CARTAS
Reposição de aulas
Aproveitamos esse espaço democrático para relatar que o autor da carta publicada em 21 de outubro, José Edmundo Moura, está equivocado. Nós, alunos do 3º ano de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas matutino da UEL, não concordamos com as afirmações que foram expostas na carta. Primeiramente, o cronograma de reposição de aulas acordado após o término da greve definiu que o encerramento do ano letivo de 2003 seria dia 5 de fevereiro de 2004, e não em meados de março de 2004, como afirmou o pai da aluna do 2º ano noturno, já citado. Entretanto, por uma decisão democrática e unânime nós, alunos do 3º ano, preferimos adiantar o calendário para 20 de dezembro de 2003. Para tanto, já estamos repondo as aulas, e não perdendo matéria ou tendo ''aulas fantasmas'', como foi sugerido.
Declaramos assim, nossa insatisfação com o relato de José Edmundo Moura e esclarecemos que o Departamento de Comunicação da UEL sempre esteve à disposição dos alunos, e mais do que isso, permitiu que os alunos fossem agentes participativos no processo de decisão de adiamento ou manutenção do calendário do ano de 2003/2004.
MARIANA DE OLIVEIRA FINCO (estudante) - Londrina
Londrina, terra de antas?
Na propaganda pobre de péssimo gosto, veiculada nos órgãos de imprensa londrinense, estão ofendendo os cidadãos que não viram a revitalização do Lago Igapó, algumas reformas, reinaugurações. Ora isto é fazer cortesia com o chapéu alheio! Por que não convidam os ex-prefeitos, afinal são obras deles? Agora, sermos chamados de ''cegos'', ''antas'', ''topeiras'', ''morcegos'', é satanismo pois, segundo a bíblia, somos imagens e semelhança de Deus! Sem contar que além de pagarmos os caros tributos, pagamos também esta infame publicidade.
Porém, ''cegos'' não somos! Vimos sim, 17 mil desempregados se inscreverem no concurso da Acesf, reformar prédios particulares, pagamentos de aluguéis, doação de um terreno valioso para a PUC, (trata-se de partícipe de grupos e fundações milionárias), contratações de militantes, religiosos, pseudo-líderes, apaniguados que ''incharam'' a prefeitura.
Por que se joga dinheiro no ralo, inclusive na construção de um anexo na Câmara de Vereadores? Temos 21 ocupantes de cadeiras e menos de 10 vereadores trabalham. Pobres morrem nas filas de hospitais, faltam leitos de UTIs, falta uma ala para queimados, faltam médicos, enfermeiros nos postos de saúde. Enquanto trazem turistas palestrantes que se hospedam em hotéis de luxo e comem em finos restaurantes às custas dos contribuintes, Londrina está perdendo o status de terceira cidade do Sul do País para Joinville. Não somos cúmplices de ninguém, porém, ''cegos'', ''topeiras''e ''antas', jamais. Somos cidadãos londrinenses e merecemos respeito!
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina
Criminalidade
Nós devemos diminuir a criminalidade. Contudo, não admito que a operação ''PIC'' (Promotoria de Investigações Criminais) entre nas empresas e tratem os comerciantes como se fossem marginais comprovados. Eles sustentam suas famílias com extrema dificuldade, sendo até humilhados e sujos de graxa diariamente. São acusados de ''receptores'' e são jogados na cadeia como ladrões. Os verdadeiros ladrões não têm empresas e nem pagam impostos. A operação não vai atrás dos ''grandes'' porque eles têm dinheiro e armas. Já o cidadão comum tem apenas sua família e força de trabalho.
LEIDE SAURI OGASAWARA (estudante) - Londrina
Violência oculta
Para a grande maioria da população a violência está associada à criminalidade. Se violência é apenas a criminalidade, então violência não é a poluição que assola nossos rios, não é o sistema de assistência médica ou as dezenas de milhões de menores oficialmente assumidos como ''carentes''. Em síntese, a estrutura sócio-política que determina a realidade que foi mencionada não transparece como violência. Esta é caracterizada apenas como o roubo, o estupro, o homicídio. Todas as mazelas sociais também merecem ser destaques de páginas policiais e ser caracterizadas, no mínimo, como atentado ao pudor.
FABIANO BEZERRA DE SOUZA (operador de caixa) - Londrina
Comércio de Londrina
A administração de Londrina está usando de sofismo e não decide nada em relação ao horário do comércio. O Brasil é o segundo país que paga mais impostos para o governo perdendo somente para a Alemanha. Fico indignado com tanta falta de consciência e visão racionalista por parte de pessoas que dizem entender de comércio. Se alguém tem um comércio e quer trabalhar fora do expediente o problema dele. Se ele paga todos os impostos, tem o direito de trabalhar a hora que quiser! Agora o Ministério do Trabalho atrapalha o comércio na Zona Norte multando os comerciantes que trabalham para sustentar suas famílias com dignidade e respeito. São pessoas que não têm um mínimo de respeito com o próximo. Não respeitam a Constituição e os direitos e deveres do cidadão. O trabalho enobrece cada vez mais nossa cidade e engrandece nosso país. Portanto, digo sim aos lojistas e trabalhadores que querem trabalhar aos sábados e domingos e digo não às autoridades contrárias a este ato que usam o sofismo e o negativismo para administrar nossa cidade.
ANTUNES SAVAS (poeta) - Londrina





