Preservar a história
Leitor assíduo da Folha, vejo alguns erros de análise da história de Londrina tão curta de pouco mais de 60 anos. Na coluna ''Arquivo Folha'' do último domingo (21/9), há um desses erros. A fábrica de gelo do pioneiro (alemão duro e convicto) Gaspar Ernst (e não Ernest como foi publicado) localizava-se na Rua Quintino Bocaiúva, esquina com a atual Rua Manaus, onde hoje está o Supermercado Viscardi. Portanto, não foi no que hoje é o Calçadão, então Avenida Paraná.
Diante de equívocos até compreensíveis em relação a fatos e localizações históricas da cidade, faço uma sugestão. Há ainda muitos pioneiros vivos e seria possível conseguir informações importantes sobre o desenvolvimento de cada região da cidade. Sugiro que a UEL ou o museu façam um levantamento histórico, geográfico e evolutivo de cada região por década, ou seja, como era a cidade em 1929 e 1940, 1941 e 1950, 1951 e 1960, e daí por diante.
Formariam um grande mural em que pioneiros poderiam relembrar cada época para jovens e futuros moradores terem uma idéia real da evolução da cidade. Creio que poucas cidades no mundo têm o privilégio de ter moradores ainda vivos participantes de sua evolução. Desculpem a pretensiosa sugestão, mas creio que um mural destes seria viável e poderia ser feito também uma publicação com fatos e fotos de cada época.
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

Soberania nacional
Como é bom ouvir nosso presidente defendendo posições em favor do Brasil, defendendo posições em favor da vida dos oprimidos do mundo todo e, melhor que isso, é escutar tudo na nossa língua portuguesa. Isto devolve ao povo brasileiro sua auto-estima, a confiança, a vontade de vencer as mazelas do mundo. É muito bom ver pela primeira vez na minha vida um presidente nosso no estrangeiro sendo respeitado, ouvido e seguido, sem a velha política de vender o nosso Brasil. E o mais importante falando a nossa língua sem medo, sem submissão e fazendo ecoar a vontade dos povos de bom-senso, em favor da paz, não uma paz imposta, mas uma paz construída pelo diálogo.
CÉSIO SILVA CEZARIO (professor) - Maringá

Vereadores
Venho parabenizar os nossos digníssimos vereadores que, com um sofrido expediente de duas vezes por semana comparecem às sessões, ainda arrumam tempo para prestar homenagens com títulos de cidadão honorário para pessoas como Galvão Bueno, que contribui e muito com os pobres cidadãos de nossa cidade, e que escolheu Londrina como seu refúgio. Mas isso não é nada. A leitora que escreveu sobre os abusos da presidência, o estudante que escreveu sobre o espaço para namorar de Lula e muitas outras regalias dos políticos de Brasília estão por enquanto fora do nosso alcance. E assim devemos nos preocupar primeiro com os menores que, estão do nosso lado, em quem votamos.
PLINIO FERREIRA (estudante) - Londrina

Palmeiras imperiais
Com respeito às considerações do leitor Antonio Donatz da Silva, publicada no Espaço do Leitor, da edição do dia 15/9 da Folha de Londrina, a Prefeitura Municipal de Curitiba agradece sua preocupação em deixar a cidade ainda mais bonita com a sugestão do plantio de palmeiras imperiais nos parques do município. No entanto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente esclarece a todos que os parques de Curitiba são antes de tudo, Unidades de Conservação que têm por finalidade preservar ecossistemas naturais específicos. A isso é agregada a oportunidade de lazer para a população. É dessa forma que um parque municipal tem de ser visto, primeiro como área de conservação que ajuda a manter o equilíbrio ambiental nos centros urbanos e depois, como uma área de lazer que deve ser utilizada adequadamente.
Assim, o atual Sistema Nacional de Unidades de Conservação não permite a introdução de espécies exóticas nestas áreas, como no caso da palmeira imperial, que é uma espécie oriunda da América Central. Mesmo cientes da beleza dessa planta, deve-se frisar que o Brasil, e mais próximo ainda, o Paraná, possuem árvores tão ou mais belas que as espécies importadas, e que além de riqueza cênica, como no caso das variedades de ipês, servem para alimentar nossa fauna, a exemplo da araucária. Então, se a palmeira imperial serve como representação de um período de nossa história, as árvores nativas contam todo nosso passado e vislumbram um futuro melhor para todos.
Em outros ambientes, idéia de se usar a palmeira real até poderia vir a ser aproveitada.
SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - Curitiba

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