CARTAS
Ciganos lamentam
É lamentável a inclusão do livro ''Memórias de um sargento de milícias', de Manoel Antônio de Almeida, na relação obrigatória de livros indicados para o vestibular de 2004 da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No capítulo ''Uma noite fora de casa'' retrata bem como o povo cigano tem sofrido ao longo dos séculos, em especial no Brasil. Cito: ''Com os emigrados de Portugal veio também para o Brasil a praga dos ciganos. Gente ociosa e de poucos escrúpulos, ganharam eles aqui reputação bem merecida dos mais refinados velhacos: ninguém que tivesse juízo se metia com eles em negócio, porque tinha certeza de levar carolo''.
É decepcionante, que numa instituição tão respeitada como a UFPR, passou-se despercebido tal literatura, que só vem aprofundar ainda mais o ''abismo injusto do racismo, preconceito e discriminação'' da sociedade em geral para com o povo cigano. Na última edição do ''Novo Dicionário da Língua Portuguesa', século XXI, do Aurélio, foi excluído do verbete cigano os termos: ''indivíduo trapaceiro, trampolineiro, velhaco, errante, ladino, astuto e trapaceiro'', o que injustamente estavam nas anteriores edições!
Inteligentemente ''Aurélio'' excluiu tais vocábulos por se dar conta de que não se constrói uma sociedade mais justa, humana e fraterna em cima desses adjetivos pejorativos que pesavam nos ombros do povo cigano! Só me resta citar o nômade Jesus: ''Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!'' (Lucas 23,34).
FREI TADEU LUIZ FERNANDES (sacerdote e pároco da Paróquia Cristo Rei) -
Lupionópolis
Odebrecht esclarece
A nota ''Na mira do corte'' (referente às despesas de água e café na Câmara dos Deputados) publicada na coluna de Claudio Humberto, segunda-feira última na Folha de Londrina, nos deixou bastante decepcionados com a falta de responsabilidade do jornalista sugerindo com o termo ''sempre ela'' um tom de irregularidade em nossos processos. Quanto à Câmara dos Deputados, sugerimos que o jornalista revise o procedimento de aquisição dos órgãos públicos e verifique que nossa empresa ganhou um processo de licitação (fornecimento de café), onde cumpriu todos os requisitos para tal. Deve ainda verificar a quantidade de café entregue, realizando uma simples operação matemática e comparar o resultado com o preço médio do mercado. Assim vai verificar que nossos preços são bastante competitivos. Informamos ainda que nossa empresa existe desde 1956 no município de Londrina, com um currículo exemplar e sendo uma empresa nacional, com orgulho do país a que pertence, não admite que seu nome seja vinculado a qualquer irregularidade.
JOSÉ MIZAEL AVELAR ODEBRECHT (sócio-diretor da Odebrecht Comércio e Indústria de Café Ltda.) - Londrina
Esclarecimento
Com relação à matéria sobre o Festival Viva Vida, publicada na edição de domingo da Folha, a Secretaria Municipal de Assistência Social esclarece que o projeto Viva Vida foi iniciado no governo do prefeito Nedson Micheleti e que já duplicou o número de atendimentos que eram prestados em serviços semelhantes nos governos passados. A ênfase neste projeto é o desenvolvimento do potencial artístico, lúdico, esportivo e cultural das crianças e dos adolescentes dos bairros periféricos da cidade de Londrina. Ao todo são atendidas cerca de 1.400 crianças e adolescentes em 14 núcleos espalhados pelo município, tanto na área urbana quanto na área rural.
MARIA LUIZA AMARAL RIZOTTI (secretária de Assistência Social de Londrina)
Agradecimento
- A Folha agradece e retribui as mensagens de Feliz Natal e Ano Novo enviadas por: Sistema Maxi de Ensino (Londrina); Centro Comunitário e Educacional da LBV (Londrina); Di Fonzo Comunicação; Caterpillar; Honda; vereador João Abussafi (Londrina); vereador Orlando Bonilha (Londrina); deputada estadual Elza Correia; Editora Espelho Mágico (Londrina); e Transportes Coletivos Grande Londrina.
Correção
- Ao contrário do que a Folha publicou ontem na página 3, ''MP determina averiguação em projeto de lei em Cambé'', o vereador de Cambé Carlos Alberto Abudi é atualmente filiado ao PV e o pedido de informações sobre as subvenções municipais foi encaminhado ao Executivo pela Comissão de Justiça da Câmara.
- Diferentemente do que informou ontem a reportagem ''MP calcula prejuízos de R$ 500 milhões'' (página 3, Política), o significado correto da sigla Confaz é Conselho Nacional de Política Fazendária.





