CARTAS
Marketing político
São tantas obras feitas pelos eleitos do povo que ninguém vê. Então, começa a necessidade de fazer propaganda sem a ausência da vaidade. O trabalho destes políticos é divulgado através da mídia, panfletagem, cartas e impressos. Tudo isso para que a população veja quantas obras eles fizeram.
A falsa modéstia dos políticos chega ao cúmulo de falaram de si mesmos para ludibriar a população. São autores de vários projetos, atuantes na região, críticos da oposição e nunca deixam de ser hipócritas, pois a exaltação é intensa de si mesmos. Até aí ainda é aceitável, pois têm boca pra falar como políticos. É evidente que vão enaltecer o próprio nome. Inadmissível é o dinheiro gasto com propaganda. Deveriam ter consciência que não estão fazendo mais que a obrigação, já que têm salários altíssimos e foram escolhidos pelo povo para trazer benefícios.
É lastimável que os eleitos não exerçam a função como deveriam. Para deputados e vereadores, a maior preocupação é fazer merchandising político, gastando com TV, rádio, correios e propaganda. Enquanto isso a fragmentação da violência, pobreza, desemprego e o abandono nas vias públicas. Ora, os responsáveis são eles, então qual a razão para tanta autopromoção? A explicação é que as eleições estão próximas e para fazer valer o ditado (a propaganda é a alma do negócio), vem o desespero para alcançar votos com informações muitas vezes enganosas.
Podemos ficar atentos a estas e outras maneiras que eles fazem para seduzir os eleitores e assim permanecer por mais quatro anos recebendo e esbanjando dinheiro. Aos políticos que praticam isto, sugiro que incentivem o esporte, eventos de igreja e instituições, a educação, a cidadania. Já aos poucos políticos sérios, continuem dando bons exemplos e se puderem digam aos colegas de trabalho que o povo não come papel, nem é obrigado a ficar ouvindo mentiras editadas em fachadas da mídia popular.
VALDINEI APARECIDO TEODORO (estudante) - Londrina
Descaso com o professor
O governador do Paraná, Roberto Requião, exigiu que os professores permutantes que vivem em outros estados retornassem ao seu lugar de origem. Isto é, aqueles que já moram com seus filhos esposos e/ou esposas há muito tempo, separassem de suas famílias ou deixassem seus cargos como funcionários do Estado do Paraná. A permuta é um acordo de governos passados. O sr. Roberto Requião não tem o direito de separar famílias ou de desempregar servidores que há mais de 20 anos servem o Estado assim de uma hora para outra. Sou paranaense, vivo em Santa Catarina há mais de 9 anos, e estou morrendo de vergonha desta administração. O que o senhor Roberto Requião tem de sobra é falta de senssibilidade e de flexibilidade.
EMÍLIO ARAÚJO COSTA (professor) - Chapecó (SC)
HC de Maringá
A insuficiência, o atraso, o desvio, o mau gerenciamento dos recursos repassados à saúde brasileira não impedem a ocorrência de milagres no dia-a-dia de qualquer hospital do Paraná - algo que a vã consciência pessimista não consegue admitir e perscrutar. Falo do HC (Hospital de Câncer) de Maringá, que não é o inferno de Dante onde se perde toda a esperança. Mais que a propaganda das terapias convencionais, mais que a filantropia de colunismo social, o HC de Maringá realiza o milagre da esperança. Não discrimina os tumores em função dos desníveis sociais, não se envaidece pela qualidade de servir e a satisfação de curar. Desde a recepção, ao mais bem-cuidado atendimento de alta complexidade, cumpre com seu dever de diagnosticar e tratar. Medicina solidária, calor humano, servir bem e melhor, é disso que precisa (e merece) a clientela despossuída da Previdência Social. Seguir em frente na luta que só aos fracos abate, debatendo-se por falta de sangue que serve aos aflitos em dor suspirada, movido ao combustível da solidariedade, o HC nem parece que atende pelo SUS. Ajude o HC de Maringá.
JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba
Correção
- O parque fabril da Pado, em Cambé, emprega 1.065 funcionários e não 165 como traz a reportagem ''Empresa de Cambé recebe prêmio em SP'', publicada ontem na página 2 da Folha Economia.





