Lição de Carolina
Gostaria de parabenizar a Folha de Londrina pela excelente reportagem especial de Finados com a apresentadora Cloara Pinheiro. Ela com belas palavras conseguiu nos consolar com seu otimismo e a certeza de que, às vezes, é melhor tentar entender a morte de alguém que amamos do que simplesmente nos virarmos contra tudo e contra todos. A certeza que ela tem que a filha Carolina está com ela emociona a qualquer um. E é isso que devemos fazer, porque acho que nós não passamos pela vida em vão, tem que haver um propósito. Como, por exemplo, para trazer algo de bom a alguém. A morte é um mistério, mas não podemos ter medo dela, porque afinal ela é a nossa única certeza. Só que não podemos pensar nisso pelo lado negativo, porque se não nós não vivemos como devemos, amando o próximo e deixando para este o que temos de melhor, que é o amor. E isso nós percebemos que a Carolina deixou pra família dela, muito amor que é capaz de consolar e ajudar a superar tudo que eles passaram!
ALINE CAVALCANTI DO AMARAL (estudante) - Umuarama

Sentindo na pele
Todos os dias ouço alguém reclamando da (in)segurança nossa de cada dia. Pois bem, na última sexta-feira estava em um baile na até então, ao meu ver, cidade tranquila de Porecatu, onde nasci há 21 anos e moro até hoje. Quando ao término do baile, por volta de 5 horas da manhã, recebo a desagradável notícia: seu carro foi roubado! Pronto, bastou para que o desespero tomasse conta de mim. Ih! dancei, em todos os sentidos. Talvez tenha havido uma pequena ''falha de comunicação'', uma certa clareza no recado, mas tudo bem. Saí correndo como se estivesse numa prova de 100 metros rasos, esperando encontrar a vaga onde estacionei vazia. Para minha grande alegria, ao chegar no local, a uma quadra da portaria do clube, lá estava o carro com as duas portas entortadas, na tentativa de um arrombamento. Só por Deus do céu que não levaram o toca CD's. Sorte que outros seis carros talvez não tiveram na mesma noite. Dos males, o menor. Deixo aqui expresso minha indignação, um sentimento de insegurança, invasão, covardia, injustiça, algo inexplicável, que aperta o peito, e algo que, só mesmo sentindo na pele, não desejo a ninguém!
JÁDER DE ANDRADE MATOS (escriturário) - Porecatu

Voluntariado
O voluntariado no Brasil tem se multiplicado intensamente e vem se caracterizando como fundamental no trabalho social. É reconhecido como voluntário aquele que faz trabalho social com satisfação e, por isso, aceita o compromisso e as normas estabelecidas pelas organizações. Estima-se que mais de 80% da força de trabalho das organizações sejam voluntários.
O trabalho voluntário está presente em igrejas, instituições, fundações, associações, Ongs e conselhos. O que dá a impressão que o voluntariado é hoje uma peça indispensável no bem social, dispensando desta forma as mazelas sociais.
No período da República Velha, o Estado esteve praticamente de costas para os problemas sociais, cabendo às instituições religiosas, principalmente católicas, o papel exclusivo de atendimento aos pobres e desvalidos. No período militar após 1964 é marcado pela ruptura do Estado com a sociedade, assumindo para os si trabalhos sociais, visando reduzir drasticamente a pobreza.
Atualmente, o poder público está comprometido com os compromissos de amigos e correligionários. Os recursos públicos são aplicados desordenadamente e com um preço muito alto. Criam-se leis e reformam outras visando sempre onerar ainda mais as pessoas físicas e jurídicas e, mesmo enchendo os cofres do tesouro, não sobra quase nada para o atendimento social. Desta forma, as obrigações sociais retornam para igrejas, instituições e Ongs.
Qualquer analfabeto em sã consciência sabe que as arrecadações com a CPMF, loterias, imposto de renda e o dinheiro gasto com excesso de viagens de políticos ao exterior, churrascada de autoridades, dinheiro gasto no Poder Legislativo para dar emprego (e não trabalho) aos amigos, seria possível acabar com a fome, a miséria, o desemprego, fazer a reforma agrária justa e dentro da lei, e ainda melhorar o atendimento na saúde pública, que é péssima.
Porém, diante da incompetência do poder público, o mercado passa a ver as organizações sem fins lucrativos como o canal para concretizar investimento no setor social, ambiental, cultural e esportivo, ignorando o poder público.
NELSON CARLOS FERREIRA (presidente da Conselho Municipal dos Direitos da Criança) - Barbosa Ferraz

Correção
- Ao contrário do que a Folha informou na edição de ontem, na página 4 do Plantão de Domingo, na reportagem ''Jovem é executada com cinco tiros'', Londrina acumula 173 homicídios no ano e não 174 como foi publicado.
- Diferentemente do que informou ontem texto do editorial é a Embrapa Soja e não o Iapar que é comandado por uma mulher cuja chefe-geral é Vania Castiglione. O Iapar é presidido por Onaur Ruano.
- Diferentemente do que a Folha publicou no último sábado na reportagem ''Vereador é demitido da prefeitura de Jataizinho por contratação irregular'', na página 3, em Política, o vereador Maurílio Martielho não faz parte mais do PFL. Desde o início de outubro Martielho integra os quadros do PP.

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