Aulas na UEL
Aproveito esse espaço democrático para relatar uma irregularidade que está ocorrendo na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Uma de minhas filhas cursa o 2º ano de um dos cursos da área de Comunicação Social e está indignada com o que está ocorrendo. Devido à última greve (uma das mais longas ocorridas na instituição), houve um grande atraso no calendário dos diversos cursos. Pelo cronograma de reposição acordado logo após o encerramento da greve, o atual semestre letivo só terminaria em meados de março de 2004. Ocorre que à revelia da comunidade universitária decidiu-se que o atual semestre letivo deve terminar no final de dezembro deste ano.
Em função desta decisão unilateral do corpo docente, está ocorrendo uma verdadeira avalanche de matérias. Alguns professores divulgaram cronograma alternativo de aulas em que constam aulas inclusive aos sábados, para ''reposição'' das aulas que deveriam ser ministradas em janeiro/fevereiro do próximo ano. Porém, já declararam que não darão estas aulas, ou seja, agora temos também em nosso País aulas ''fantasmas''. Isto tem prejudicado enormemente os alunos que são obrigados a lerem vários livros por semana e apresentar seus resumos em sala de aula.
Os chefes de departamento procurados pelos alunos ouvem as reclamações, porém nenhuma providência é tomada. Acredito até que os professores tenham o direito de fazer suas greves reivindicatórias, o que não podem é prejudicar os alunos com atitudes como estas que estão ocorrendo na UEL que, com certeza, afetarão a qualidade do ensino e o nível dos profissionais que serão formados no próximos anos. Gostaria que a reitoria da UEL tomasse conhecimento desses fatos e tomasse as providência cabíveis.
JOSÉ EDMUNDO MOURA (bancário aposentado) - Ribeirão do Pinhal

Em defesa do teatro
Quando cheguei a Londrina, num vestibular de inverno, vi que o pôr-do-sol daqui lembra muito o lugar de onde vim, 80 km a noroeste do Paraná. E senti que o frio aqui, é mais frio. Nesses 15 anos de Londrina me espanta ver uma cidade que constrói e destrói coisas belas muito rápido. Nossos pioneiros estão vivos, mas grande parte de sua memória está destruída: por ganância? Um Teatro Municipal que abrigue um centro cultural vai promover, muito mais empregos diretos e indiretos para uma classe social que cresce economicamente em Londrina desde os tempos dos Festivais. Uma peça de teatro de 25 mil reais gera emprego para 10 atores, 2 profissionais e 2 técnicos das Artes Cênicas. Injeta no mercado 7 mil reais em restaurantes, agência de viagem, hotel, estabelecimentos de cosméticos; tecidos, roupas e sapatos; xerox, gráfica e gráfica rápida; material elétrico; tintas e ferramentas. Ainda contrata artistas gráficos e fotografos profissionais.
Parece-me que o antigo Colossinho tem à sua volta uma rede muito antiga de casas comerciais que poderiam reviver seus momentos de glória restaurando suas fachadas singulares numa Londrina que cresce depressa demais. É hora de mudar o ritmo das coisas, das pessoas e dos corações. É tempo de paz. Quero ver filas e filas de espera para lotar um Teatro Municipal de 1.500 lugares com atrações locais! Ver crescer um pé de Flamboyant pra ele sobreviver depois de mim, no mínimo.
JACQUELINE SASANO (jornalista) - Londrina

''Caipira e pé-vermelho''
Carta do leitor Bruno Veronesi refere falsa versão que me atribuiu ter referido à atual diretora do Teatro Guaíra, Nitis Jacon, as expressões ''pé-vermelho'' e ''caipira'', na premiére do filme do ''Barão do Serro Azul'' que tentou atrapalhar. Não as usaria maldosamente, como diz o senhor Veronesi na sua carta, porque creio num só Paraná. Trabalho para isso, atualmente, na Comissão dos 150 anos do Paraná. E tanto amo o Norte que chamei de Teatro Londrina o auditório do Memorial de Curitiba que fiz erguer, quando Prefeito de Curitiba.
Esta ultrapassada divisão do Paraná em Norte e Sul é o império da mediocridade. Não cabe na grandeza do nosso nome. Paraná em tupi, saibam, quer dizer: água grande, caudal, imensidão! As expressões ''pé vermelho'' e ''caipira'' , na literatura, exaltam nossa terra e gente, como fizeram Rubem Braga, Arnaldo Pedroso d'Horta, Mário de Andrade, Monteiro Lobato e Domingos Pellegrini, o premiadíssimo escritor. Preconceituoso parece-nos o senhor Veronesi. A terra do Paraná é sagrada. Sagrados os pés que a pisam.
RAFAEL GRECA DE MACEDO (deputado estadual pelo PMDB) - Curitiba

''Bolsa-esmola''
Mais um ''bolsa-esmola'' foi criado pelo governo Lula, pois qualquer trocado basta para calar a boca do nosso povo pobre e sem cultura. E assim as promessas de campanha vão se sucumbindo. Nada de diminuir a carga tributária para a promoção do emprego, pois só assim poderíamos chegar ao fim de todos estes bolsões.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

Beisebol
Gostaria de agradecer a excelente reportagem sobre o beisebol publicada na Folha Esporte, no último domingo, assim como na Folha Cidadania/Esporte de ontem. Com imensa satisfação e reconhecimento, lemos a reportagem do jornalista Cláudio Yuge. Satisfação pela fidedignidade do conteúdo e realismo, acentuando o trabalho árduo, altruísta e anônimo dos que querem ajudar àqueles que não têm oportunidade. E reconhecimento por levar as informações até as pessoas necessitadas. Nossos agradecimentos à Folha.
PEDRO NOBORU BANDO (coordenador do Projeto Beisebol nas Escolas Municipais) - Londrina

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