CARTAS
Trânsito
Quando lemos nos jornais sobre as lamentações do governo (federal, estadual e municipal) sobre a falta de dinheiro para investimento no trânsito e recuperação da malha viária, dentro e fora das cidades, desperta uma certa curiosidade. Onde está o dinheiro que é arrecadado com os impostos e taxas que incidem sobre os veículos?
Num primeiro momento até esquecemos que quando entramos num veículo motorizado estamos pagando IPI, ICMS, IPVA, taxa de licenciamento, pedágio. E os benefícios não aparecem. Pelo contrário, nas cidades as dimensões das ruas são as mesmas de três décadas passadas, para um número de veículos cada vez maior. Se a quantidade de veículos cresceu, presume-se que a receita também aumentou, porque para trafegar todos os veículos devem estar licenciados junto ao Detran e com os seus respectivos impostos quitados.
Então fica difícil entender o porquê desta falta de investimento na malha viária, que está piorando cada vez mais, sem qualquer perspectiva de melhoria. Para citar um exemplo, em Londrina a construção de meia dúzia de viadutos em alguns dos pontos críticos já aliviaria muito o trânsito. Mas nem se ouve falar nisto. O que temos são sempre a colocação de semáforos e construção de rotatórias, que deixam os motoristas ainda mais nervosos e o trânsito caótico.
Que tal se fosse adotada a política de construção de pelo menos um viaduto por ano em Londrina. Será que o dinheiro arrecadado com toda a frota londrinense não seria suficiente para isto? Percebam que não citei o valor arrecadado com as multas, que merece um comentário em separado.
WANDERLEY POLLI (técnico-administrativo) - Londrina
Pobres x ricos
Não interessa aos ricos que se perpetue a pobreza. Porém, não seria pelos belos olhos dos pobres ou por amor ao próximo, mas pelas consequências que a desigualdade social traz a todos. A miséria é a grande causa da revolta e indignação de muita gente. À medida em que cresce a opulência em detrimento dos mais fracos, fragiliza-se a segurança daqueles que ocupam lugar de destaque no mundo.
Numa linguagem mais restrita e familiar costuma se dizer que ficar rico é difícil, mas para ficar pobre é bem mais rápido. Esse medo afugenta qualquer iniciativa de solidariedade e cooperação, entre as pessoas, ou mesmo entre nações. Certamente ocorre a dúvida, que se alguém ficar pobre receberia a mesma ajuda que hoje estaria dando para levantar aqueles que estivessem com dificuldades. Muitos chamam isso de egoísmo, outros de desamor. O fato é que a coisa é complexa e ocorre em nível mundial, familiar ou de grupos. Cada um procurando proteger os seus interesses.
Assim é que os membros da OMC (Organização Mundial do Comércio) não se entendem. Os atentados mundiais se proliferam e os sequestros e invasões de terra no Brasil têm sido uma realidade.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado ontem, na capa da Folha, a sigla correta da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização é CMTU.
- A reportagem publicada ontem sobre a ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público (MP) de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, contra a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza contém erro nos valores de investimentos feitos pela fundação. O correto é dizer que a fundação apoiou com US$ 9,37 mil um levantamento da Ictofauna, numa área de São José, e com US$ 10,92 mil o censo populacional e distribuição, disponibilidade e qualidade do habitat do macaco mono-carvoeiro em parceira com Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná-Campus São José.





