente por guerras chamadas santas, mas que de santas não tiveram nada. Famílias perderam suas casas, crianças seus pais... Mas junto com o final desse ano de dor, vem um novo ano cheio de esperanças. Esperança de uma sociedade melhor, de um país melhor, de um mundo melhor! Que em 2004 tenhamos uma vida mais justa, que todas as pessoas sejam tratadas de maneira igual, que crianças não sejam mais abandonadas em latas de lixo, que filhos não matem seus pais e que pais também não maltratem seus filhos. Não precisamos esquecer tudo de ruim que aconteceu em 2003, mas sim rever estes momentos para que não tornamos a repetí-los.
SUSAN KARLA NAIME (estudante) Londrina

Ano novo
Feliz ano novo!!! Talvez uma expressão mecânica de um condicionamento histórico e cultural num momento da passagem de um ano para outro. Mas a história e a cultura são absolutamente vivas e dinâmicas e dependem dos sujeitos que as constroem. Portanto, é possível sermos muito mais felizes em 2004 e realmente desejar as pessoas que tenham um novo ano mais feliz, cheio de paz e realizações, desde que assumamos todos os riscos e as possibilidades para que isto aconteça.
A complexidade do mundo atual, as mudanças de paradigmas, as novas tecnologias, as relações entre os seres, a preservação do meio ambiente e tantos outros aspectos contemporâneos estão exigindo de nós as atitudes e os valores originais de nossa existência para a consolidação plena do Reino. Ao contrário do que muitas vezes se pensa e se faz, o ano novo será feliz se formos capazes de ser mais simples, puros, determinados, corajosos, amigos, entusiasmados, otimistas, honestos, sinceros, trabalhadores e dedicados às causas comuns, pela igualdade e justiça. Desejo muita luz, energia e alegrias nos nossos caminhos nesse novo ano, rumo aos 70 anos de Londrina.
MÁRCIA LOPES (vereadora) Londrina

Novo Ano: encare sem medo
Certo dia um aluno me perguntou o que deveria fazer para ser reconhecido. Eu fiquei em silêncio durante alguns instantes com os olhos perdidos nos cartazes que estavam colados nas paredes da sala de aula, como se neles buscasse uma resposta para uma pergunta um tanto desconcertante, especialmente para um professor: Como ser reconhecido?
Eu que não possuo o hábito do pessimismo, nem tampouco costumo proferir falsos e otimistas sonhos ainda sou um adepto do ''pé no chão'' então, depois de tomar um profundo fôlego, respondi:
- Primeiro você deve levantar-se. Fazer por si. Estar para os outros. Encher-se de motivação para poder ter sempre uma energia contagiante carregada de atitudes e exemplos positivos. Deixar as mazelas (especialmente as pequenas aquelas que mais nos incomodam), de lado. Fazer dos erros, lições para futuros acertos. Deixar de reclamar quando se pode agir. Não querer, jamais , ser outra pessoa (porque cada uma carrega em si o dom de construir o seu próprio destino). Não aspirar ser melhor que ninguém a não ser superar-se a cada ato, a cada momento, a cada novo levantar de olhos para um ponto que ainda desconhece. Nunca deixar, nem por uma fração de segundo, o sentimento de inferioridade ou de incapacidade entrar em seu coração. Arriscar-se mais sem ter medo de errar, mas se o erro chegar, não ter vergonha de dar a volta por cima e começar de novo. Inclinar-se para o lado de Deus. Amar os seus próximos e os desconhecidos.
- Saiba, eu disse, tudo isso não é questão de conhecimento, de experiência, mas de inteligência, de atitude correta. Não importa de onde você veio de que família, bairro, cidade, classe social, religião interessa sim, para onde você decidiu ir.
O que você escolheu ser? Um ser autônomo que canta a sua própria canção ou um medíocre que vive a dançar a música que os outros tocam?
Vamos ''encarar'' o novo ano, de frente, sem medo de ser feliz.
DAVRISON DE ABREU ANSELMO (professor) Ibaiti

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