CARTAS
Pobre não tem vez
Neste último final de semana testemunhei o descaso com as pessoas que não têm recursos financeiros para pagar um plano de saúde. Um parente meu não estava passando bem e decidimos levá-lo ao posto de saúde, onde só fizeram um rápido exame e disseram que teríamos que ir ao HU. Chegando ao HU, me deparei com uma imensa fila de pessoas que aguardavam atendimento médico. Algumas pessoas diziam que estavam esperando há mais de sete horas pelo atendimento. Resolvi levar meu parente ao hospital da Zona Norte, onde fomos atendidos rapidamente, uma vez que não tinha muita gente lá. O médico fez um rápido exame e mandou que retornássemos ao posto de saúde para marcar consulta com um médico especialista. No posto de saúde, a atendente disse que para ter consultas com médico daquela especialidade (médico vascular) teria que aguardar de 10 meses a um ano. Fiquei chocado com aquela situação. Pagamos impostos abusivos para quê, se na hora em que precisamos de um auxílio médico não temos. Está na hora do povo reagir contra tal situação. Isso é desumano. O pobre precisa morrer antes para depois ter atendimento?
FABIANO BEZERRA DE SOUZA (operador de caixa) - Londrina
RM de Londrina
Fui morador da cidade de Cutitiba por vários anos. Quando foi criada a Região Metroplolitana de Curitiba pelo ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner, o atual governador Roberto Requião criticou de todas as maneiras a sua criação. E hoje quantos empregos ela oferece? Quanto de impostos ela gera? Qual foi o desenvolvimento da região? E a, então famigerada, Região Metroplitana de Curitiba foi contemplada por aquele mesmo que criticou a sua criação em R$ 100 milhões. E a nossa região metropolitana, criada em 1998, apenas no papel, mais uma vez não foi benefiaciada em nada. Senhores políticos londrinenses, não será a hora de nos rebelarmos contra tal tirania e lançarmos um candidato da região Norte? Vamos deixar as vaidades de lado e pensar um pouco em nosso povo e em nossa região. Somos pés-vermelhos, somos grandes.
JOÃO GERALDO NETO (professor) - Londrina
CPI do Banestado
Cumprimento o jornalista René Ruschel pelo brilhante artigo ''O buraco é mais embaixo'', publicado na edição de ontem da Folha. Tenho acompanhando o caso da CPI do Banestado e agora o pedido de exumação de um ex-secretário de Estado. Somados à máfia paulistana, temos um retrato completo deste País. Será que é possível acreditar em mudança? A expectativa que o governo Lula mudasse o perfil da nação também começa a ruir. Afinal, os exemplos neste quase um ano de adminstração mostra que tudo muda só pra ficar como está. Mas o papel do bom jornalismo foi cumprido à risca, tanto pelo jornal como pelo jornalista.
ANTONIO CARLOS MAGLICIO LOPES (advogado) - São Paulo
Agradecimento
Queremos expressar nosso agradecimento, ao jornalista Walmor Macarini, articulista da Folha de Londrina pela brilhante palestra realizada dia 6 de novembro aos alunos do 2º ano, turma C, do Curso de Direito da FACCAR -Faculdade Paranaense -, por ocasião da realização do Seminário sobre Direitos Fundamentais. Na oportunidade, fartamo-nos dos assuntos temáticos à liberdade de informação e imprensa adquiridos ao longo da carreira profissional do ilustre palestrante, com informações extremamente importantes para nós, futuros operadores do Direito, baseados nos conflitos existentes entre Direito à Informação e Liberdade de Imprensa. Por este gesto de sublime doação de si para universalização do conhecimento, queremos reforçar nossa gratidão.
JUAREZ MOREIRA DA SILVA (outros cinco estudantes da FACCAR assinam a mensagem) - Rolândia
Correção
- Ao contrário do que foi publicado na edição de domingo da Folha Esporte, a Portuguesa Londrinense venceu o Londrina por 3 a 1 no dia 24 março de 2002.





