Descaso do governador

É revoltante a atuação do governo Requião em relação às nossas universidades públicas. Primeiro ele fecha o curso de Medicina na Universiade Estadual de Ponta Grossa. Agora não libera verba para os novos cursos na Universidade Estadual de Maringá (UEM). O reitor pensa em fechá-los, pois diz que não há verba para manter estes cursos. E para a encampação do pedágio que o governo vem estudando há dinheiro? Me parece que há descaso do governador para com os universitários. Inúmeros foram os casos de estudantes reivindicando melhorias na universidade e suas extensões ou no próprio curso e o governador os tratou sempre com críticas e sem nenhum diálogo. Aqui vai meu sincero repúdio a Roberto Requião.
JOICE TAKAKI (estudante) - Apucarana

Salários do governo

Vou partir de uma premissa: 1-1=0, 1-2=-1, 2-1=1. Agora digamos que o primeiro número de cada equação, que eu presumo seja fácil, é o arrecadado, e que o segundo sejam as despesas. Penso nisso toda vez que tenho de fazer o balanço de cada mês para saber o quanto posso gastar ou não. É que às vezes alguém pode esquecer disso quando sugere aumento salarial para seus funcionários, visto que há questões de suma importância que não estão sendo supridas, e a frase que se ouve é ''o repasse de verbas é muito pequeno''. Fico pensando que talvez o dito repasse seja parte daquele primeiro número. Se assim o for não seria condizente que o responsável pela equação ou pelo menos a figura que está em maior evidência faça esforços para que o débito não seja maior que a arrecadação? Rogo apenas para que a contenção não seja feita em cima das merendas escolares, dos leitos em hospitais. E creio também que uma renda líquida de R$ 4.500 seja boa o suficiente, já que o executivo federal ganha em torno disso, não acham?
ANDERSON KONNO (assistente comercial) - Cambé

Exílio londrinense

Minha terra tem buracos, nos quais vivo a tropeçar. As obras que aqui começam, não costumam terminar. Nosso chão tem mais sujeira, aqui sobram vereadores, o Zerão está abandonado, o Calçadão está horrores. Ao andar sozinho à noite, sei que podem me assaltar. Minha terra tem violência, como nunca já vi cá. Não permita Deus que eu morra, sem que veja isso mudar. Sem que possa ver, no ônibus, a tarifa abaixar. Sem que eu, enfim, consiga meu IPTU pagar.
FABIANO BEZERRA DE SOUZA (estudante) - Londrina

A casa é nossa

A história do pedágio no Paraná é vergonhosa. Foi meticulosamente ''armada'' para mobilizar e confundir a opinião pública. Primeiro a publicidade enganosa do Anel de Integração. Depois o descaso e o mais completo abandono do governo estadual passado com as estradas não pedagiadas. Claro, para levar a opinião pública à conclusão de que pagar pedágio é bom e mantém as estradas conservadas. Puro engano. Essa, a estratégia bem aplicada nos últimos 8 anos e que agora encontra, felizmente, uma resistência de peso.
Ocorre que já pagamos o IPVA que os estados vêm cobrando até de aviões, e o Paraná arrecadou 391 milhões de reais em 2002 e a previsão para 2003 era de que esse valor poderá chegar a 447 milhões de reais. Sem contar a CIDE e outros tantos impostos que oneram o setor.
Respeito a digna opinião do médico Waldomiro Fonzar Junior, publicada neste espaço, mas devo lembrar que a ''casa dos outros'', as estradas construídas com dinheiro público e que estão concedidas, é nossa: a ''casa'' de todos nós paranaenses, e não dos outros, no caso, das concessionárias.
Portanto, é perfeitamente válida, corajosa e elogiável a ofensiva do atual governo no sentido de acabar com essa espoliação ao povo do Paraná, com pedágios que podem chegar a R$ 8,00 por veículo, não impedindo que o mesmo governo também cuide de nossas estradas não pedagiadas, obrigação que se impõe de imediato pelo que tanto que se arrecada em impostos vinculados ao trânsito e transporte em nosso país.
Até hoje não sabemos quem são os donos do pedágio e o tempo tem mostrado que o pedágio só é bom para esses ocultos arrecadadores, e o retorno não veio e não virá certamente e essa realidade está aí para quem quiser ver. Recordamos que a duplicação Londrina-Maringá foi feita sem pedágio. O contorno duplicado de Rolândia também. Tempos bons e saudades da liberdade de andar em boas estradas, construídas e conservadas com menos impostos que pagávamos.
FÁBIO CHAGAS THEOPHILO (advogado) - Londrina

Correção

- Ao contrário do que foi informado na edição de ontem da Folha2, o show da cantora e compositora Marina Lima, promovido pela Teixeira & Holzmann, acontece no dia 6 de dezembro.

mockup