Teatro municipal
Acho estranhíssimo que a Prefeitura de Londrina tenha morros de dinheiro para gastar em cartazes de vida curta, com claros interesses eleitoreiros uma vez que para nada servem, e não tenha verba para iluminar melhor a cidade, nisto protegendo nossa cidadania e afugentando os marginais em uma cidade em que é imensa a população estudantil no período noturno. Outro fato duvidosíssimo é o da escolha de um local caríssimo para o Teatro Municipal, quando comissões estudaram já exaustivamente o tema, e para o qual sobram locais gratuitos já de posse pública. Um no centro, onde interessaria a todos que gostariam de vir ao centro se aculturar. E outro na península do Igapó 2, local lindíssimo e totalmente gratuito, posto que de posse municipal, onde pode montar um centro cultural completo até com teatro ao ar livre, artes circenses, dança ao ar livre e que já tem uma semente no Igapó 1, em um belo espaço que pouco é usado. O pior de tudo é a falta de uma guarda municipal para conservação e preservação dos espaços públicos.
LINCOLN BRASIL E SILVA (médico) - Londrina

Socorro!
Assisti dias atrás diversos programas e comerciais de televisão que falam da importância do professor. É cartinha para cá, é homenagem para lá, mas o governo não chega na gênese da questão. Numa destas propagandas aparecia a célebre frase: ''Educação: a base para uma vida melhor.'' Só esqueceram de colocar que os professores, que formam esta base para uma vida melhor (ensino fundamental e médio), não possuem sequer um plano de carreira adequado e se quiserem progredir financeiramente não podem continuar a trabalhar com esta base. Se escolherem formar a base por acharem aí a sua vocação, o farão por sacerdócio pois financeiramente não há retorno.
Outra frase dizia ''Respeitar e valorizar o professor - essa é a bandeira de todos nós''. Todos mesmo? Todos os governantes? Uma última frase dizia ''Você faz acontecer um mundo novo todos os dias'', mas e o meu mundo novo? Novas possibilidades, cursos, estudos, satisfação das necessidades básicas, se muitos professores se sujeitam a uma jornada semanal de trabalho de até 60 horas para garantir uma remuneração razoável.
Escolhi minha profissão por amor, e somente por amor estou nela até hoje, mas também penso na possibilidade de ter melhor remuneração na função que exerço. Você pode dizer ''coitado'' ou ''grande engano'', mas esta desilusão está ocorrendo com maior constância no Paraná, pois enquanto em alguns estados o padrão de 20 aulas pode chegar a mais de R$ 1.000,00, no Paraná este valor inicial não ultrapassa R$ 450,00. Isto com os ''cinquentão'' de abono (ou abandono) salarial que o governo está pagando.
Clamo por socorro, pois estou sendo roubado. Não em termos financeiros, mas estou sendo extremamente lesado naquilo que todos nós temos de mais importante. Socorro, estão levando os meus sonhos!
NILTON GARCIA (professor) - Rolândia

Jorge Strass
Emocionante e brilhante o artigo de Samir Cury sobre o amigo e colega Jorge Strass publicado ontem no Espaço Aberto da Folha de Londrina. Todos que o conheceram com certeza apóiam e confirmam as palavras do Samir. Jorge foi um agrônomo competente, servidor público dedicado na Prefeitura de Londrina e no Iapar, empresário responsável, mas acima de tudo uma pessoa digna de ser imitada pela forma com que se relacionava com todos. Que sua vida nos sirva de modelo!
PAULO VARELA SENDIN (engenheiro agrônomo) - Londrina

Servidor castigado
Todos os servidores públicos do Brasil comemoraram ontem o seu dia. Em Brasília, as homenagens aos servidores começaram na sexta-feira com uma extensa programação, como pode se ver na página do Ministério do Trabalho. No Paraná, os servidores estão amargando um aumento prometido que não veio, o retorno ao horário integral (antes cumpriam 6,5 horas diárias sem interrupções e que era errado chamar de meio expediente) e, agora, perderam o direito ao feriado. No Paraná não são todos iguais perante à lei. A prova disso é que os professores (a classe mais chorona do Estado e cuja atividade deveria ser considerada essencial) tiveram três dias (15, 16, 17 de outubro) de feriado, o que eles chamam de ''recesso''.
MARIA MATILDE DE OLIVEIRA SOARES (funcionária pública) - Ibaiti

Prevenção bucal
Gostaria de agradecer à equipe de Odontologia da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Anideje de Mello do Conjunto Aquiles Stenghel, comandadas pelas doutoras Alessandra e Gisele, e também à equipe de agentes comunitários e funcionários da UBS pelo carinho e atendimento prestados às quase duas mil crianças que aguardavam atendimento bucal nos dias 6, 7 e 8 de deste mês. As dificuldades foram muitas, mas não impediram a realização do trabalho e a festa organizada para as crianças foi um sucesso. Como é bom saber que, apesar de o SUS (Sistema Único de Saúde) ainda não oferecer um serviço agil, podemos encontrar profissionais não apenas preocupados com salários, mas sim com a qualidade de vida da população. Parabéns a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para o sucesso do evento, aos pais que assumiram o compromisso de levar seus filhos para a avaliação bucal e também às crianças, atores principais deste evento. Que Deus os ilumine para que continuem com este espírito solidário.
MARIA GISELDA DE LIMA (presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Aquiles Stenghel) - Londrina

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