CARTAS
Conflitos no Oriente Médio
Muito curioso que professores de faculdades e cursos londrinenses se reúnam com um técnico de uma empresa de pesquisas de soja para discutir os conflitos no Oriente Médio e não mencionam a presença de representantes de sociedades diretamente envolvidas naquele conflito como li no Caderno Cidade deste jornal em sua edição de 26/10.
O que querem realmente discutir? Qual a vivência e experiência destas pessoas? Conhecimento de livros e jornais? Sei que um deles teria vivido onze meses no Iraque participando de um programa da ONU (Oil for food). Seria isto suficiente? Quanto tempo estas pessoas vivenciaram o conflito do Oriente Médio - um dos mais problemáticos do último século na história da humanidade - para poderem chegar a uma conclusão a que valha à pena colocar este tema em debate? Julgam-se suficientes para fazê-lo sem as partes envolvidas presentes? Onde desejam realmente chegar?
Como brasileiro e israelense naturalizado, vivendo em Israel há 22 anos, estando temporariamente na região de Londrina, tive conhecimento imediato à minha chegada, há dois meses, da existência de uma sociedade judaica organizada na região, com representantes gabaritados para elucidarem ações e medidas tomadas no referido conflito, bem como soube igualmente de uma sociedade árabe devidamente estruturada e que tem similar ou superior qualificação. Ambas seriam, no mínimo, as referências básicas a fazerem-se presentes a um debate de qualidade real e imparcial sobre tais questões.
MORDECHAI SHOCHET (zootecnista) - Londrina
Padre na política
De quando em quando (quase sempre da mesma pessoa - escalada para tal?) aparecem umas cartinhas neste jornal ou em outros, criticando de forma arrasadora a candidatura de padres a cargos públicos. Eu prefiro analisar a questão sob a seguinte ótica: a quem possa interessar ou não, uma candidatura de padre que tenha o respeito e o carinho de um segmento, não necessariamente o católico? Ele, com certeza, fará a diferença no pleito eleitoral, mesmo que não vença a eleição. Este ângulo da questão rouba-lhe toda a possível e pretensa ''objetividade'' que lhe queiram atribuir. Não existem ''padres'' neutros! São padres e estão no meio do povo, envolvidos nas questões mais singelas e aparentemente banais que possam existir.
Quando o padre decide ser candidato ele se expõe. A exposição desgasta e fere. Mas humanamente falando, revela qualidades excepcionais de um homem que é padre e que vai de peito aberto entrar num debate delicado, como o é uma campanha eleitoral. Parabéns aos que têm essa coragem. Um bom padre será sempre um potencial bom político.
Não saberia dizer em 2003, qual o paradigma de sacerdote que o mundo precisa. Já vi padre cantor, escritor, professor, operário, sindicalista, político etc. Creio que a imagem estereotipada que nos forneceram desde a infância já passou para a história. Prefiro a ausência de estereótipos! Eu votaria num padre candidato sim! Mas votaria essencialmente no seu programa e em seus ideais.
ANNE CARINA HENRIQUE (estudante) - Apucarana
Desarmamento
A campanha visando o desarmamento da população é equivocada, demagógica ou está fazendo o jogo de algum interesse não identificado. Desarmar as pessoas idôneas é o mesmo que entregá-las de mão beijada aos bandidos de toda espécie. Primeiro, cabe às autoridades, compreendendo governos federal e estadual, promoverem amplo desarmamento dos marginais, traficantes, assaltantes e outros delinquentes que assolam o País, agredindo, matando e levando pânico à sociedade brasileira. O alarmante índice de vítimas de arma de fogo deve, necessariamente, ser atribuído a esse bando de abutres, jamais às pessoas de bem.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (serventuário da justiça) - Fênix
Armas de brinquedo
Armas que não matam? Mas que ensinam a matar, sim senhores! Parabéns vereadores de Londrina por terem aprovado a lei proibindo a venda de armas de brinquedo na cidade. Com relação à carta do estudante Rodrigo Marine da Silva, publicada no último dia 16, evidentemente que existe mais a se fazer, a ensinar, a conscientizar e a proteger as crianças e fazê-las mais dignas e com direito a uma vida mais saudável. Armas de fogo tem um único objetivo: é o trilho para a morte e a desgraça de todos. Vamos torcer para que essa lei se torne federal.
OSMAEL CHIAVELLI PUGA (comerciante) - Apucarana
Parabéns servidores
Gostaria de, neste dia 28 de outubro, dia do funcionário público, parabenizar a todos funcionários públicos, uma grande maioria ''invisível'' que se dedica ao desenvolvimento de projetos e ações que visam a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos londrinenses, de uma forma honrosa, honesta e comprometida com as necessidades e anseios da população. Lembramos que, embora existam aqueles que estão à disposição do poder e sua profissão transformou-se de atendimento público em ''atendimentos privativos'', somos nós trabalhadores públicos quem operamos a estrutura governamental, que construímos e mantemos num continuum os alicerces para edificação das políticas sociais públicas. Desejo a todos nós diversos profissionais que verdadeiramente participamos como sujeitos na construção de um serviço de atendimento público de qualidade: parabéns por este dia e pelos outros 364 dias do ano.
SUELI GALHARDI (servidora pública municipal) - Londrina





