CARTAS
Eleições
2003 está se aproximando do final! Finados, Natal, Ano Novo, 2004, Carnaval ... mais um pouco e as campanhas eleitorais serão o centro das atenções. Será que ainda conseguimos acreditar em propaganda? Vamos nos deixar conquistar por pessoas ''importantes'', obras de fachada, frases bonitas, sorrisos, apertos de mãos e tapinhas nas costas? Dar nosso voto em troca de boné, camiseta ou promessas que tudo vai ficar uma maravilha? O sistema em que vivemos nos dá o poder do voto. Mas o poder da voz onde fica? Até as eleições temos ainda algum tempo. Nesse tempo as nossas vozes provavelmente serão ouvidas pois podem significar mais ou menos votos. Vamos aproveitar esse tempo para treinar as nossas vozes. Quem sabe então, no futuro, nossas vozes poderão ser ouvidas e atendidas não só em época de eleição.
DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia
O rei nú
Estaria se repetindo a famosa história do rei nú (''A Nova Roupa do Rei'') em Londrina? A contar pela empáfia, prepotência que embriaga os homens públicos desta cidade, diria que sim. Esqueceram que o povo os elegeu, contrariando o dito popular ''o poder emana do povo''. Não será pagando caro para a mídia que irão ter apoio popular. É um absurdo inaugurar o Centro de Referência do Artesanato de Londrina (CEREAL) sem contemplar os verdadeiros artesãos que são o referencial da obra. Ora, contando em Portugal, irá virar piada de brasileiros. E, agora? Como irão fazer? Irão tirar os artesãos à força? Na marra? O que é isto, companheiros? Vocês não são pelo trabalhador e seus direitos? E, amigos, o poder às vezes torna os ocupantes de cargos públicos insensíveis, empafiados, prepotentes... nús. Apenas, não se esqueçam de que não será agredindo os cidadãos nas publicidades, construindo lagos e teatros, sem gerar empregos e o progresso da cidade, que irão se reeleger.
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina
Dia do escrivão
Parabéns aos meus companheiros - escrivães de polícia - pela dia do escrivão de polícia, comemorado ontem. Uma data não lembrada pela maioria, mas que nos causa tanto orgulho. Profissão de muita responsabilidade e de pouco ou quase nenhum reconhecimento. Que a nossa união continue sendo nosso elo principal para vencermos todas as dificuldades.
ROSANE ARAÚJO (escrivã de polícia) - Londrina
Não ao patrulhamento
A propósito da carta sob o título ''Cobradores desempregados'', publicada na edição de domingo na Folha de Londrina, de autoria de Josiane Rodrigues, temos a dizer o seguinte: nós não aceitamos patrulhamento! Nosso sindicato sempre demonstrou de que lado está em todos os momentos de tensão envolvendo os interesses dos seus representados. O resultado do nosso trabalho firme, naturalmente apoiado pelos trabalhadores em transporte, determinou a diferenciação descrita na missiva de Josiane.
Neste momento em que a concessão do serviço de transporte coletivo entra, por força de lei, em licitação pública com anúncio da bilhetagem eletrônica, o sindicato, através da diretoria e de seu presidente, vem se manifestando publicamente que não aceita a supressão dos postos de trabalho dos cobradores de ônibus. Embora todas as afirmações do Poder Público, seja através do prefeito ou do presidente da CMTU, tenha sido no sentido de que não haverá demissões ou supressão dos postos de trabalho, o sindicato está por todos os meios, reivindicando a formalização dessa garantia.
Quem esteve na audiência pública sobre o assunto no dia 30 de outubro, sabe o teor da ''Carta Aberta do Sinttrol'' em defesa dos cobradores. Quem acompanha com isenção de ânimo, as nossas entrevistas nos meios de comunicação, sabe o quão grande é a nossa preocupação. Quem acompanha o nosso trabalho junto à categoria sabe o que estamos fazendo em defesa das nossas condições salariais e de trabalho, da nossa jornada de 6 horas, da nossa Participação em resultados e muitas outras.
Amanhã estaremos, em três horários diferentes, debatendo com o presidente da CMTU, na presença dos motoristas e cobradores, aqui no Sinttrol, a questão do processo licitatório. Tomaremos todas as medidas e cautelas necessárias para deixar claro que não aceitamos a retirada dos cobradores, como já o fizemos quando em outras oportunidades determinou-se, por decreto, a aquisição de catracas automáticas. Estamos levando aos trabalhadores que operam o transporte urbano o maior volume de informações possível, para a formação de uma opinião coletiva que possa embasar uma tomada de posição, não do presidente, mas de toda a organização que representamos.
JOÃO BATISTA DA SILVA (presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários - Sinttrol) - Londrina





