Ônibus lotado

Bem-aventurados aqueles que possuem carros! Aqueles que têm todo o conforto de irem à faculdade, ao trabalho ou ao shopping com seu carro! Ah, que inveja! Porém, sou um coitado. Represento um dos usuários do sempre lotado e caro transporte coletivo de Londrina. É a mesma revolta todos os dias. Ônibus sempre lotado e muito demorado. Linhas que passam a cada 15, 30, 45 minutos, se não mais. Estudo na UEL e é um saco guardar a minha própria indignação. Uma verdadeira falta de respeito e indigno a qualquer pessoa. Quando se consegue um assento é motivo de se ganhar o dia! Ah! Mas que dureza depender de transporte coletivo nessa cidade. Pessoas que trabalham o dia todo terem que se submeter, na ida e na volta, a essa falta de consideração das empresas responsáveis. Idosos e crianças, idem. Mas que coisa, será que eles não vêem? Bom, agora vou indo porque tenho que pegar o ''busão'' das 13 horas, senão me atraso para a aula das 14h30.

TIAGO HIDEKI NIWA (estudante) - Londrina



Unopar e insegurança

Hoje estou mais preparada psicologicamente para falar sobre a segurança que não existe nas proximidades da Unopar do Jardim Piza. Sexta-feira, 3 de outubro, estava saindo da faculdade, às 22h15, e fui vítima de um sequestro relâmpago. Entrei no carro e uma amiga estava junto. De repente três homens, um deles armado, colocou a arma na minha cabeça, abriu a porta e minha amiga saiu correndo. Me colocaram no banco de trás com a cabeça abaixada e seguiram. Nisso, minha amiga avisou os amigos e chamaram a polícia.
Os ladrões dirigiam descontrolavelmente, bateram o carro contra um muro e mesmo batido seguiram em frente. Sempre com a arma na minha cabeça diziam que iriam me matar. Enquanto faziam perguntas, comentários e mexiam em tudo no carro, fiquei calada e não reagi de forma nenhuma. Permanecia em constante oração. Com isso, Deus me deu muita paz de espírito e nitidamente eu via a proteção do Senhor sobre a minha vida.
Depois de um longo tempo, o motor do carro começou a pegar fogo, ali eu vi a mão de Deus. E como se alastrou, desistiram de seguir, me trancaram no carro e ainda disseram: ''Fica aí que agora você vai morrer queimada.'' Passado alguns segundos, já com uma falta de ar tremenda pela grande quantidade de fumaça que tomava conta do carro, fui para o banco da frente, consegui abrir a porta e saí correndo, no mesmo minuto o fogo se alastrou e eu já estava fora de perigo.
A fidelidade, a misericórdia e o grande amor de Deus por mim e por nós é muito grande, saí sem nenhum arranhão. Ainda sinto os traumas e as cenas vão e voltam na minha mente. Acredito que só o poder de Deus pode curar. ''...e te cubro com a sombra da minha mão;'' (Isaías 51.16)
Sou feliz porque Deus me salvou! Alguma providência será tomada? Uma vida não tem preço, será preciso alguém morrer para que algo seja feito? Existe a possibilidade de ter segurança?

SHEYLA BORGES DE FREITAS (estudante) - Londrina


Não ao desarmamento

Venho manifestar total apoio à idéia do sr. Rubens Vasconcelos Calixto exposta em carta publicada ontem na Folha. É de conhecimento geral, que o índice de homicídios e assaltos à mão armada desfila em escala crescente em nossa cidade, mas a medida correta a ser tomada para mitigar a situação não é o desarmamento de pessoas idôneas. Pelo entendido, as pessoas não mais poderão possuir e nem portar uma arma de fogo, mesmo que as mesmas possuam registro e porte da arma.
Se essa medida absurda passa a vigorar aquele que possui uma arma porque gosta ou para proteger seu sítio e seus animais, ou ainda aquele que usa uma arma para proteger a si e a sua família contra a falta de segurança, que é constante em nossa sociedade, será igualado aos marginais, ou seja, será considerado um criminoso.
Analisando os índices de violência que tiram a tranquilidade dos londrinenses, a cidade registrou 170 homicídios. Com base nesses dados, pergunto: quantos desses assassinos possuíam porte legal de arma de fogo e registro das mesmas? Quantos assaltantes possuem porte e registro de suas armas? É ridículo pensar que assaltantes e assassinos serão prejudicados por essa medida de desarmamento. Acreditar nisso, é o mesmo que acreditar que exista um sindicato para criminosos onde todos estão filiados e que suas armas são registradas.

MARCO ANTONIO TRINDADE (estudante) - Londrina


Saddam Hussein

Fallujah - cidade iraquiana localizada próxima ao rio Euphrates a mais ou menos 30 quilômetros de Bagdá, na estrada em direção à Síria (Oeste) -, não é ''a terra de Saddam Hussein'' conforme noticiado ontem na página 6, de Mundo, da Folha de Londrina. Fallujah é palco de novo atentado. Cidade de grande maioria muçulmana-sunita, destaca-se por apoio ao regime deposto de Hussein, sendo palco de manifestações antes e depois da invasão americana. Sua economia gira em torno de uma fábrica e entreposto de cimento, a principal do Iraque. A cidade natal de Saddam Hussein é Tikrit, também de maioria sunita e esta sim considerada a ''terra de Saddam''. Situada em direção ao norte, Tikrit é lugar de origem - além dele - de todos os parentes, maioria dos ministros do governo e soldados da guarda pessoal do antigo regime.

JAIME H. CAMACHO (corretor de imóveis) - Londrina

N.R.: O leitor tem razão. A informação incorreta foi repassada à Folha e a outros jornais pela agência internacional de notícias France Presse.

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