CARTAS
Igreja e a violência
Novamente os cristãos e a Igreja Católica são duramente criticados em virtude do não apoio às ''soluções'' imediatistas que a sociedade quer impor para o problema da violência. Como sempre nossos líderes e a sociedade contemporânea amedrontada como atualmente se encontra cria maneiras de resolver todos os problemas sem pensar na raiz deste mesmo problema.
A Aids está assombrando o mundo com os altos índices de infecção? Use camisinha e não a fidelidade e a abstinência. A criminalidade está cada pior? Matemos todos os bandidos. As crianças de nosso país estão indo cada vez mais cedo para o mundo da criminalidade? Coloquemos todas elas na cadeia e de preferência que apodreçam lá.
O cristão, por sua vez, deve valorizar a vida, pregar que através da evangelização e da preferência pelos pobres se recupere o que aqueles que estão à margem perderam: a dignidade de filhos de Deus. Precisamos lutar para criar condições onde todas as pessoas possam se alimentar dignamente, viver como seres humanos e não animais, só assim poderemos encontrar culpados, porque por enquanto os culpados somos nós mesmos.
Não afirmo aqui que nada deve ser feito, pelo contrário. Porém precisamos além de pensar como resolver os cânceres de hoje, projetarmos nossos esforços em torno do bem comum. Enquanto ficarmos nos armando, criando fortalezas ao redor de nossa casa e junto com tudo isso ensinarmos nossos filhos a não terem responsabilidade social, pregarmos o dinheiro pelo dinheiro, vencer pisando nas pessoas e o rico continuar sempre mais rico, esquecendo-se de Deus, tratar os marginalizados como uma doença continua sendo a melhor solução.
MARCO ANTONIO CITO (pregador da Renovação Carismática Católica) - Londrina
Zona Azul
Continuo com a opinião de que o balancete da Zona Azul deveria ser publicado para que todos os cidadãos, contribuintes, soubéssemos como está sendo empregado este volume de dinheiro. Imaginem 1.500 vagas representam R$ 900 por hora. Digamos uma média de 6.000 carros por dia, R$ 150 mil por mês. Só hoje estamos sabendo que são 1.500 vagas, e sei através dos garotos, que eles recebem apenas R$ 140 por mês. Portanto, os 230 garotos custam apenas R$ 32.200. Temos o direito de saber onde está sendo gasto este dinheiro. Quanto ganham os diretores, os professores, os auxiliares e a manutenção da escola? A apresentação do balancete para a sociedade evitaria e até poderia colocar um ponto final em conversas incríveis que são espalhadas pela cidade.
TARCISIO MARTINS (professor) - Londrina
Deficientes e inclusão
É comum durante os vários dias do ano comemorarmos datas festivas ou de luta em nome de muitas causas. Também temos falado muito em cidadania e inclusão. E quando uma idéia começa a ser veiculada exigindo mudança de comportamento, há, de modo geral, aceitação do discurso, abertura para o debate e a mobilização da sociedade, principalmente de setores mais organizados. No entanto, tem sido necessário um longo caminho para a conquista de objetivos e resultados que respondam efetivamente às necessidades e direitos de determinados grupos e segmentos.
Neste dia 3, comemora-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Apesar dos avanços dos últimos 15 anos pela mobilização e luta das entidades que atuam na área, dos conselhos, de algumas iniciativas do poder público e da sociedade civil, temos uma imensa dívida social com todos os cidadãos e cidadãs com deficiências, sejam elas, física, mental, auditiva, visual ou múltipla que, na maioria das vezes, não têm acesso aos direitos fundamentais inerentes às suas necessidades.
Hoje, além de parabenizar todos aqueles que não desistem jamais dessa luta, é preciso que cada cidadão e as instituições da sociedade reflitam de fato sobre nossas atitudes, sobre a coerência de nossas decisões e sobre o comportamento social e político.
Pensamos a cidade para todos? Há remoção das barreiras arquitetônicas? Respeitamos e cumprimos a legislação que normatiza os direitos das pessoas com deficiência? Garantimos profissionalização e inserção no mercado de trabalho? Estamos fazendo a inclusão na educação, na cultura, no esporte, lazer e comunidade? Tem sido garantidas as vagas nos concursos públicos? Enfim, a acessibilidade universal é a única alternativa para, de fato, provarmos que todos somos iguais.
MÁRCIA LOPES (vereadora) - Londrina
Nuit de Noel
Nuit de Noel foi uma festa marcante da solidariedade londrinense. O Grupo de Apoio Pró-Vida, que atua em prol do Hospital Infantil Sagrada Família e Santa Casa de Londrina, emocionado, agradece de coração, o envolvimento de pessoas e empresas que se uniram para o sucesso do evento. A todos nossa gratidão sincera e que Deus os recompense com milhões de momentos alegres, saúde e muita paz em suas vidas.
LEILA HAIKAL GIGLIO (ex-presidente do Grupo de Apoio Pró-Vida) - Londrina





