Carta para 'Maurício'

É pena que o menino ''Maurício'', nome fictício usado pela reportagem da Folha para identificar o garoto que denunciou a violência em Londrina numa carta para o secretário de Segurança Pública do Paraná, esteja perdendo a inocência e a confiança na polícia desta forma. Criança gosta de brincar de bandido e polícia, e acredita que a polícia é boazinha, torce pela polícia. A lição que Maurício está aprendendo sendo intimado a comparecer à delegacia é simples, é clara: o sistema não funciona, está falido e é burro. É tão burro que essa intimação partiu de uma cabecinha privilegiada e todo sistema foi atendendo esta ordem sem questionar o tamanho da asneira que estavam fazendo.
Ninguém respeitou o dinheiro do contribuinte. Gastaram tempo e papel para encher o saco de um menino que, com apenas 12 anos, tem mais cabeça do que todos os envolvidos nesse caso. Não desista Maurício, afinal de contas pelo que li você nem foi para o pau-de-arara. Para quem não sabe, pau-de-arara é o serviço de persuasão da polícia brasileira, muito difundido nas delegacias, como o próprio ministro da Casa Civil, José Dirceu reconheceu há poucas semanas. Como disse Henry Ford, ''pensar é a coisa mais difícil que alguém pode fazer, é por isso que tão poucas pessoas o fazem''.
Não desista Maurício, se não você acaba como eles.

ROBERTO G. TEIXEIRA (empresário) - Londrina



Vereadores

A reportagem da Folha do último sábado quanto à redução do número de vereadores é interessante. Quando um vereador citado na reportagem afirma que o número deles não é uma questão matemática, causa confusão nos eleitores. Afinal, salários e assessorias não são custos pagos pela sociedade? Então, é sim uma questão de números, de matemática e de máquina de calcular. Minha preocupação maior é que, democraticamente, ao invés de 15 a população decida por zero.

ÁLVARO ALMEIDA (engenheiro agrônomo) - Londrina


Reparos na praça

Como é bom poder agradecer. Agradeço, primeiramente, este espaço democrático que a Folha de Londrina proporcionou-me para que pudesse expressar minha opinião, em 14 de outubro, intitulado ''Praça Nishinomya''. Gostaria de agradecer aos organizadores da festa realizada na praça, aos reparos feitos no passeio público e buracos na praça, tão logo constatados. Cabe agora a cada frequentador zelar pelo espaço público.

CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público) - Londrina


Transporte coletivo

Há alguns dias estamos ouvindo falar e lendo nos jornais sobre a licitação para o serviço de Transporte Coletivo em Londrina. O projeto entregue pelo prefeito Nedson Micheleti à Câmara Municipal prevê, entre outras coisas, a divisão da cidade em dois setores, bilhetagem eletrônica e melhoria do afluxo de ônibus no centro da cidade. A expectativa é que esse projeto seja aprovado antes do dia 25 de novembro, data-limite para que os municípios apresentem projetos para o Programa Pró-transportes que irá disponibilizar até R$ 250 milhões.
A minha dúvida é: o interesse do prefeito Nedson Micheleti é realizar essa licitação tendo em vista realmente a melhoria do nosso transporte ou é ''usufruir'' desses até 250 milhões em outros projetos? E como ficarão os cobradores de ônibus? Será que com a bilhetagem eletrônica haverá necessidade de tantos cobradores vendendo bilhetes ou tirando dúvidas dos passageiros? E o que acontecerá com os motoristas da empresa Grande Londrina? Serão contratados por uma outra empresa, caso a Grande Londrina não vença a licitação?
Por favor senhor prefeito, não queira ter em Londrina mais desempregados do que já temos, não queira fazer com que tantas famílias venham a perder o seu ganha pão. Sou usuária da Transportes Coletivos da Grande Londrina e realmente acredito estar sendo bem atendida pela empresa no que diz respeito ao serviço prestado. Já estive em várias outras cidades e o serviço não se compara ao prestado em Londrina. Acredito que existem outras formas de exigir melhoria no serviço prestado ou na redução da tarifa de transporte sem ter que deixar tanta gente insegura com relação ao seu emprego.

JOSIANE RODRIGUES ®MD77¯(®MDNM¯assistente financeiro) - Londrina



Investimento no Litoral

Foi com muita alegria que li a respeito de investimentos em infra-estrutura, paisagismo e melhorias nas rodovias que dão acesso ao Litoral paranaense. Depois que muitos dos proprietários chegaram a colocar à venda e muitos venderam seus imóveis e partiram para as vizinhas praias de Santa Catarina, o governo paranaense divulgou os investimentos para Matinhos, Caiobá, Guaratuba e Pontal do Paraná. Só que acabaram esquecendo a região de Paranaguá e a Ilha do Mel. É muito importante, não só para os veranistas mas os turistas de todo Brasil e do exterior, ter também a satisfação em terminarem a viagem de litorina via Serra do Mar com uma esticada até a Ilha do Mel, ou contemplar a Baía de Paranaguá com seus manguezais e pássaros, com uma infra-estrutura de informações aos turistas, melhoria na saída dos barcos, etc. Aí sim, poderemos contemplar um Litoral bom para todos nós.

JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba



Correção

- Diferentemente do que foi publicado na reportagem ''Estudantes fazem réplica do 14-Bis'', no dia 17 deste mês, na Folha Cidade, o nome do estudante é Stiverson Teixeira Giroldo.

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