CARTAS
Uma lei oportuna
Ao ler na Folha no Espaço Aberto a opinião ''Uma lei inoportuna'', condenando a lei estadual que proíbe o cultivo, a comercialização e o trânsito de produtos transgênicos no Paraná, logo pensei em ser do contra. Do contra por quê? Na vida, em quantas situações somos obrigados a tomar um partido! Já cedo a vida nos leva frequentemente a ser de um ou de outro time. Urbano, rural, latifundiário, sem-terra, católico, evangélico, corintiano, palmeirense. Por isso temos que nos antagonizar. Em tempos passados, com a falta de informação, a humanidade podia ser melhor manipulada. Hoje, com tanta informação disponível, seria de esperar estarmos protegidos de manipulação e do fanatismo. Graças aos meios de comunicação, somos informados de muitas coisas.
Infelizmente, nem por isso deixamos de ser palpiteiros, apaixonados, torcedores ou defensores daquilo que acreditamos ser um bom negócio para nós. E sendo um bom negócio parece que vale tudo! A turma dos transgênicos defendendo os empregos, a alimentação do mundo, o meio ambiente e a economia; a dos antitransgênicos defendendo a saúde do consumidor e também os empregos, a economia e o meio ambiente. Nessa briga cada time usa as ''armas'' do adversário quando lhe parecem interessantes. Quem fica com a razão?
Direta ou indiretamente somos envolvidos nessa briga e tomamos partido, seja para poder produzir mais e mais barato, ganhar mais, vender notícias ou simplesmente para aparecer. Os nossos interesses imediatos porém, nos deixam cegos para outras opções. Em vez de pro ou anti deveríamos procurar ver o essencial. O essencial que não parte da imposição de ideologias ou sistemas. O essencial, que parte de cada um de nós. O essencial que pode existir ao lado do bom negócio. O essencial para podermos viver em paz.
DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia
Sangue no Japão
A cidade pesqueira de Taiji, localizada na Costa do Mar do Japão, foi tingida literalmente de sangue pela morte de centenas de golfinhos assassinados brutal e covardemente a golpes de facões e pontiagudos arpões por uma espécie catalogada por Charles Darwin como a única racional entre as espécies: os seres humanos.
Filmada pela Seashepherd.org, a fita capta imagens que só podemos atribuir ao bicho homem de tamanha violência contra a vida dos indefesos animais e seus filhotes. Para quem não sabe os golfinhos ajudam os pescadores a localizarem os cardumes de peixes e também colaboram com o salvamento de banhistas em todos os oceanos.
Tão grave quanto a matança é que essas supostas cotas de abatimentos dos golfinhos e baleias nesta época do ano até abril, viram alimentos para os seres humanos e são vendidos livremente nos supermercados em todo país, devidamente autorizado pelo governo japonês. Para escapar dos flagrantes e protestos dos ativistas, ecologistas e defensores da vida, os pescadores costumam dizer que tal pratica é feita para fins científicos e estudo dos padrões de migrações destes animais que vivem nos sete mares.
Não é por acaso que o Japão paga caro pelas violações contra a vida desses indefesos animais. Pela lei da causa e efeito, infalível a natureza de tempos em tempos se alia aos golfinhos e baleias manda avisos e ações em forma de maremotos e devastadores terremotos que põem abaixo toda tecnologia e obras de engenharia produzidas pelo homem com enormes prejuízos de bilhões de dólares.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba
Funcionário público
Quero render uma homenagem a uma classe de funcionários que dificilmente é lebrada pela sociedade, mídia, políticos e até mesmo pelos alunos. Parece uma categoria invisível. São eles, os funcionários de escolas, seja de serviços gerais ou administrativos. Eles são os primeiros a chegar nas escolas e os últimos a sair. Há funcionários que iniciam sua jornada às 6 horas e os que a encerram após às 23 horas. São eles que varrem e limpam as salas de aulas, lavam banheiros, cuidam dos alunos nos corredores e nos pátios dos colégios, que estão nas secretarias preparando os currículos e toda papelada escolar. São os funcionários que recebem os alunos nos portões das escolas. Os funcionários de escola não são valorizados nem pelos nossos governantes. Quando se fala em violência, sai nos meios de comunicação que alunos e professores estão correndo risco de vida, mas esquecem que dentro das escolas há funcionários. Afinal, esta é uma situação que infelizmente atinge a todos. Nós, funcionários, também fazemos parte da luta pela paz nas escolas.
ROSICLÉ MOREIRA FONSECA (secretária da APP-Sindicato) - Londrina
Jogos Abertos
Terminou recentemente a 46 edição dos Jogos Abertos do Paraná (JAPs) realizados em Pato Branco. De 10 a 18 de outubro, milhares de atletas lá estiveram participando das várias modalidades da competição. Londrina lá compareceu, conseguindo apenas a terceira colocação. No entanto, a organização foi ótima e a disciplina também. Aliás, pela segunda vez recebeu o prêmio de melhor disciplina entre as delegações participantes. A Fundação de Esportes está de parabéns pelo trabalho desenvolvido e, sobretudo, pela disposição de trazer o troféu de campeão no próximo ano. Particularmente, nós, da equipe de bocha sul-americana, vamos envidar todos os esforços e colaborar para que a cidade consiga este intento que, aliás, já foi realidade várias vezes no passado.
PALMO GERALDO FIDÉLIS DE LIMA (professor) - Londrina





