CARTAS
Desemprego
Difícil acreditar, é cada vez mais frequente o número de anúncios de empregos que exigem uma nova condição eliminatória: morar nas proximidades do local de trabalho. E quem não mora? Se torna totalmente excluído de competir a uma vaga. Em reportagem recente, em um telejornal, um alerta chamava a atenção para um novo tipo de exclusão no mercado de trabalho. O aumento significativo nas tarifas do transporte coletivo acabou por prejudicar os trabalhadores que necessitam utilizar ônibus e mesmo aqueles que procuram por um emprego limitam-se apenas por locais próximos as suas residências.
E agora? O que acontece com os trabalhadores? Assistem a mais um espetáculo do desemprego? O que dizer às nossas autoridades? Quem ouve a voz dos mais prejudicados nesse País? Ninguém! Senhores governantes, empresários empregadores, só utiliza o transporte coletivo quem dele realmente necessita, criar uma nova exigência como critério de admissão é no minímo inviável, tendo em vista o propósito de acabar com o desemprego no Brasil. Assim sendo, nada mais resta como requisitos, raça, boa aparência, idade e agora local de residência. O espetáculo do desemprego está completo para os excluídos.
JOSIANE MACEDO MILITÃO PEREIRA (desempregada) - Londrina
Revitalização de praças
Desde o início do ano, a Associação das Senhoras de Rotarianos de Londrina, a empresa Multicampo e o Supermercado Quinelato, localizados no Jardim do Sol, preocupados com os problemas do meio ambiente, se uniram e revitalizaram a praça localizada na esquina da Avenida do Sol com a Av. Leste-Oeste, ficando também responsáveis pela conservação da mesma.
Antes do início do projeto, a prefeitura foi procurada para a devida autorização e também para explicar qual era o objetivo proposto. De posse de um projeto paisagístico e com tudo aprovado pelos órgãos competentes, a obra foi iniciada. Depois da praça totalmente remodelada com plantio de palmeiras, plantas ornamentais, vários bancos e dois jogos de mesas com banquinhos, foi realizada a entrega oficial para o bairro, com a presença de vários moradores. Desde então as três empresas se cotizam mensalmente para a manutenção do jardim.
Entretanto, há duas semanas os moradores foram surpreendidos com a retirada das pequenas placas identificadoras das empresas pela prefeitura. Através do jornal ficamos sabendo que, a partir de agora, a prefeitura será a responsável pela conservação de todos os canteiros e praças que antes estavam sob os cuidados da comunidade. Diante disso, quero externar minha preocupação quanto à continuidade deste trabalho tão importante que vinha sendo realizado. A comunidade do Jardim do Sol ficará atenta e com certeza se mobilizará se a praça voltar a ficar abandonada.
MARINILCE F. DOS SANTOS (professora) - Londrina
Sem direito a pizza
Esta sociedade é injusta mesmo. Sabia que moradores de favelas e bairros mais recônditos da área central da cidade não têm direito de ligar para uma pizzaria e fazer um pedido de entrega? Parece absurdo mas essa é a realidade. Acho que essas pizzarias (algumas) deveriam colocar em suas propagandas de rádio e TV que não fazem entregas em favelas ou bairros distantes. O que vemos nas propagandas é tudo diferente do que acontece na realidade. Será que adianta ser trabalhador neste País? Meus filhos estavam ávidos para comer pizza, porém não comeram pois a pessoa da pizzaria que eu liguei foi taxativa em dizer que não entregaria e pronto. Concordo que eventualmente esses motoqueiros sejam assaltados. Contuto, acho que isso não lhes dá o direito de generalizar, como se nas favelas todos fossem assaltantes. O jeito é pegar minha família e me deslocar até o centro se quiser apreciar uma pizza. O que o Procon tem a dizer sobre isso?
VALDEMIR FERREIRA DA COSTA (estudante) - Londrina
Otários
A recente campanha publicitária orquestrada pela administração do PT de Londrina me levou a pensar: hoje somos chamados de antas, otários, babacas. Quanto tempo vai demorar para sermos chamados de ''traidores'' e encaminhados ao paredão mais próximo?
HWIDGER LOURENÇO FERREIRA (estudante) - Londrina
Solistas de Londrina
A cidade de Arapongas foi brindada na última quinta-feira com um afinadíssimo concerto proporcionado pelos ''Solistas de Londrina'', nas dependências do Cine-Teatro Mauá. Não poderíamos deixar de registrar esse evento que veio, uma vez mais, demonstrar as inquestionáveis habilidades da já bastante laureada Orquestra de Câmara de Londrina dirigida pelo casal Irina e maestro Evgeni Ratchev. Esse conserto fez parte de uma série que será apresntada em Maringá, Apucarana e Toledo, nos próximos dias e teve patrocínio da Prefeitura de Arapongas e da Copel. Oxalá, mais entidades se empenhem nesse mesmo sentido para proporcionar outros eventos do mesmo nível aos aficcionados de música clássica que afluíram em massa ao teatro. Isto demonstra que deveriam ocorrer mais oportunidades em nossa região para os diletantes poderem apreciar esse gênero inigualável o que tão poucas vezes acontece. Não é preciso ''entender de música clássica basta ter sensibilidade'' para espetáculos dessa qualidade.
ARISTIDES A.J. MAKOWICH (médico e musicólogo) - Arapongas





