Redução de vereadores
No final de semana passada iniciamos uma campanha para coletar assinaturas, em um abaixo assinado, no qual soliticamos que os vereadores modifiquem a Lei Orgânica alterando o parágrafo segundo do artigo 13 para que Londrina passe a ter dez vereadores ao invés dos atuais 21 na próxima legislatura.
O que muitos têm perguntado é se os vereadores irão modificar a Lei Orgânica indo contra os seus próprios interesses. Temos respondido que, de acordo com o parágrafo único do artigo primeiro da Constituição Federal, o poder emana do povo e é exercido por meio de representantes eleitos. O vereador é eleito para representar a vontade popular e não para legislar de acordo com seus interesses particulares.
Portanto, através deste abaixo assinado estamos comunicando aos vereadores que é de nossa vontade, de nosso desejo e de nosso interesse que Londrina tenha dez vereadores. Como acreditamos que os nobres vereadores são democráticos, liberais e imparciais, com certeza, irão modificar a legislação.
Mas, se por qualquer motivo eles preferirem ignorar nossa vontade e legislar de acordo com os seus interesses, traindo assim a confiança dada a eles através de nossos votos, devemos na próxima eleição não votar na reeleição de nenhum deles. Gostaríamos que, em nome da imparcialidade e transparência da Câmara Municipal, fosse também aberto espaço para a defesa da tese da redução, a exemplo do espaço cedido ao dr. Adyr Sebastirão Ferreira, contrário à mesma.
MIGUEL ANTÔNIO RAMOS (advogado) - Londrina

Crimes fiscais
Impressionante a grandeza da máfia dos crimes fiscais: servidores públicos, criminosos de colarinho branco, empresários corruptos, uma fraude que pode chegar a R$ 1 bilhão. Os servidores públicos identificavam os grandes devedores do INSS e Receita Federal. Em seguida, entraravam em contato com intermediários, que acionavam supostos consultores. Eles procuravam as empresas devedoras com a proposta de cancelar as cobranças. Em troca pediam uma comissão que variaria de 10% a 20% da dívida. Depois de confirmar o interesse das empresas, os consultores acionavam os intermediários que encomendavam o serviços dos funcionários públicos. A dívida era, então, deletada dos arquivos da receita e do INSS.
O comentário de Arnaldo Jabor, do Jornal da Globo, resume bem a que ponto chegamos: ''Tudo muito original e moderno, típico dos filmes de Hollywood, na era virtual o crime é deletar, ora, tantas gravatas envolvidas, nada mais chic, clean, cult, do que usar tecnologias. O pior é que quando se depara com um criminoso dessa estica, tem gente que até admira. Olha lá aquele cara fraudou R$ 1 bilhão dos cofres públicos, então ele é dos bons. E, em uma casa humilde, a mulher comenta com o marido: bobo é você que é certim, paga tudo, se nóis continua assim, vai vê onde nóis vai parar''.
Pasmem, e tem gente que acha que o crime organizado está na favela.
GERMANO JORGE RODRIGUES (advogado) - Loanda

Apagões
Nesses tempos de apagões em que nossos governantes estudam modelos para energia elétrica brasileira, gostaria de opinar nessa direção. Nos deparamos com uma série de problemas sem solução, como violência, desigualdade social, falta de energia elétrica, diminuição das águas nas nascentes e o assoreamento dos rios e riachos, aquecimento das margens ao longo do percurso por falta de matas ciliares, entre outros.
Diante desse quadro e da vontade expressa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer grandes transformações, que tal deixar para o domínio público ou com alguma regulamentação governamental um sistema bem elaborado, com incentivo de energia rural para que fazendeiros e sitiantes aproveitassem as corredeiras e cachoeiras de rios e ribeirões para funcionar pequenas turbinas para uso em suas propriedades e de seus vizinhos? Se houver sobras de energia, vende-se para o sistema de energia nacional.
Este sistema não precisa desviar os rios de seu curso e nem fazer grandes represas. Só assim os proprietários iam cuidar sem dúvida nenhuma das margens dos rios, sombreando-as e esfriando-as com árvores nativas. Aí sim aumentaria esse bem público e sagrado da humanidade que é a água.
JOSÉ BASDÃO (agricultor) - Kaloré

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