CARTAS
Consciência Negra
Hoje é dia nacional da Consciência Negra. Mais que uma data importante, que lembra a morte do maior líder negro do nosso País, Zumbi dos Palmares, gostaria neste dia de chamar à reflexão todos os leitores deste importante meio de comunicação. Faço agora um dasafio. Olhe ao seu redor. Quantos negros você vê no seu local de trabalho? Quantos negros você tem como colega de trabalho ? Reflita. Será que não tem algo de errado em nosso sistema sócio-econômico e cultural? Por que será que que esta parcela significativa de nossa população não consegue, com raras exceções, galgar espaços nos melhores cargos em nosso País? Você acredita realmente que falta capacidade?
É evidente que algo está errado. É preciso alterar este quadro. O mito da democracia racial não prevalece ao menor senso de observação visual. As ações afirmativas, nos países que as incluíram, foram um passo importante para tentar minimizar essa injustiça. Mas, antes disso é preciso que todos nós brasileiros, assumamos o compromisso de reconhecer, que essa injustiça não pode prevalecer. Àqueles afrodescendentes que conseguiram vencer têm obrigação moral e ética de assumir o seu papel na história e lembrar de exemplos como de Zumbi, Castro Alves, Irmãos Rebouças, Machado de Assis, e outros tantos que construíram a história de um povo, que embora presente numericamente, encontra-se esquecido nas míopes políticas públicas, que não conseguem reconhecer que sem a inclusão da maioria negra, não conseguiremos construir uma verdadeira nação. Axé!
TITO VALLE (advogado) - Londrina
Consciência Negra 2
Os negros do Paraná têm motivos de orgulho porque sempre participaram da história de nossa economia, de nosso desenvolvimento. É com imenso prazer e renovada satisfação que me dirijo à comunidade paranaense nesta data em que há 308 anos morria Zumbi dos Palmares por ter lutado contra uma das maiores atrocidades já registradas na história da humanidade: a escravidão. Estaremos sempre com o objetivo de termos, principalmente no Paraná, uma verdadeira democracia racial para que possamos juntos construir um Estado e, consequentemente, um país mais humano e fraterno.
MANOEL RODRIGUES DO AMARAL (conselheiro estadual de Saúde) - Londrina
Dia da bandeira
A última lei sobre os símbolos pátrios, de 1/9/1971 diz que a Bandeira Nacional deve ser hasteada nas repartições e logradouros públicos nos dias cívicos e no Dia da Bandeira, ao meio-dia. Estive mais uma vez na Praça da Bandeira e ali vi as cores da bandeira pelo verde das árvores, o azul e branco estampado no céu e o amarelo na fachada das Casas Pernambucanas. Faltou a bandeira ser hasteada. Que saudades do tempo que se cantava e se hasteava o Pavilhão Nacional nos momentos cívicos. Talvez falte à Prefeitura de Londrina um departamento de Cultura para promover o civismo pelo menos nas datas cívicas.
GEIR RODRIGUES DA SILVA (educador) - Londrina
Sindicombustíveis esclarece
A Folha de Londrina publicou em sua edição de 18/11/03, página 3 do Caderno de Economia, a matéria intitulada ''Preço da Gasolina cai em Londrina''. O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, concedeu entrevista ao repórter Alan Maschio sobre a redução de preços em Londrina, no entanto, diversas afirmações atribuídas ao entrevistado são fruto da interpretação exclusiva do repórter em questão, como no trecho a seguir:
''Segundo o presidente do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, a atuação da Receita Federal deve promover em breve alta dos combustíveis em Londrina, assim como aconteceu em Maringá''.
Primeiramente, Roberto Fregonese não representa as distribuidoras, mas sim o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná. Em segundo lugar, a atuação não é da Receita Federal e sim da Receita Estadual. Além disso, em momento algum, foi dito que se deva promover alta nos combustíveis e sim inibir a sonegação e adulteração, assim como aconteceu em Maringá.
''Quando a receita lacrar as bombas da cidade, o processo deve se repetir como aconteceu em Maringá, afirmou Fregonese que acredita em estabilização dos preços em até R$ 2,10 para a gasolina''.
Jamais se falou em projeção de preços, até porque preço é uma questão de livre arbítrio do revendedor e de sua bandeira. O Sindicombustíveis monitora os preços através do site da ANP e não interfere na relação preço. Portanto, as afirmações além de falhas, são mentirosas. Lamentamos o teor da referida reportagem, como repudiamos as afirmações a nós atribuídas.
ROBERTO FREGONESE (presidente do Sindicombustíveis) - Londrina
N.R.:
A reportagem da Folha reconhece parte dos erros apontados na matéria citada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná. Houve troca de nomes das entidades envolvidas (foi citado o Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis do Paraná), erro cometido durante a fase de redação da reportagem. Também reconhece a troca de âmbitos com relação a qual órgão deve atuar na fiscalização dos postos da cidade. De fato, é da Receita Estadual (e não da Federal, como foi dito), a responsabilidade pela atuação contra sonegadores de impostos de combustíveis. Porém, fica claro em todo o texto a opinião (e não a afirmação ou constatação) do presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, sobre a possibilidade de aumento dos preços da gasolina, e não o aumento dado como certo, como foi interpretado pelo dirigente. Ficam esclarecidos, portanto, erros simples, que porventura podem dificultar a interpretação dos fatos citados, sem comprometer, no entanto, a compreensão da reportagem como um todo.
Correção
- O preço máximo da arroba do boi gordo, na Praça de Paranavaí, foi grafado com erro na última terça-feira no Caderno de Economia (página 2, cotações das commodities agrícolas). O correto é R$ 61,00/arroba.





