Venda de órgãos
Até onde vai a humanidade? O ser humano, que muitas vezes age como desumano, é capaz de muitas artimanhas inimagináveis.
Vejamos o caso do homem que vendeu um dos seus rins. Este cidadão, representante da raça, alega ter feito o ''negócio'' devido a problemas financeiros. E quantas negociatas são feitas visando somente o dinheiro, e os escrúpulos são esquecidos? Querendo sempre levar vantagem, anulamos a dignidade, a moralidade, ignorando que no dia em que o ''fôlego fugir das ventas'', nada levaremos desta vida como está escrito em Eclesiastes 5:15: ''Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho (ou mutreta), que possa levar na mão''.
Em nome da falta de dinheiro ou da vontade de amealhar mais, nossa raça tem destruído lares vendendo meninas para a prostituição e pedofilia. Tem desviado verbas destinadas aos mais carentes e usado em seus desejos egoístas comprando votos e posição social, destruindo as matas pensando somente na exacerbação do deformado ego escravizado. Tem alterado fórmulas de remédios não se importando com muitos que vão morrer pela falta de uma composição correta no medicamento. Outros usam o narcotráfico para subir na pirâmide social até que chegue o dia do desmascaramento público e, quando a lama aparece, se porta como inocente e mesmo com a filmagem de sua ''cara de pau'', nega até morrer sua participação no crime.
Você que leu até aqui peço que medite: aonde chegaremos com esta humanidade deturpada e sedenta por resolver seus problemas não se importando com o próximo e os valores morais. Tenho por certo que o meio age nos impulsionando para a mediocridade e hedonismo, porém, a questão é mais profunda, a raça está destruída e separada de Deus e vivendo conforme seus próprios desejos e validando seus atos em cima de conceitos egocêntricos. Certamente ao ver a fantástica venda do rim, muitos pensaram: se puder faço o mesmo. Realmente é a falência de toda sanidade.
VALDIR FLORA BATISTA (estudante) - Londrina


Relações Públicas
Afinal que profissão é esta? Esta seria a primeira pergunta há mais ou menos 36 anos - data da regulamentação da profissão de Relações Públicas no Brasil. Hoje é completamente diferente. Relações Públicas tem nome, tem conhecimento, tem potencial, tem responsabilidade, tem status e toda organização sabe o seu valor. Gerenciar relacionamentos com os diferentes grupos de uma organização é função estratégica e demanda trabalho contínuo para que possa existir proximidade, entendimento, respeito, enfim, para que as pessoas possam acreditar em uma organização é preciso convivência. Somente desta forma é que uma empresa é viva e tida como única.
Esta construção é um processo que exige mais do que competência, exige conhecimento, equilíbrio nas ações, modificando comportamentos dos públicos e também da organização. Hoje, todos falam em relacionamento com stakeholders. Para as empresas que já possuem áreas estratégias de relações públicas isto já é uma realidade. Uma realidade que vem sendo avaliada de forma extremamente positiva levando diferentes organizações a se despertarem para o assunto. Todos sabemos que produtos e serviços há muito não são suficientes. É preciso relacionar-se e comunicar-se continuamente. É isto que faz uma empresa ser reconhecida. Relações Públicas, portanto, acaba por construir e fortalecer a identidade de uma empresa a qual necessita estar sempre em interação com a sociedade.
Neste novo tempo, com o entendimento do conceito de nossa profissão, proponho um novo e promissor caminho: Relações Públicas deve priorizar a construção de significados por meio do diálogo entre empresa e seus públicos, fortalecendo as relações e a identidade organizacional, com uma gestão fundamentada em conhecimento e performance.
MARLENE MARCHIORI (professora) - Londrina


Menor infrator
Quem assistiu ao programa da Hebe Camargo, no SBT, no dia 17/11, pode ver o desespero que está chegando na classe dos mais ricos. Vimos a Hebe se transformar em enraivecida e querer entrevistar o menor de 16 anos que cometeu o crime dos jovens namorados de São Paulo, Felipe Silva Café e Liana Friedenbach. Hebe o chamava de ''monstro''. Realmente é comovente e revoltante a frieza o comportamento e o bárbaro crime acontecido, mas o autodomínio e o bom exemplo merecem uma avaliação cuidadosa dos nossos artistas. Temos que investir com mais rigor no ensinamento da criança e do jovem. Se o nosso País começasse a cuidar das crianças hoje, no mínimo demoraria 15 anos para se exigir mais do menor. Necessidades urgentes que estão adormecidas ao desprezo.
OSMAEL CHIAVELLI PUGA (comerciante) - Apucarana

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