CARTAS
Falta de Segurança
Manifesto aqui minha preocupação e de outros estudantes da Unopar, localizada na Avenida Paris, em relação à insegurança que estamos submetidos. Na última sexta-feira, eu e uma amiga fomos assaltadas ao sair da instituição. Três jovens - com seus 17 ou 18 anos - nos abordaram, um estava armado - e roubaram o carro da minha amiga, com ela dentro. Eu consegui fugir. Ela passou por longos minutos de desespero, até que os rapazes resolveram abandonar o carro, queimando, com ela dentro.
Talvez eram inexperientes e estavam apenas em busca de alimentar o vício das drogas. Talvez só abandonaram minha amiga porque eu fugi e sabiam que eu chamaria a polícia. E se eu não tivesse corrido? E se eles atirassem em mim? E se tivessem estuprado minha amiga? Fiquei sem reação. Onde estudo não há viaturas da polícia para ''dar uma olhada'' naquela grande comunidade de estudantes. Muito menos a instituição dispõe de seguranças para cuidar de alguns ''míseros'' metros de sua entrada principal.
Ao registrar queixa na delegacia ficamos sabendo da quantidade de roubos e assaltos que acontecem com os alunos da Unopar, e ninguém faz nada. A rua é pública, mas a instituição não dispõe de estacionamento nem para professores. Não são todos alunos que têm condições para pagar estacionamento. Aonde está nosso direito de poder sair de casa para estudar e chegar em casa seguros? Sem correr riscos? Sem temermos o caminho do portão ao ponto de ônibus ou ao carro de uma carona estacionado logo ali? Que algum responsável tome alguma atitude, pois mais alunos poderão ser lesados e, desta vez, pode não ter a mesma sorte que eu e minha amiga tivemos.
FERNANDA BORGES (estudante ) - Londrina
UEL e as bebidas
Nossa universidade comemora 32 anos de existência e o sucesso alcançado, ao longo destes anos, é formidável. Cumprimento aqui mais uma vez sua reitora pela iniciativa de proibir o uso de bebidas alcoólicas em seu interior. O que me leva a voltar ao assunto é o artigo publicado pela Folha na última terça-feira em que um jornalista conclui que não há nada demais em alunos tomarem destilados e cerveja dentro do campus.
Por outro lado, na página 2 da ''Folha Cidade'' lê-se que professores criticam projeto que proíbe bares perto das escolas. E criticam não pela sua impropriedade mas porque não tem efeito retroativo e permite que bares já instalados nas proximidades das escolas continuem funcionando. E mais: a diretora do Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL) informa que, pela existência de bares perto da escola, os seguranças têm tido trabalho com alunas de 14 e 15 anos que traziam bebidas escondidas e estavam embriagadas.
Isso é muito preocupante e se não houver medidas severas, a liberdade excessiva pode gerar muitos alcoólatras. Aí, muitas famílias irão chorar.
EDGAR BAUER (advogado) - Londrina
Câmara esclarece
O advogado e ex-candidato a vereador Miguel Antônio Ramos lançou-se numa campanha pela redução do número de vereadores na Câmara Municipal de Londrina. Utiliza-se do critério aritmético para invocar o princípio da proporcionalidade, tese que já foi jogada por terra pelo ex-presidente da OAB/Londrina e conceituado jurista Adyr Sebastião Ferreira. A máquina de calcular não pode ser usada para diminuir a representação da população na Câmara de Vereadores, da mesma forma que o simples cálculo aritmético não é utilizado por esta Casa para discutir e aprovar projetos que exigem investimentos em políticas públicas para promoção da cidadania.
Desde 1969 a Câmara de Vereadores de Londrina mantém o número de 21 vereadores e o município já elegeu governadores de Estado, deputados estaduais e federais e senadores, numa clara demonstração de sua grande responsabilidade política. O número de vereadores em Londrina também respeita a Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Município.
O ex-candidato a vereador insiste nessa discussão, às vésperas de novas eleições municipais e presta um desserviço à comunidade londrinense ao defender a redução da representação popular na Câmara de Vereadores. Como já afirmei em outras oportunidades, o advogado está na contramão da história, uma vez que a redução do número de vereadores vai limitar a representatividade da população no Legislativo.
A Câmara de Vereadores de Londrina não foge a mais este debate; porém, não será refém de uma proposta que tenta impedir e elitizar a representação dos cidadãos londrinenses no Legislativo Municipal.
Melhor seria se, neste momento, estivéssemos promovendo um abaixo-assinado para rever a concessão dos serviços de água e esgoto em Londrina. Há 30 anos a Sanepar explora a população com taxas absurdas, mas temos neste momento a oportunidade histórica de mudar as regras desse jogo. A Câmara de Vereadores está liderando este processo de discussão na certeza de que cumpre a função de zelar pelos interesses da população de Londrina.
ORLANDO BONILHA (presidente da Câmara Municipal de Londrina)
Correção
- Diferentemente do que a Folha publicou na edição de ontem, na página 4 do Caderno Cidade (reportagem ''Ala pediátrica do HU passa por desinfecção''), somente os setores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) permanecem interditados e não a ala pediátrica do HU.





