Desarmamento
Proibir as pessoas de terem armas de fogo para diminuir a violência e impedir que os bandidos continuem armados é como matar o cachorro para eliminar as pulgas. Nunca ouvi dizer que um cidadão de bem consiga comprar uma AR-15 (fuzil automático militar) ou uma metralhadora. Aliás, experimente comprar uma pistola automática para ver se é fácil. Ocorre que os bandidos tem AR-15 do tamanho e da quantidade que se imaginar. Ora, se o Estado não consegue coibir os bandidos de comprar AR-15 ou metralhadoras, vai coibir eles de continuarem comprando um mero 38? Pura fantasia.
O problema maior do propagado desarmamento, por incrível que pareça, não é o ter a arma, mas, o não ter a arma. Confuso? Explico: Existe uma coisa chamada presunção. Presunção de se estar armado. Essa presunção significa um pequeno gesto de intimidação ao bandido. Sem essa presunção, nem ele precisará de arma para intimidar alguém. Portanto, tornando como fato ilícito em possuir arma de fogo no sentido lato, você estará dando mais possibilidades de ação aos bandidos. Tirará deles a necessidade de estarem armados para te assaltar ou para estuprar mulheres indefesas. Basta estarem em maioria ou em qualquer outra situação de vantagem.
Começo imaginar que esse ''lobby'' do desarmamento está vindo de dentro das penitenciárias. Chego a pensar num suposto braço bem articulado do Fernandinho Beira-Mar para a aprovação desse famigerado Estatuto do Desarmamento. Óbvio, pois poderão molestar as pessoas com armas bem mais em conta. Poderão assaltar com faca, com tijolo, pedaços de pau, e até mesmo na mão limpa. Qual pessoa de bem vai ficar se atracando com bandidos na rua? Sem contar em bandidos entrando em seu quintal todo momento já que o máximo que poderá acontecer é levar uma mordida de cachorro que ele pode envenenar ou abater.
Quantos lares já foram poupados porque o meliante ficou com receio de levar um tiro, se invadisse? Quantos lares desses tiveram essa proteção sem mesmo contar com uma arma de brinquedo, mas tão somente com a presunção? Concluindo o raciocínio, defendo o seguinte: tornar altamente ilícito possuir arma sem registro e organizar-se blitz frequentes.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina

Trânsito perigoso
Londrina em função do seu rápido crescimento não foi planejada, por isso possui poucas avenidas e ruas relativamente estreitas o que está tornando o trânsito congestionado e perigoso. A CMTU tem nos seus agentes de trânsito e no talonário de multas a principal arma contra os condutores infratores e, também, os não infratores, no sentido de disciplinar melhor o nosso trânsito.
Porém, quando falamos em disciplinar o trânsito não podemos nos ater tão somente aos veículos, caminhões, motos etc. Temos que considerar, que pelas nossas ruas e avenidas, trafegam também carrinhos puxados por pessoas ou animais que deveriam ser proibidos de transitar no centro e nas ruas de maior movimento.
Em relação aos carrinhos os mesmos deveriam ter um tamanho padrão, sendo a vertical maior que a horizontal, pois com isso utilizara menos espaços nas ruas. Deveriam ser identificados com o número e nome do condutor. Os condutores deveriam portar jalecos fosforescentes, pois com isso seriam mais bem visualizados durante a noite, evitando acidentes. A CMTU deveria dar orientações básicas de trânsito para os condutores de carrinhos, pois é comum vermos carrinho na contramão, parado na rua, cruzando ruas com o semáforo fechado, enfim, carrinhos tumultuando o trânsito.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (administrador de empresas) - Londrina

Cultura na cabeça
Dias atrás, em uma palestra de Pedro Tierra (poeta, ex-secretário de Cultura do Distrito Federal), ouvi as dificuldades que se impõe na hora da elaboração dos Orçamentos de Cultura: a prioridade dos governos é o saneamento, infra-estrutura, etc. O que sobra, quando sobra, é destinado à área cultural, como se a cultura fosse de somenos importância na formação da cidadania, seguindo uma escala de valores que nos iguala aos primatas (a gente não quer só comida, já dizia o ''pop''). Sugestão do ex-secretário: incluir a cultura no cardápio do Fome Zero.
Um recente mapeamento de condições de acesso aos bens culturais nos municípios brasileiros revelou a miséria que nos assola. Para muitas cidades, resta o truco, a cerveja, o bilhar e o futebol como modo de expressão, entretenimento e identidade cultural.
Digo isto, porque participando do 38º FEMUP, acompanhei diariamente os principais jornais da região e, no entanto, não vi nenhuma manchete de capa, ou matéria principal, destinada a este festival que simboliza a ''resistência'' da cultura partindo do ''interior'' para as urbes, mostra incontestável de vitalidade que surgiu e moldou-se na efervescência dos anos 70.
Com exceção de uma rede de televisão, o silêncio é avassalador. Exemplifico: houve na cidade uma apreensão de drogas e aí sim viu-se manchetes em todos os jornais e chamadas na TV. Resumo: se a nossa imprensa valoriza mais o espectro negro e funesto da influência do tráfico em nossa sociedade do que a beleza de pessoas simples exportando arte para todo o Estado e quiçá para o Brasil, é sinal de que nossos governantes são apenas um reflexo de nossa desgraça. Dizia o erudito, que um país se faz com homens e livros. Na Aldeia Global, devemos ir além: um país também é reflexo de suas manchetes.
MARCOS HENRIQUE GUIMARÃES (escritor) - Curitiba

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