CARTAS
Miséria em Londrina
A manchete da capa da Folha de Londrina de ontem levanta uma questão-problema que merece a maior atenção da nossa comunidade. Não se concebe que existam na nossa periferia perto de 30 mil famílias em situação de miséria com suas consequências: fome, desemprego e delinquência juvenil. As nossas OGNs, sob cujas costas repousa grande parte do atendimento, se mostram insuficientes em recursos financeiros e de pessoal. Urge que os poderes públicos, Prefeitura, Estado e suas entidades assistenciais, se mobilizem para esta guerra contra subdesenvolvimento local. A reportagem de Thiago Mossini retrata, com auxílio de estatísticas oficiais e depoimentos obtidos no Jardim Santa Fé e Monte Cristo, o meritório trabalho liderado pela irmã Tânia naquela região. Parabéns pela oportunidade do documentário jornalístico.
JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina
Comércio de Londrina
Parabenizamos o poeta Antunes Savas por sua carta publicada ontem neste espaço. Manifestações como esta nos dá ainda mais ânimo para lutar contra a idéia retrógrada de que comércio fechado aos sábados à tarde é melhor para Londrina. Sentimo-nos felizes e gratos ao prezado cidadão por sua coragem e opinião. Comércio aberto proporciona turismo, emprego e dinamismo para economia. Comércio aberto é sinônimo de uma Londrina mais ativa!
UZIER DE CARVALHO (presidente Sindicato do Comércio Varejista de Londrina - Sincoval) - Londrina
Mané e carapuça
Em resposta à opinião da senhora Luceli Cerqueira Lopes publicada na última quinta-feita neste espaço, em que tenta passar a inércia da atual administração de Londrina e se sente agredida por ser chamada de ''mané'' e questiona o gasto do dinheiro público com promoção institucional, quero lembrar a esta senhora que durante 3 anos nossa querida Londrina foi encontrada por esta administração com as contas públicas arrombadas e com salários e 13º salário em atraso e sequer um fornecedor disposto a vender qualquer produto, até mesmo da merenda escolar.
A leitora age como muitos brasileiros, que mesmo com o aumento do grau de escolaridade e politização, continuam com memória curta e esquecendo de passado recente que a atual administração herdou dívidas e dificuldades de recursos. Estes, por desinteresse dos nossos deputados da legislatura anterior, bem como de um governo estadual que governou de costas para Londrina.
Iniciou este ano, com novos deputados estaduais e federais, novos governos - estadual e federal -, articulados com a atual administração, a qual sanou as contas públicas, colocou salários em dia, com recursos federais fluindo - obras de saneamento, construção de casas populares, saúde pública e Unidades Básicas de Saúde funcionando em perfeita sintonia, asfaltamento de bairros, recuperação asfáltica da região central, recuperação do Calçadão, Igapó II, e por aí afora, conquanto ações geradoras de emprego e cidadania.
Mas, infelizmente, o que se via eram apenas críticas com alguns vereadores que só as fazem, vetam projetos para o bem público, nada apresentam seriamente para a população nem prestam contas de seus atos. Estes, que nada vêem, não ouvem e criticam sem buscar a verdade e ver a nossa Londrina como um todo e não só o seu umbigo, são os chamados ''manés''. Espero senhora Luceli, quanto a mim tenho certeza, que a carapuça não tenha servido a você.
MAURO VIECILI (Gerente da Agência do Trabalhador/Sine) - Londrina
Derrota no esporte
Quem viu Romário espancando um torcedor que foi ao campo de treinamento do Fluminense com seis galinhas insultar os jogadores, mais uma vez se deparou com uma cena degradante no cenário esportivo. Parece mesmo que a bruxa anda solta ou virou costume escândalo envolvendo as estrelas do esporte nacional. Primeiro Maurren, acusada de doping, depois Zequinha Barbosa suspeito de pedofilia e agora Romário com sua famosa intolerância. Porém dessa vez ao que tudo indica o vilão mudou de lado. Apesar de alguns condenarem Romário pela agressão, muitos torcedores condenam o rapaz e seus comparsas que numa atitude de insulto invadiu o local de treinamento, onde o time trabalhava a fim de melhorar a performance. E ainda levar galinhas? Ora isso é uma afronta ao bom-senso. Dessa vez todos saímos feridos e o esporte brasileiro mais uma vez saiu perdendo.
CLEUZA MARIA IRINEU (atleta maratonista e estudante) - Londrina
O que fazer com R$ 11 mil?
Se nossos jornais apuraram corretamente, o terrenão onde um dia prosperou o Colégio Londrinense, mais conhecido por ''Colossinho'', nome de seu grandioso - à época - Ginásio de Esportes, valeria hoje honrosos R$ 11.999,99 por cada cidadão, quer o dinheiro venha da União, do Estado ou de nosso Município. Pelos meus modestos conhecimentos em urbanismo, uma das piores opções para o espaço seria um supermercado. O que está em questão é a ''cara'' que queremos para Londrina, e isto passa por arborização (judiada sistematicamente, principalmente pelos comerciantes, construtoras e demais integrantes de baixa visão público-comunitária, inclusive as próprias administrações), zonas residenciais, loteamentos, etc.
Assim sendo, eis o destino que muito apreciaria de ver investido esses meus (seus) R$ 11.999,99. A aquisição desta quase ''sesmaria urbana'' para o usufruto futuro desta próspera comunidade, quer seja como estoque antiespeculativo, quer seja como um museu, teatro, praça ou ponto-de-encontro-e-celebração para feiras-livres ou eventos. Pois não é justamente cuidando do hoje, que poderemos usufruir os nossos amanhãs?
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina





