CARTAS
Lei do desarmamento
Sou o caçula de uma família de sete irmãos e aos cinco anos de idade ganhei um presente de minha irmã mais velha. Ela me deu uma sobrinha, que, devido à pequena diferença da idade se tornou mais que uma sobrinha, uma irmã mais nova para mim. Crescemos juntos e ela se tornou uma linda mulher e uma excelente advogada, profissão que escolheu e que amava. Ela também me presenteou com meu primeiro sobrinho neto. Um dia, mais precisamente no dia 4 de fevereiro de 1999, recebi um telefonema que dizia que minha sobrinha estava num bar com seu namorado e que num tiroteio entre um ladrão e o segurança do bar, ela havia recebido um tiro e estava morta. Quando cheguei lá, só pude lhe dar um último beijo e fechar seus olhos. O ladrão, era um fugitivo de uma colônia agrícola, que tinha recebido, de um juiz que provavelmente foi obrigado a cumprir a lei, o indulto de natal e não voltou mais. Quem não se lembra desse caso? Alexandra Disseró, advogada morta no bar da Mocidade no dia seguinte ao seu aniversário de 28 anos.
Hoje, vejo que quase nada mudou ou está ainda pior. Vejo pessoas morrendo sem a menor razão, como os jovens de São Paulo, Liana e Felipe, que foram acampar e tiveram seus corpos violentados e suas vidas ceifadas por um menor que irá cumprir apenas três anos de detenção e sair com a ficha limpa. Vejo o governo gastando fortunas para proteger a vida de Fernandinho Beira-mar. Vejo empresários bem-sucedidos sendo sequestrados ou assassinados, como aconteceu com meu amigo Alaerte, o dono do Gelobel. E a razão de tudo isso é porque nossa lei é muito branda e os marginais sabem que podem contar com a impunidade.
Por isso, venho exigir dos parlamentares que votem e aprovem a lei do desarmamento, que instituam a lei da pena de morte para crimes hediondos, que menores de idade possam ser julgados como adultos em casos de assassinato e crimes bárbaros. Mas, mais importante que isso tudo, quero ver um Brasil onde aqueles parlamentares, juízes, promotores, policiais, traficantes, safados e corruptos, sejam presos e o valor recuperado de seus delitos, sejam aplicados na educação e nas oportunidades profissionais, para que não tenhamos mais Fernandinhos crescendo na nossa sociedade.
CLÁUDIO BLANCO (administrador de empresas) - Londrina
Noitadas em Londrina
Pareceria muito divertido se não fosse trágico morar no alto da Higienópolis. Mas quem habita na região dos barzinhos, onde a noite acontece em Londrina, está apavorado com os marginais soltos durante toda a madrugada. Fora os assaltos que perseguem os moradores do Bela Suíça e do Guanabara, regido pelo som absurdo dos carros que ficam parados com as portas abertas para que o som saia ainda mais sonoro. Sonoro deveria ser a sirene da polícia passando pelas ruas a cada 10 minutos, mas em uma cidade sem lei isso não acontece. Aliás, a polícia não consegue nem passar pela Higienópolis. Se a fila de carros não fosse quilométrica, quem sabe ela teria chego na minha casa mais rápido no sábado em que fui assaltada, certamente por um desses jovens que se divertem na rua. O trabalhador não tem o direito de descansar naquela região. Os jardins da sua casa se não viram banheiro, viram motel. E no dia seguinte a rua fica coberta por cacos de vidros. Acho uma vergonha uma cidade onde o policiamento não tem o menor controle sobre os marginais e muito menos respeito pelo cidadão que paga seus impostos quer sossego e segurança pra sua família, pelo menos no fim de semana.
GRAZIELY MARIA PREZUTTI DE MATTOS (publicitária) - Londrina
Anjo da Guarda
Neste dia 27 de novembro comemora-se o dia do Técnico de Segurança do Trabalho, profissional que atua nas empresas como um ''anjo da guarda'' dos trabalhadores, pois a vida de muitos passa pelas mãos desse competente profissional. Muitas vezes discriminado na profissão, porém o amor pelo trabalho sobrepõe-se, deixando diferenças de lado. O Técnico de Segurança do Trabalho, único profissional da área de Segurança do Trabalho, procura fazer o melhor e mais eficiente trabalho a fim de evitar acidentes do trabalho, sua condição de prevencionista presa pela saúde e integridade física do trabalhador. Parabenizo todos os profissionais éticos que fazem desta profissão uma verdadeira dignificação do homem.
DANIEL PEREIRA LOPES (técnico de segurança do trabalho) - Campo Mourão





