Os manés
Como se não bastasse a patética inércia da atual administração de Londrina, somos agora humilhados (é o termo) com a ridícula propaganda que visa nos mostrar o que literalmente nunca existiu, ou seja, eficiência administrativa.
O último prefeito foi cassado exatamente pelo abuso de verba publicitária de uma obra, que embora pertinente, lhe custou os ''olhos da cara'' em termos políticos. Os homens públicos sempre se valeram da falta de memória dos eleitores e, principalmente, da impunidade com que são coroados seus atos. Mas tudo tem limite! Numa época de crise econômica e social em que inclusive se apela à solidariedade da sociedade numa luta frenética e estrutural contra a fome e a miséria, vemos políticos do próprio PT (se é que ainda se fazem petistas como antigamente!) desperdiçarem recursos preciosos em promoção institucional ou pessoal, uma vez que a reeleição abriu brechas para isso.
O que nos incomoda sobremaneira é o silêncio covarde de uma cidade, que embora agredida (chamados todos de manés), não reage com veemência às afrontas costumeiras e humilhantes. Salvo raras e nobres exceções a imprensa local se mantém omissa, privando os londrinenses da consciência crítica que os mesmos ajudariam a construir. Afinal já foram os jornalistas chamados de ''sentinelas da sociedade''!
Como cidadã, manifesto minha indignação (que espero partilhada por muitos) com os inúmeros outdoors e peças publicitárias de rádio e TV que revelam uma farsa e sublime autopromoção. Londrina merecia muito mais.
LUCELI CERQUEIRA LOPES (advogada) - Londrina

Só eu que não vejo
Como Londrina é a única cidade do Brasil que se orgulha de não ter desempregados, por isso a prefeitura se dá ao luxo de preferir um teatro no lugar de um hipermercado. Nada contra a cultura, mas em época de crise teatro mata a fome de alguém? Ou a prefeitura está atendendo algum tipo de lobby dos que já estão aqui ou simplesmente despreza o compromisso do PT com a geração de empregos.
VILSON CÂNDIDO (estudante) - Londrina

Aulas na UEL
A carta do senhor José Edmundo Moura, publicada ontem na Folha, reclama dos transtornos sofridos por estudantes do 2 série do Curso de Comunicação Social - Habilitação em Relações Públicas, em decorrência da antecipação do cumprimento do calendário das atividades de ensino dos cursos de graduação de 2003 da UEL.
Cabe esclarecer que desde o final da greve, encerrada em fevereiro de 2001, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) tem programado as atividades acadêmicas buscando regularizar o referido calendário obedecendo à legislação do ensino superior. Antes do início do ano letivo de 2003 os cursos da UEL analisaram as possibilidades de programarem atividades de reposição de aulas fora do horário normal, visando à antecipação do término do ano letivo. Este processo foi discutido por todos os cursos e departamentos e, a partir da opção de cada um deles, uma parte definiu-se por não efetuar antecipação; enquanto outra apresentou uma programação de reposição e obteve do CEPE autorização para fazê-lo.
É importante destacar que esta discussão foi ampla e democrática, ocorrendo a partir da apreciação em três reuniões das quais participaram todos os cursos da universidade e representantes dos estudantes. No intervalo destas reuniões os colegiados puderam consultar os estudantes e professores, buscando a opção de maior consenso entre os que seriam afetados pelas decisões. As autorizações de antecipação foram condicionadas a um calendário de reposição formalizado junto à Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação, devidamente divulgado entre estudantes, docentes e funcionários envolvidos.
O Colegiado do Curso de Comunicação Social optou por não efetuar a antecipação, por falta de consenso entre estudantes e docentes. Portanto, tem razão o leitor de reclamar contra a execução de tal programação, uma vez que ela não foi solicitada pelo Colegiado de Curso e, consequentemente, não foi autorizada pelo CEPE. Apurando o que aconteceu na série em que estuda a filha do autor da correspondência, verificamos que houve a programação não autorizada de antecipação do calendário acadêmico. Em função disto, o Departamento de Comunicação Social, o Colegiado de Curso e a Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação da UEL estão remetendo a todos os professores do curso correspondência onde determinam o impedimento de antecipação, em função da ilegalidade da mesma e ressaltam as implicações legais e administrativas do não cumprimento da referida determinação. Será também efetuada a divulgação destas decisões junto aos estudantes do curso, procurando evitar que tais transtornos e prejuízos continuem a atingi-los.
JAIRO QUEIROZ PACHECO (coordenador da Assuntos de Ensino de Graduação - CAE) - Londrina

Correção
- Ao contrário do que foi publicado ontem no Caderno Folha Cidade, o custo total dos quatro novos setores do HU foi de R$ 7,19 milhões e não R$ 35 milhões. Este último valor se refere ao total de investimentos previstos para vários projetos que estão tramitando em instâncias estadual e federal, como reformas, ampliações e compra de novos equipamentos.
- Diferentemente do que foi publicado ontem na matéria ''Escola acumula prejuízos com arrombamentos'', no Caderno Folha Cidade, o Conjunto Avelino Vieira está localizado na zona oeste de Londrina.
- Na reportagem ''Sindicância na Cultura encontra apenas uma irregularidade'' publicada ontem na página 4, de Política, o nome correto do auditor da Prefeitura de Londrina é Osvaldo Alves de Lima.

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