UEL para inglês ver
Ontem foi aniversário da UEL. Que comovente! Será que de fato há motivo para tanto estardalhaço? Não vou generalizar, mas grande parte da imprensa da cidade noticiou o dia em que a UEL completou 32 anos. Não sei bem, mas acho que a imprensa está perdendo a sua característica precípua, isto é, de suscitar questionamentos e confrontar dados. Infelizmente, a universidade que deveria instruir pessoas da cidade e região, está abarrotada de aquinhoados, a maioria de outras cidades, e nada de efetivo foi feito nesses anos de existência da instituição para proporcionar acesso aos menos assistidos. Será que mesmo com essa falta de inclusão social a UEL pode de fato ser considerada uma das melhores do Brasil? A magnífica reitora, Lygia Pupatto, só fala em cursos de extensão à comunidade, burilamento de tecnologias...como se isso não fosse praxe em universidades.
O que falta na UEL é uma discussão ampla e inteligente, com resultados concretos acerca do assunto. Eu, por exemplo, sou pobre, moro em uma favela e se quero estudar, preciso pagar faculdade particular pelo financiamento estudantil. Ao me formar terei que restituir o governo. A UEL continua elitizada e ninguém, pelo menos que eu saiba, parece estar preocupado em torná-la mais acessível aos pobres e negros como eu.
Ah, e isso deveria começar pela magnífica reitora que se elegeu prometendo democratizar o acesso de todos. Acho que pessoas de poder aquisitivo alto deveriam pagar. Outra iniciativa deveria ser a criação de cotas para negros. É claro que esta não é a maneira mais plausível e democrática, porém, é a única forma de corrigir essa disparidade que perdura há 500 anos no País. Só entra na UEL, postulantes a cursos de menos ''status'' social. É óbvio que cada curso tem o seu valor. Do jeito que está não dá!
VALDEMIR FERREIRA DA COSTA (estudante) - Londrina

Domadora no Lions
Hoje, 8 de outubro, Dia Mundial do Espírito Leonístico, ressaltamos a importância da domadora, assim chamada no Brasil, a esposa do leão, denominação esta que foi estabelecida na 4 Convenção do Lions no Rio de Janeiro, em 1957. A domadora automaticamente faz parte do clube de seu leão e sua grande função é incentivar o seu leão em todas as ocasiões, prestando-lhe todo o apoio e solidariedade. Ela também participa e colabora ativamente das campanhas e frequenta as reuniões, antes só frequentadas por leões. Enfim, um novo enfoque está sendo dado a ela, pois, tempos atrás, as domadoras participavam apenas da vida social de seu clube e dos chás beneficentes. Hoje, felizmente, está sendo sanada a imagem negativa dessa mulher, tão importante para o clube quanto o seu leão e que juntamente com ele serve com dedicação e amor, através de um trabalho desinteressado, fazendo ''jus'' ao lema do Lions: ''nós servimos''.
ELECI MARIA DA SILVA (professora e domadora do Lions Clube Londrina Igapó) - Londrina

Justiça Militar esclarece
A respeito do editorial ''Desarmamento'' na parte em que refere ''armas roubadas do Exército'', a Procuradoria-Geral da Justiça Militar deseja consignar as seguintes informações: o Ministério Público Militar (MPM) concluiu levantamento sobre desvio de armas das Forças Armadas no Estado do Rio de Janeiro, por meio de grupo de trabalho por mim instituído. No período de 7 anos (1995/2002), somente no âmbito dos comandos militares naquele estado foram desviadas, por furto ou roubo, 163 armas - 53 do Exército, 34 da Marinha e 76 da Aeronáutica. Recuperou-se apenas 18 armas: 8 do Exército, 2 da Marinha e 8 da Aeronáutica.
De qualquer sorte, a quantidade é pequena diante do elevado número de armas clandestinas apreendidas com criminosos e que entram no País por contrabando. O combate ao desvio de armas militares é prioridade deste Ministério Público Militar, através de medidas de investigação desses crimes e punição dos seus autores, recuperação de armas roubadas e a exigência de maior controle na fiscalização nacional de armas e munição.
MARISA TEREZINHA CAUDURO DA SILVA (procuradora-geral da Justiça Militar) - Brasília (DF)

Correção
- Diferentemente do que a Folha publicou na edição de ontem, na página 1 do Caderno Cidade (reportagem ''Mulher Acusada de Esfaquear Marido''), o cruzamento das avenidas Brasília e Dez de Dezembro está localizado na zona leste da cidade.

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