CARTAS
Poluição no Igapó
Muito nos chama a atenção a propaganda veiculada pela Prefeitura de Londrina nas tevês. Belas imagens do Lago Igapó com pessoas felizes e sorrindo. Parece outro mundo! Antes fosse um mundo diferente e belo! Mas não é. O Igapó continua poluído e sabemos de onde vem toda esta sujeira. Parece que só a Prefeitura não sabe. No fundo dos bairros Bandeirantes, Messiânico e Delta e outros existe o Ribeirão Cambezinho, que corta toda esta região até chegar ao nosso ''lindo'' Igapó. Só que nesta região a água é suja, com pneus, garrafas plásticas, sacos plásticos, lixo doméstico. Já foram achados até pedaços de sofás boiando em suas margens. Os moradores suspeitam de poluição doméstica, industrial e, talvez, até esgoto clandestino.
Este problema se acumula há vários anos e até o momento nenhuma administração se preocupou em fazer um trabalho intensivo de limpeza e conservação das nascentes deste ribeirão e do próprio lago. Nunca se pensou em levar informação sobre esta realidade para nossa comunidade sobre os perigos da falta de conservação que pode causar aos moradores, que também pagam seus impostos como os demais.
Verifiquem o índice da região em relação à dengue. Uma pena! Temos a impressão que os investimentos públicos no ''belo'' lago são em vão, assim como os recursos públicos investidos em propaganda, pois não se consegue cuidar do que já existe.
ANTONIO A. OLIVEIRA (corretor seguros) - Londrina
Eleições 2004
Daqui a menos de um ano teremos eleições para prefeitos e vereadores. Já estamos vendo pessoas se dispondo a concorrer a mandato no Legislativo e no Executivo. Mas devemos estar atentos, analisando os políticos, na grande maioria hipócritas, arrivistas, interesseiros e incompetentes. Devemos exercer nossa cidadania e cobrar dos responsáveis pelos partidos que selecionem os candidatos. A legislação eleitoral permite que tolos concorram a tão importantes cargos públicos. Os candidatos devem ter qualificação: escolaridade nunca inferior ao segundo grau, vocação e vontade para contribuir com o município em que vivem. Não adianta votar no compadre, no vizinho, no amigo, no conhecido que não tenha capacidade administrativa. Devemos usar a força do voto e votar nos melhores candidatos.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão
Exploração de animais
Ao ganhar ingresso para um ''espetáculo'' circense de uma promoção de um jornal de Curitiba, me arrependi ao ir até o circo (Portugal) pois há uso de animais que são explorados e acabam sofrendo com este tipo de estresse urbano e espetaculoso. Até quando vão desrespeitar nossos animais? Por que usar animais nos circos? Será que o homem é incapaz por si só de atrair o público?
CÉLIO BORBA (aposentado) - Fazenda Rio Grande
IPVA de aviões
Está para ser aprovada, em breve, medida que regula a implantação em nível nacional da cobrança de IPVA de aviões. A razão de tal decisão se baseia no fato de se considerarem as aeronaves como ''bens supérfluos'', com o que não concordamos em absoluto. Poderia até se levar em conta que há pessoas que têm uma aeronave apenas como passatempo, entretanto, isso não acontece com os aeroclubes e grande número de proprietários que tiram o próprio sustento de seus aparelhos, transportando produtos degradáveis, peças anatômicas para transplantes e pessoas doentes, elementos estes que, na maioria, dependem de urgência, o que nem sempre é possível realizar pelas vias comuns de transporte.
E aqui citaria outro fator importante que é o das aeronaves agrícolas que contribuem efetivamente para a riqueza do País, preservando a agricultura das pragas de maneira eficiente. Já abordamos o tema do IPVA de aeronaves em artigo anterior, mas, o que nos leva novamente a ousar levantar nossa voz é o fato de que, o valor do recolhimento desse IPVA correspoderá a 5% da avaliação da respectiva aeronave, em contraposição ao IPVA de automóveis que é de apenas 3%. A aeronave agrícola deveria ao menos ser considerada como ''utilitário''. Porém, o que nos consta de momento, é que todos os tipos seriam enquadrados numa classificação única, isto é, qualificação de ''supérfluos''.
Interessante que o Departamento de Aviação Civil (DAC), que curiosamente é administrado por militares, fará a avaliação das aeronaves com base num manual o Blue Book, e que nem sempre está de acordo com a realidade. O que dizer também quanto à formação de novos pilotos? Esses valores propostos pelo IPVA vão dificultar ainda mais a formação de novos profissionais da classe. A verdade é que as restrições à aviação já são tantas, com combustível, oficinas e peças de reposição a preços exorbitantes em dólar.
ARISTIDES A. J. MAKOWICH (médico) - Arapongas





