Padres candidatos
O artigo ''A polêmica dos padres candidatos'' demonstra muita sagacidade e inteligência do Padre Paulo do PT. Coloca, com fundamentação histórica, a participação de religiosos católicos, padres, bispos, papas e santos, na política. Não diz o deputado Padre Paulo que todos esses fatos, e muitos outros, aconteceram verdadeiramente, mas que teve caráter institucional o que fizeram aqueles padres, bispos, etc., por injunção dos momentos históricos. Atuaram eles num contexto universal, e não com uma visão partidária, porque, se assim não fosse, teriam provocado verdadeiras catástrofes, confirmando o dogma de que somos santos e pecadores.
O Santo Padre é, sim, chefe de estado, mas de estado católico, portanto universal e não de um estado ideológica e socialmente segmentado. Por confirmar essa universalidade, foi muitas vezes criticado por não tomar partido de direita ou de esquerda, do ocidente ou do oriente.
Sem pretender ser herege, imaginem Cristo, no Horto das Oliveiras, dizendo aos apóstolos: ''Quando Pilatos for lavar as mãos proporei uma dobradinha, livro-me da cruz e me ofereço para ser vice-cônsul''. É assim que teria que atuar um Cristo partidário.
Padre, quando em um partido, não é verdadeiramente padre porque padre deverá ser apartidário, portanto, universal e ecumênico. A Igreja não é omissa, também eu que sou Igreja não sou omisso, como não é omissa a maioria esclarecida da Igreja, cada um atuando conforme os seus dons.
E para concluir, vai aqui uma sugestão para ser refletida e posta em prática: que todos os católicos que tenham vocação também pela política atuem no sentido de esclarecer o eleitor da importância do voto e do significado da governabilidade, pois é um absurdo o que vemos por esse Brasil a fora. Como mero exemplo, elege-se um prefeito e dá-se a ele uma bancada de somente dois vereadores (caso específico de Londrina). Isto para não tocar na qualidade de certos políticos, muitas vezes candidatos a cargos eletivos.
ABÍLIO WOLFF JR. (empresário) - Londrina

Baleeiro e a Folha
Ao longo de 15 anos, calculo, escrevi umas 500 cartas-artigos ou artigos-cartas na Folha de Londrina. Deixei de escrever por falta de tempo (passei a dedicar mais horas à leitura, ao estudo). Fico grato aos que perguntam por mim, inclusive neste espaço. Devo dizer-lhes que estou vivo e trabalhando sempre pela divulgação de nossa cultura. Completei mais de dois mil artigos publicados, fora duas mil cartas em grandes jornais, dentre eles a Folha. Em 1998, lancei meu livro ''Os Dez Brasis'', já na 6 edição, o que me levou ao Jô Soares quatro vezes (1998, 1999, 2000 e 2001).
Fico, pois, agradecido aos que se lembram de minha presença na Folha. Havia semana que publicava três cartas-artigos, lá por 1985/94. A reflexão filosófica, o estudo permanente do Brasil, as conferências, me tiraram do convívio permanente, via jornal, com os leitores desse diário. Devo essa satisfação aos que, por várias vezes, perguntavam por mim. Com o abraço deste caboclo, cuja maior perplexidade é ver o Brasil transformado em milhões de desempregados, nosso flagelo, nossa tragédia. Que os deuses olhem pelo Brasil!
JORGE BALEEIRO DE LACERDA (escritor e conferencista) - Francisco Beltrão

Doação de Lula
O que pensar de um presidente que lança um projeto, o ''Fome Zero'', e nem mesmo ele contribui para tal. Lula fez uma doação para o combate à fome de países estrangeiros de US$ 55 mil (que recebeu pelo prêmio Príncipe Astúrias) e mais US$ 1,6 milhão arrecadados junto a multinacionais ao Fundo Internacional Contra a Fome. Não deixaria de ser louvável, se no nosso País as crianças não continuassem morrendo de fome. O ''Fome Zero'' é um projeto que já nasceu morto. Não precisamos de esmola para matar a fome durante dois ou três dias e, sim, de menos impostos para incentivar os patrões a dar mais empregos e pagar melhor seus funcionários.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

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