CARTAS
A novela da Gol
A novela da Gol continua, por isso quero discordar do advogado e leitor da Folha Antonio Luques Antunes, que na carta ''Ainda a Novela da Gol'', publicada na edição de ontem, perguntou ''onde estão nossos deputados, senadores, prefeitos, vereadores e demais empresários da região da Grande Londrina'' que, a seu entender, não estão contribuindo visando a vinda da companhia aérea Gol para Londrina.
Discordo dele porque, como deputado, estamos fazendo a nossa parte. Gestionamos na Infraero, estamos agindo no Departamento de Aviação Civil (DAC) e junto à própria Gol para que a mesma venha finalmente a se instalar em Londrina. Vários contatos foram feitos e importantes visitas foram realizadas na sede desses órgãos e na da própria empresa aérea!
Junto conosco estão a diretora executiva do Londrina Convention & Visitors Bureau, Maitê Uhlmann, e representantes da Codel e agências de viagem. Não se pode, pois, generalizar ao dizer que autoridades locais não estão interessadas no caso!
Comungamos, todavia, com a ansiedade e a expectativa demonstradas pelo Sr. Antonio Antunes, mas a definição pela vinda da Gol à cidade não depende de nós. Somente as autoridades aeronáuticas e a direção da referida empresa poderão decidir.
ALEX CANZIANI (deputado federal PTB/PR)
Lei para o campo
Apoiamos inteiramente a proposta do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Edson Neme Ruiz, de se criar uma lei de incentivo que facilite ao proprietário agrícola contratar famílias de trabalhadores. É certo, como diz Neme em artigo publicado ontem neste jornal, que a característica do trabalho na lavoura difere da do trabalho urbano. O campo, é verdade, permite contratar a família inteira, possibilitando instalá-la na propriedade, com moradia.
Importante a informação dada pelo presidente da SRP de que existem no Paraná 350 mil propriedades agrícolas, portanto infinitamente superiores às 15 mil famílias de sem-terras acampadas em nosso Estado. Há empregos no campo - assinala Edson Neme - mas sabe-se que sem uma defesa para o proprietário rural, ninguém contratará, por temor das ações trabalhistas.
A proposta do presidente da Rural é boa porque não retira do operário rural e sua família nenhum direito e transfere para o Governo federal o pagamento de eventuais indenizações, para isto podendo valer-se dos recursos oriundos da própria tributação rural.
Já tínhamos conhecimento de que um operário rural pode ganhar mais, em tal condição, do que o rendimento que lhe proporcionaria a terra própria. Naturalmente que se ele desejar obte-la, por formas legais, é também um direito seu.
Os legisladores brasileiros devem examinar com boa vontade a proposta, como forma de auxiliar o Governo e a nação brasileira a solucionar o grave problema do desemprego e do inchaço das favelas, nas cidades. Se os governantes realmente querem soluções, e não discursos, esta é uma delas.
KLAUS NIXDORF (Empresário, ex-Sub-Secretario da Agricultura para o Norte do Paraná e pioneiro em atividades agrícolas) - Londrina
Papai?
Desculpe senhores comerciantes e marqueteiros, mas recordar de um pai que só vem no final de ano influenciando crianças a consumir e aprender ocultamente a ser interesseiro, para mim não merece tal exaltação. Será que nascer no meio de estercos e morrer crucificado pra dar vida por aqueles que O mataram não é o suficiente? Eu espero que tal atitude seja por ignorância e não por ingratidão, pois Esse que morreu por mim e por você, hoje vive e lembra de nós o ano todo.
LIANE LIE TODA (estudante) - Assaí
Agradecimento
A Folha agradece e retribui as mensagens de Feliz Natal e Ano Novo enviadas por: NQM Comunicação, Sercomtel Celular, vereador Leonilso Jaqueta (PMDB), Pado, Agfa, Onilza Borges Martins.





